Pela memória do Cinema Paraibano

O colunista (E) e o prof. João de Lima, ambos da (APC), na luta por nossa memória.
Foto: O colunista (E) e o prof. João de Lima, ambos da (APC), na luta por nossa memória.

A criação de um memorial sobre o cinema paraibano sempre foi uma proposta que, há muito, tenho argumentado aqui mesmo na minha coluna de A União, semanalmente. Mais ainda porque, verificando os atuais organismos diretamente envolvidos com o nosso cinema, sempre defendi a ideia de que a Academia Paraibana de Cinema é a que apresenta as condições formais para comandar o processo de sua implantação. 

Buscando valorizar de forma democrática as diversas tendências, instituições e atividades do setor de cinema na Paraíba, nossa Academia de Cinema tem demonstrado competência e capacidade no trato das questões de planejamento e operacionalização de suas iniciativas.

Oportuno salientar que, com a implantação do Memorial do Cinema Paraibano, sob a chancela da nossa academia, ela teria a nobre função de difundir junto aos interessados os muitos acervos que ainda existem, tanto públicos como privados, sobre a história do nosso cinema. Como exemplo, os acervos do Cinema Educativo do Estado e as memórias do cineasta Machado Bitencourt, do próprio Linduarte Noronha e de tantos outros, que fizeram e ainda fazem a grandeza e importância do cinema paraibano.

A proposta tinha ainda objetivos específicos: diagnosticar e mapear a produção atual e os acervos audiovisuais; restaurar películas e filmes paraibanos; conservar adequadamente os filmes e outros materiais de cinema; criar uma biblioteca especializada em cinema, fotografia e outros audiovisual; ajustar exposições com o acervo físico de cinema; apoiar os diversos eventos relacionados à sétima arte, no estado; incentivar os grupos de pesquisas interessados; apoiar os cursos de Comunicação Social, Cinema e outros, em nosso estado. Enfim, disponibilizar seus acervos à sociedade interessada na pesquisa do nosso cinema.

Retorno sempre ao assunto, por acreditar não existir nenhum obstáculo por parte da nossa classe à criação de um memorial cinematográfico. Seria, por assim dizer, um equipamento bem-vindo e deveras interessante à própria Academia Paraibana de Cinema.

Com fundamento no interesse público, também na importância que um memorial possa significar para a cultura cinematográfica, sobretudo local, há tempos a nossa Academia de Cinema vem insistindo sobre a importância de se criar uma instituição como essa. Os órgãos públicos federais, estaduais e municipais já foram contatados pela APC, e continuamos esperando algum retorno ao assunto.


A Academia Paraibana de Cinema, através de sua diretoria, se congratula com o seu confrade, jornalista e escritor João Batista de Brito, cadeira 18 da APC, que tem como patrono o jornalista e cineasta Antônio Barreto Neto, pela nova cátedra na cultura paraibana.

O escritor João Batista de Brito foi eleito recentemente como o mais novo imortal da Academia Paraibana de Letras (APL), ocupando a cadeira número 3 após vencer a eleição em segundo turno.