
O documentário O Romanço do Dinossauro, este mês de agosto, marca 35 anos desde a sua produção, trazendo experiências muito interessantes sobre as riquezas naturais, além da diversidade de crenças e comportamentos entre os seres humanos em relação às marcas deixadas pelos dinossauros na localidade de Souza, no Alto Sertão da Paraíba.
Realizado pelo cineasta cearense e prof. Pedro Jorge de Castro, teve a co-direção minha e do fotógrafo paraibano José Nilton da Silva, com produção e financiamento do CNPq. Recebeu o apoio das Universidades Federais da Paraíba e de Brasília. O curta participou da abertura do Terceiro Festival Audiovisual do Vale dos Dinossauros (Festissauro), da cidade de Souza, naquele ano
Selecionado para o Festival de Cinema das Ilhas Canárias, na Espanha, justamente naquele final de 1991, época de sua realização, o filme explora com requintes os mitos pré-históricos sobre o animal, que existiu há milhões de anos, hoje, na visão da comunidade sertaneja, segundo especialistas. O “Romanço” estuda de forma inteligente uma espécie de “introjeção” do mito na cultura souzeonse, quando tudo passou a ser “dinossauriano”.
Um fato interessante é que conheci o cineastaPedro Jorge, diria, pelas mãos do amigo José Nilton da Silva, durante a exibição aqui na Capital do documentário Brinquedo Popular do Nordeste, também de Pedro. Isso, no ambiente da Universidade Federal da Paraíba. Vivendo o final dos anos 70, foi-me fácil chegar a ele, que logo cedo passei a chamar-lhe de “cineasta-tigipió”, dada a nossa fraterna relação desde então.
Ao residir em Brasília por quase três anos, quando fui realizar minha pós-graduação na UnB, foi o cineasta Pedro Jorge de Castro quem orientou a minha tese de mestrado. Doutor com formação em Roma, Itália, e professor da Universidade de Brasília, do Departamento de Comunicação Social, com suas ligações no Centro de Produção Cultural e Educativa (CPCE), foi onde desenvolvi a maioria técnica dos meus trabalhos acadêmicos.
Neste agosto de 2026, trinta e cinco anos depois, constato mais uma vez que as nossas experiências com O Romanço do Dinossauro foram muito bem-sucedidas. Um projeto que iniciou com uma curiosidade sociológica, sobre o comportamento cultural de uma cidade, em razão dos dinossauros, passando pelo cientificismo paleontológico, adentrando a própria lógica da Cultura Popular.
APC: Parceria com a Aliança Francesa
Representando a Academia Paraibana de Cinema, seu presidente João Gomes de Lima participou de recente encontro na Aliança Francesa, quando aquela entidade recebeu intercambistas interessados em ações culturais em Vichy, especialmente influenciadores digitais brasileiros.
Conforme ficou acertado, a partir de agora, os laços entre a APC e AF prometem ser mais constantes em um diálogo com fins de manter constante sobre a cinematografia francesa e paraibana.