Yasmin, uma realizadora paraibana de talento

Yasmin Soares exibe “Kanhema”, hoje, na Usina Energisa.
Foto: Yasmin Soares exibe “Kanhema”, hoje, na Usina Energisa.

É uma questão de estirpe. Ou de família, como queiram. Certo mesmo é que ela já nasceu com o sangue e a “visão cinematográfica” do seu bisavô, “Severino do cinema”. Yasmin Soares é seu nome e já tem vários trabalhos realizados, inclusive premiados. Normalmente, ela me trata de "tio Alex".

Jornalista profissional, assim como eu, Yasmin é realizadora de alguns audiovisuais e considera-se “indígena paraibana”. Daí a lógica de suas obras até então realizadas. Há algum tempo, foi selecionada para participar de laboratório de finalização de curtas-metragens do 1º Festival de Cinema e Cultura Indígena (FeCCI), em Brasília.

Participando do Fest Aruanda, em João Pessoa, em dezembro de 2022, ganhou o prêmio de melhor filme na categoria TCC, na 17ª edição do festival, com seu primeiro filme “Afluências”. Ano seguinte, ganhou menção honrosa para o mesmo audiovisual, no Festival de Curta-metragem Taquary, cidade do norte de Pernambuco.

Iasmin Soares se considera uma pessoa muito feliz por ser aprovada para o mestrado de pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba. Chegando a afirmar: “Este sempre foi um dos meus sonhos, desde a graduação. Com muito trabalho e dedicação, consegui minha vaga e agora poderei aprofundar minhas pesquisas sobre mulheres indígenas no cinema".

Recentemente, Iasmin realizou uma notável obra audiovisual intitulada "Kanhema", justamente sobre o tema indígena, que bastante lhe fascina. E, conforme sua sinopse: “existe a paisagem urbana de Santa Rita, Paraíba, que ressoa com uma memória ancestral que se recusa ao silêncio. O filme convida a um olhar atento sobre as entrelinhas do cotidiano, em que velhas e novas existências se entrelaçam em um diálogo sutil entre o visível e o sentido. Uma presença insuspeita pulsa sob o asfalto, revelando a persistência de um espírito que atravessa o tempo e o concreto”.

"Kanhema", obra que tem direção, roteiro e produção de Iasmin Soares; montagem, direção de fotografia, edição e cor de João Kariri; som e trilha Topázio Aramuru Kariri de Luana Anjos e João Kariri. "Kanhema" terá exibição hoje, às 19hs, na sala de projeção audiovisual da Usina Energisa, centro de João Pessoa, com entrada franca.


O Conselho Diretor da Academia Paraibana de Cinema, presidido pelo professor João de Lima Gomes, baseado no artigo 16º e parágrafos do Estatuto da Entidade, informa estarem abertas aos seus associados as inscrições das chapas que irão concorrer à eleição da nova Diretoria da APC, para o mandato no triênio 2027-2029. Deverão fazer parte da chapa inscrita, os nomes dos postulantes aos encargos de presidente, vice-presidente, secretário, diretor financeiro e diretor administrativo. Devem ser ainda indicados, os nomes dos três adjuntos ao Conselho Fiscal. O(a) candidato(a) deverá encaminhar sua proposta em envelope lacrado para a Presidência da APC, na Fundação Casa de José Américo, localizada na Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, na Unidade de Tambaú (FCJA), ou pelo WhatsApp da APC, até o dia 05 de dezembro. Os candidatos deverão apresentar a seguinte documentação:

1 – Comprovante de que é paraibano nato, ou que reside no Estado da Paraíba há mais de cinco anos;

2 – Currículo indicando sua participação na atividade cinematográfica, além de outras informações que julgar pertinentes.

João Pessoa, 01 de novembro de 2026 
João de Lima Gomes
Presidente da APC