
A grande festa doOscar de 2026 acontece neste domingo, pontualmente às 20h (horário de Brasília), no tradicional Teatro Dolby, em Los Angeles, Estados Unidos, revelandoos premiados nas diversas categorias, inclusive de Melhor Filme Estrangeiro, onde se destaca a indicação do filme brasileiro “O Agente Secreto“.
Com um setor de produção hoje bem aquecido, a nossa cinematografia tem se mostrado vasta e esbanja capacidade e representatividade. Porque cabe também às instituições culturais e de direito formais, no que tange à geração dos mercados e de exibição. Isso, sempre com respaldo jurídico, normativo, objetivo, empreendedor, que funcione realmente em toda rede exibidora, dando ao cinema nacional o lugar de destaque e de maior espaço dentro do seu próprio país.
Contudo, ainda existem restrições à distribuição de filmes no Brasil. A tão elogiada Cota de Tela da Ancine, com base no Decreto n0 8, reeditado em dezembro de 2013, que determina limitações de dias para a exibição do filme nacional por salas brasileiras, de certo modo, entrava a circulação do cinema em nosso território. E quando afirmo ser importante a estratégia de mercado para fora do país, principalmente os Estados Unidos, para se conseguir aquele algo mais respeitoso ao nosso cinema, não estou blefando, não.
Esse é um fato que vem acontecendo realmente, menos com “O Agente Secreto“. Um filme que tem ganho a confiança dentro e fora do seu país de origem, inclusive premiado em festivais do exterior onde vem sendo exibido. Resultado que para o cinema brasileiro, é extremamente importante; até, economicamente.
Assistindo ao filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça (assunto que comentei semanas atrás nesta coluna), vejo que a marca do bom cinema ainda prevalece. Isso porque, alguns posicionamentos usados no filme sobre a questão da linguagem, a partir de uma bem cuidada “representação” histórica, existem na obra de Kleber. Razão do seu reconhecimento pela crítica especializada, sucesso de avaliação e premiação pelo mundo afora. Ganhador do Globo de Ouro na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, representando o Brasil em recente festival de cinema nos EUA, deu ao ator Wagner Moura o prêmio de Melhor Ator. Detalhe: com presença honrosa e numerosa de atores paraibanos no elenco do filme.
APC: O Oscar em debate
Com a participação da Academia Paraibana de Cinema (APC), a Parahyba FM e Livraria A União promoveu um encontro esta semana e bate-papo com jornalistas, críticos, artistas e acadêmicos, que fazem e gostam de cinema. O tema foi trazer a opinião sobre o Oscar-2026.
O encontro foi na quinta-feira passada, às 19h, no Auditório 1 da Funesc no Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa. Ocasião em que houve sorteio de livros de cinema e muita diversão. Integrantes da APC estiveram presentes.