O cinema nas celebrações da Paraíba

Historiador José Octávio narrando “Saga e Cinema no Quarto Centenário da Paraíba”.
Foto: Historiador José Octávio narrando “Saga e Cinema no Quarto Centenário da Paraíba”.

Em tempos de justas celebrações e de homenagens ao aniversário da nossa cidade, que de Filipeia, Frederikstadt e Parahyba, terminou sendo João Pessoa, nos anos 1930 do século passado, nada melhor do que reviver a saga e a resistência do seu povo, em filme. Melhor ainda, conhecer a história de como se fez um dos melhores documentários paraibanos dos últimos tempos e a sua real importância nas comemorações de fundação do nosso estado.

“Parahyba”, que teve a direção do cineasta Jureny Mechado Bitencourt, em 1985, ao completar muitos anos de história, recebeu também seu tributo: “Saga e Cinema no Quarto Centenário da Paraíba”. Realização de Alexandre Meneses Cavalcanti, em 2008, por sua empresa AS Produção Cinema e Vídeo, de historiadores, produtores e cineastas sobre o filme. Documentário então mostrado na sua forma mais viva, com apresentação especial do historiador José Octávio de Arruda Mello sobre o que foi a realização do documentário e os propósitos que levaram à sua realização. Colaborando com José Octávio, os depoimentos do próprio Bitencourt e de Alex Santos, ambos roteiristas e realizadores do filme.

Para o professor José Octávio, nada terá sido mais oportuno e eficaz nas celebrações do Quarto Centenário da Paraíba que a realização do “Parahyba”, cuja produção da Cinética em 35mm e cores foi financiada pelo Governo do Estado, com respaldo da então Embrafilme e apoio de algumas instituições oficiais, como a Universidade Federal da Paraíba, por meio do Departamento de História, também do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e Grupo José Honório Rodrigues. Documentário, segundo afirma o historiador em depoimento no próprio filme, “trouxe algumas visões críticas importantes sobre a própria Paraíba daquele momento”.

Já na realização da AS Produções, algumas obras importantes de autores paraibanos, como música e fotografia, foram igualmente celebradas. O vídeo traz os acordes da Orquestra Sinfônica do Estado, regida pelo maestro Osman Gioia, sublinhando as cenas e ampliando ainda mais o sentido das imagens primitivas de Tabatinga. O mesmo acontece com os acordes memoráveis de Sivuca e do “Caboré” de S. Alcântara do Quinteto Itacoatiara. O documentário mostra ainda, a trajetória do Cinema Paraibano, através de imagens das obras importantes, que fizeram da nossa cinematografia um dos marcos do Cinema Novo no Brasil. “Saga e Cinema no Quarto Centenário da Paraíba”, no YouTube https://www.youtube.com/watch?v=7r8NMDbOJQ8, representa um belo e oportuno registro histórico sobre a nossa cidade, nas atuais celebrações!


A Academia Paraibana de Cinema reunirá sua diretoria na próxima quarta-feira para ver os artigos já inscritos e destinados à revista Cine Nordeste, que deve ser lançada ainda este ano. O encontro será na Unidade de Tambaú, da Fundação Casa de José Américo.

Com a presença de integrantes da APC e da Universidade Federal da Paraíba, o confrade acadêmico Durval Leal Filho, ocupante da cadeira 9, cujo patrono é Dom Antônio Fragoso, fez o lançamento de livro. O local do encontro foi o Núcleo de Pesquisa e Documentação da Cultura Popular Nuppo/UFPB