
Setembro sempre foi um mês de celebrações para o nosso cinema. Digo isso com base em fatos importantes acontecidos justamente nesse período. Exemplo: a criação do Núcleo de Documentação Cinematográfica (Nudoc), que está celebrando mais um ano de sua fundação. Órgão suplementar da Universidade Federal da Paraíba, criado em 13 de setembro de 1979, por meio da portaria R/GR 024, sob o contexto de outros núcleos de cultura.
Ligado, como sempre esteve às coisas do cinema, foi o que nos informou o professor João de Lima Gomes, há dois anos, no artigo “Há 45 anos Lynaldo dava o start para a criação do Nudoc”. Registrava ele a minha participação no feito de então: “O crítico de cinema Alex Santos, integrante da comissão para instalação o do Núcleo, registrou em sua coluna no jornal A União o fato, lembrando a necessidade de entendermos o contexto evolutivo do órgão e conhecermos as relações institucionais atuais dele com um histórico da sua criação. Além de Alex Santos, integravam a comissão de instalação o maestro Pedro Santos, o realizador Jurandy Moura e o fotógrafo Manuel Clemente. O prof. João Maurício, então gestor da Pró-Reitor para Assuntos Comunitários, era o presidente da Comissão.”
Importante registrar o fato de que, nessa época, vivíamos ainda um ânimo considerável e glorioso do cinema paraibano, sobretudo, com a realização do documentário Aruanda (1960), de Linduarte Noronha. Some-se a tudo isso a existência de outro ciclo bastante singular, que era o da crítica cinematográfica, da qual eu já fazia parte, e da criação da Associação dos Críticos Cinematográficos da Paraíba (ACCP).
Sabe-se também que o motivo da criação do Nudoc era o coroamento da exitosa gestão do reitorado de Lynaldo Cavalcanti. E o próprio João de Lima reconhece isso em seu artigo, quando afirma: “O contexto nacional era bem dinâmico com a política de instalação de polos de cinema em diversas partes do Brasil e a Paraíba não poderia ficar de fora dessa discussão por conta de uma tradição notável. A instalação do NUDOC remetia a uma memória histórica importante no seio da UFPB, onde, poucos dias após o golpe Civil-Militar de 1964, foi extinto o Serviço de Cinema.” Essa referência ao “Serviço de Cinema” de que fala João de Lima nos remete ao Cinema Educativo de João Córdula. Órgão pioneiro do Governo do Estado, que teve uma participação importante como incentivo na formação nossa sobre o cinema paraibano.
APC discute prazo de publicação do edital
A Academia Paraibana de Cinema, sob a presidência do professor João de Lima Gomes, reuniu membros do conselho na sexta-feira passada, em sua sede na Unidade de Tambaú (FCJA), para discutir e elaborar os planos de realização da programação de fim de ano. Inclusive, com relação ao Dia Mundial do Cinema.
Fez parte das discussões o acerto da data de publicação do edital de votação de seus associados, para o período de 16 de outubro a 16 de novembro, quando serão indicados os membros da nova diretoria da entidade.