Documentário homenageia artista paraibano

Péricles Leal, iniciador do cinema na Paraíba.
Foto: Péricles Leal, iniciador do cinema na Paraíba.

Por oportuno, de quando em vez a história das comunicações, sobretudo

do nosso cinema, é resgatada. E já não é a primeira vez que a Fundação Casa de José Americo, que me lembre, procura rever a biografia de Péricles Leal, natural da região do brejo paraibano.

Conforme dados já conhecidos, ele atuou em diferentes áreas das artes, com trabalhos no rádio, teatro, cinema e televisão. Com atuação pioneira nos meios de comunicação brasileiros e também na produção da dramaturgia. Entre seus trabalhos mais expressivos está “Sangue na Terra”. Péricles Leal faleceu ao apagar das luzes de maio do ano de 1999.

Ainda jovem na Paraíba, teve o início de sua carreira na imprensa escrita e no rádio, escrevendo radionovelas e cuidando da sonoplastia na Rádio Tabajara, adaptando o clássico romance “Romeu e Julieta”. Convidado por Assis Chateaubriand, ajudou a implantar novos padrões de comunicação no Norte e Nordeste, participando da criação e estruturação de emissoras como a Rádio Marajoara em Belém.

Péricles Leal teve uma participação marcante no rádio, teatro e televisão. No cinema, segundo dados de sua biografia, foi roteirista, argumentista e autor, destacando-se em parcerias com cineastas renomados e na expansão da dramaturgia para a tela grande. Escreveu o roteiro para um filme policial, “A Morte Transparente” (1978), dirigido por Carlos Hugo Christensen, ainda participou dos filmes “Fim de Festa”, “Entre o Amor e o Cangaço”, entre outros.

Rever a trajetória de Péricles Leal por meio de uma produção dedicada à preservação de sua memória foi o objetivo da promoção. Esta semana, na sessão do Cineclube O Homem de Areia, que acontece sempre na primeira quarta-feira do mês no auditório do Sesc Cabo Branco, na orla marítima de João Pessoa, foi exibido o documentário “Péricles Leal, o criador esquecido”. O evento, que teve entrada franca, após exibição do filme, teve debate com a participação do cineasta João de Lima, responsável pela direção juntamente com Manuel Clemente, ambos da Academia Paraibana de Cinema. Sob indicação da Academia de Cinema, especialmente do professor João de Lima Gomes, presidente da APC, que dirigiu o documentário “Péricles Leal, o criador esquecido”, a promoção na Fundação Casa de José Américo se revestiu de grande importância para nossa cultura e memória.


A partir da primeira semana de novembro, vamos projetar filmes com o devido conforto de dezesseis poltronas, com reclinação de assento e ergonomia de sala de cinema. A concessão do novo espaço fílmico é da presidência da FCJA, jornalista Fernando Moura, à Academia Paraibana de Cinema.

O presidente da APC, João de Lima Gomes, faz o convite aos seus associados a conhecerem mais esta iniciativa na nossa unidade de Tambaú, de exibição e reuniões com mais conforto. A sala da diretoria da APC agradece.