
O escritor e amigo José Octávio de Arruda Mello, e não terá sido de hoje o seu esmero com o que escreve e documenta sobre a nossa história, sempre me teve em conta. Não só em razão do estudo crítico da história, que tão bem exerce, mas como referência historiográfica quando o assunto é cinema.
A verdade é que nos comunicamos com frequência, mediante informes sobre o que escrevemos para a imprensa e publicações outras. Mas nosso último contato pessoal foi no lançamento de “Menino de Cinema”, na Livraria do Luiz do Mag Shopping, quando Zé Octávio fez a apresentação do meu livro para um bom público, inclusive com a presença de alguns parceiros da nossa Academia Paraibana de Cinema (APC).
Outra oportunidade foi quando do lançamento do mais novo livro de Zé Octávio, “A Historiografia de Varnhagen aos Rodrigues – Autores Paraibanos” (2026), sobre o qual recebi, além de um exemplar do próprio livro, um artigo escrito pelo seu filho Victor Raul da Rocha Mello. Em um dos capítulos, o livro registra o duro período da ditadura no campus da Universidade Federal da Paraíba, que então se opunha ao establishment durante a gestão de Lynaldo Cavalcanti à frente da reitoria.
E é justamente nas páginas 39/41 do seu livro que Zé Octávio me situa nesse período, como um integrante do movimento cultural da UFPB e em Cultura Paraibana, afirmando: “Alex Santos em cinema e Arion Farias em fotografia, ministrando cursos para professores.” Época em que estávamos também iniciando a nossa participação no Grupo José Honório Rodrigues.
Semanas atrás, senti o choque do que foi a perda do amigo Zé Otávio de sua esposa e companheira Maria Amável. Personagem também importante em sua vida cultural e na de amigos mais próximos, como sempre foi no nosso caso, meu e de minha esposa Eliane, o que nos fez lastimar e muito. Já que fomos sempre partícipes de algumas de suas celebrações em família. Fiquei então a dever uma explicação ao amigo Zé Octávio, por não estar presente no velório da amiga Amável, em razão de estarmos fora de João Pessoa. Maria Amável sempre foi uma pessoa nossa e muito querida. Mais ainda de Lili, minha esposa, já que elas se davam muito bem. Amável sempre esteve presente nos eventos culturais ao lado do seu companheiro. O seu recente falecimento deixa um vazio entre nós, amigos e familiares.
APC estende prazo para sua revista
Em encontro realizado esta semana, ficou acertado que a diretoria da Academia Paraibana de Cinema (APC) estenderá até o final deste mês o prazo de inscrições e recebimento dos artigos para a Revista Cine Nordeste. Publicação que esteve suspensa, mas que agora está sendo retomada.
Os trabalhos devem vir assinados, com a devida autoria, podendo ser entregues na sala da Academia Paraibana de Cinema (APC), localizada à Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, 122, na Unidade Tambaú da Fundação Casa de José Américo (FCJA).