
Há quem afirme, na prática, serem eles bem análogos: o Audiovisual e as Artes Visuais. Isso, se os levarmos ao plano Cênico (teatral, cinematográfico), obviamente. Mas, diria ser o audiovisual mais vantajoso, mais robusto como informação, porque agrega um outro valor como recurso de leitura: o Som. Razão essa, talvez, me leve a registrar hoje, “cinematograficamente”, a bela mise en scène em Artes Visuais, recentemente ocorrida nas escadarias da Igreja São Frei Pedro Gonçalves, no Centro Histórico de nossa Capital.
Bem posta aquela idéia do versado artista Sóter Carreiro e sua parceira Erika Oliveira, ambos gestores da Casa-Ateliê Phelipea. Um projeto titulado de “Aphago” (carinho), cujo objetivo é a “Arte em Gerenciar Olhares”, segundo o próprio Sóter, conhecido por suas gravuras sobre a “cenografia” pessoense e de outras capitais do país; a exemplo das igrejas de Minas Gerais.
Buscando dialogar com o filme Como Estrelas na Terra, que comentei na semana passada, o Projeto Aphago da Casa Phelipea reuniu 150 alunos da Rede Municipal, inscritos no regime de progressão parcial de estudos, para fazer artes na escadaria da igreja do Centro Histórico. Uma atividade assistida pelo 1º Batalhão da Polícia Militar, professores(as), coordenadores de área, equipe DEGEF e profissionais de apoio às escolas.
Como no filme indiano, uma experiência meritória que visa estimular a capacidade empreendedora do aluno, professor e artista das Artes Visuais, contribuindo para o incremento cultural da região onde vivem. Como meta principal, cada um pôde se expressar livremente na execução da pintura, em seu tempo, opção de cores e qualidade estética. Transformando o próprio momento em uma “performance artística”, valorizando a liberdade individual e o respeito à expressão coletiva.
Para Sóter Carreiro (também “cinemista”), “Aphago objetiva despertar o sentimento de pertencimento para o Centro Histórico através da educação patrimonial, envolvendo a arte visual como foco principal, para os alunos da rede municipal e estadual.” Pelo que formaliza o projeto, pretende-se, sim, uma forma de “Gerenciamento de Olhares”, e que se possa descobrir novos valores nas Artes Visuais. E na visita que fizeram antes ao Ateliê Fhelipea, participantes e alunos receberam explicações sobre diversidade estética e as grandes possibilidades em transmitir características sobre um mesmo lugar. A semelhança de experiência adotada pelo Projeto Aphago, com a do filme indiano Como Estrelas na Terra, que trata de descobrir talentos mirins nas artes, é bastante notória. Ficam aqui, os parabéns da coluna ao artista das Artes Visuais, Sóter Carreiro, pelo exitoso evento.
APC lembra data de um dos patronos
Nessa segunda feira, 11 de setembro, há 109 anos (1914) nascia um dos pioneiros do cinema paraibano. Hoje, Patrono da Cadeira 05 da Academia Paraibana de Cinema, Severino Alexandre dos Santos, como poucos de sua época, dedicou toda sua vida à Sétima Arte. Ele próprio foi o engenheiro e o construtor de suas quatro salas de projeção cinematográfica – “São Braz”, “Santa Cruz”, “São João” e “Cinerama”, no Município de Santa Rita e Distrito de Várzea Nova.
O Ocupante de sua cadeira, na APC, filho e jornalista Alex Santos, bem como a Diretoria da entidade, rendem-lhe as merecidas homenagens, pelo feito de “Seu Severino do Cinema”, como era conhecido, em mais de cinquenta anos, na Paraíba.