Trajetória de sucesso que deve ser lembrada

Um 11 de maio de 2022, que a cultura paraibana deve lembrar sempre. Refiro-me àquele que partiu nessa data, deixando órfãos seus amigos e admiradores, e que tanto batalhou pelo ensino universitário, pelo rádio e pelo nosso cinema: professor Moacir Barbosa de Sousa. E não sem razão que a imprensa local e até de fora registrou a sua morte, alegando que “a Paraíba perdeu uma de suas referências no ensino de Comunicação, especificamente na área de Radiojornalismo”.

Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), Moacir publicou diversos livros e foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Departamento de Comunicação Social), antes de morar definitivamente em João Pessoa. Oriundo da cidade de Natal e adotando identidade paraibana, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) o prof. Moacir Barbosa de Sousa lecionou durante vários anos. E, segundo consta em seu rico currículo, exerceu os cargos de chefe de departamento, coordenador do curso de graduação e também de diretor do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Consta, ainda, de seu currículo como sendo “uma pessoa calma, doce, acessível, com muito saber e poder de reflexão”.

O dinamismo do professor Moacir Barbosa se refletiu ainda mais quando de sua posse na presidência da Academia Paraibana de Cinema (APC), em 2015. Já a partir do início de sua gestão, o que vinha sendo discutido por nós foi implantado. E alguns exemplos são bastante claros. Por exemplo, reorganizou toda a parte administrativa da APC, inclusive setores de finanças e contadoria bancária.  

Com relação ao cinema, agenciou a realização de um documentário com Wills Leal sobre os 50 anos da ACCP, passando a presidência e sua diretoria a integrarem o Conselho do Cineclube da FCJA. Aplaudiu e incentivou nossa publicação dominical no Jornal A União, por criarmos um espaço destinado às atividades da APC. Promove o lançamento do filme “Américo – Falcão Peregrino”, na Academia Paraibana de Letras, ensejo em que é convidado e representa a APC no programa da TV Assembleia-PB.

No Dia Mundial do Cinemaem dezembro, faz entrega de comendas à família de “Barretinho” (Antônio Barreto Neto), que ganharia o nome da sala que hoje abriga a Academia Paraibana de Cinema, na Fundação Casa de José Américo. Oportunidade em que homenageia também o ator paraibano Rafael de Carvalho. Representando a APC, participa de encontros do MEC sobre Curso de Comunicação Social, em São Paulo e outras capitais. Como se nota, o legado do professor Moacir Barbosa de Sousa merece ser sempre lembrado. E, ao deixar a presidência da academia, em 2018, então publica um edital à vaga da nova Diretoria da APC para o triênio até 2020.


O céu de Suely, filme teutobrasileiro-francês de 2006, do gênero drama, dirigido por Karim Aïnouz, detentor de prêmios nacionais e internacionais, foi exibido na sexta-feira passada na sala que abriga a Academia Paraibana de Cinema (APC), localizada à Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, 122, na Unidade Tambaú. O evento foi para celebrar o Dia das Mães.

A atriz paraibana Zezita Matos, ex-presidente da APC, uma das atrizes do longa-metragem, esteve presente e participou dos debates sobre o filme coordenado por Giovanna Barroca, pesquisadora e gestora da Unidade Tambaú da FCJA. A diretoria da APC esteve presente à exibição do filme.