
Retorno ao assunto trazido na semana passada, por acreditar não existir nenhum obstáculo por parte da nossa classe à criação de um memorial cinematográfico. Seria uma providência bem-vinda e bastante interessante à própria Academia Paraibana de Cinema. Mesmo que essa pretensão de apoio já tenha sido anunciada pelos órgãos públicos, em gestões anteriores, mas sem sucesso, inclusive da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).
Com fundamento no interesse público, também na importância que um memorial possa significar para a cultura cinematográfica, sobretudo local, há tempos a nossa Academia de Cinema vem insistindo sobre a importância de se criar uma instituição como essa. Os órgãos públicos federais, estaduais e municipais, foram contactados pela APC, expondo ideias e providências que poderiam ser tomadas a respeito, mas ficou só nas conversas.
A Universidade Federal da Paraíba, o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de João Pessoa foram contatados. Sugestões ficaram de que seria instalado o memorial no novo Centro de Artes, construído no campus da UFPB. Ou que poderia ser em antigo prédio por trás da Igreja de São Bento Gonçalves, no varadouro. Até o Iphan foi contatado sobre o projeto-APC para o memorial do cinema. Mas nada aconteceu.
Durante um manifesto público, o cineasta Lúcio Vilar (companheiro nosso e também membro da APC) disse da sua intenção sobre o assunto. Para Lúcio, à época diretor executivo da Funjope, seria uma forma de homenagear também o cineasta Linduarte Noronha, falecido recentemente, dando o nome do autor do documentário “Aruanda” ao Memorial do Cinema Paraibano. Segundo Lúcio, o museu teria como sede o Centro de Exposições de Artes, novo anexo da Estação Ciência Cabo Branco.
Oportuno salientar que, com a implantação do Memorial do Cinema Paraibano, sob a chancela da nossa Academia de Cinema, essa teria a função de abrigar, responsavelmente, os muitos acervos que hoje existem, tanto públicos como privados, sobre a História do nosso cinema. Exemplo dos acervos do Cinema Educativo do Estado e das memórias do cineasta Machado Bitencourt, do próprio Linduarte Noronha e de tantos outros, que fizeram e ainda fazem a grandeza e importância do nosso cinema. Fica, então, a pergunta que não quer calar: será que a administração pública atual teria a mesma sensibilidade sobre este assunto?
APC: Convocação
A presidência da Academia Paraibana de Cinema está convocando sua diretoria e conselho para sua primeira reunião ordinária do ano, que acontecerá em sua sede na próxima quarta-feira (14), às 09 h, na “Sala Antônio Barreto Neto”, Avenida N. S. dos Navegantes, Unidade da Fundação Casa de José Américo, em Tambaú. Nessa reunião haverá debate sobre as ações previstas para 2026, incluindo a colaboração da APC no conselho do cineclube O Homem de Areia.
Esta semana, na sessão de “Jackson, na batida do pandeiro” do SESC Cabo Branco, nos debate coordenados pelo presidente da APC, entidade, cineasta João de Lima, teve ainda a presença das produtoras Caline e Fatima Farias, além dos confrades Heleno Bernardo e Marcus Vilar, diretor conjunto da obra.