Recordando o poeta Américo Falcão

Ator ricardo moreira na excelente atuação de “américo – falcão peregrino”
Foto: Ator Ricardo Moreira na excelente atuação de “Américo – Falcão Peregrino”.

Antes que me esqueça, este mês nos lembra o nascimento de um dos poetas paraibanos mais influentes: Américo Augusto de Sousa Falcão (1880-1942), ou como era mais conhecido, “Américo Falcão”. Natural da cidade de Lucena, litoral norte da Paraíba, mas vivendo nesta Capital, teve presença marcante nos meios culturais da época, sendo até admirado pelo então presidente João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque.

Um santarritense admirado por todos de sua época, foi analisando a sua obra que optei por realizar “Américo – Falcão Peregrino”. Uma produção bem cuidada com o selo da AS Produções Cinema & Vídeo, sob a organização de meu filho Alexandre Menezes. 

Muitas foram as reuniões que tivemos para a realização do “Américo”. E personagem importante nas cenas iniciais e na argumentação do filme, nosso confrade de nossa Academia de Cinema Manoel Jaime Xavier publicou suas considerações sobre “os caminhos a serem buscados, com segurança, já que o tema envolvia períodos graves da história e de uma cidade de Parahyba”. Esse destaque veio com o apuro “cenográfico” de época, então comprometido com os anos vinte e início de 1930. Também pelo vínculo do poeta Américo Falcão como diretor da Biblioteca Pública do Estado, cargo designado pelo presidente João Pessoa.

Some-se ao esmero da produção a excelente atuação de Ricardo Moreira, como personagem central de “Américo”, incorporando verdadeiramente até os trejeitos de poeta, a partir dos depoimentos da última filha viva do poeta, Marlinda Falcão Estrela, falecida aos 93 anos de idade, logo após a realização do filme. Destaque também como um dos pontos altos da produção a música original composta pelo instrumentista Adeildo Vieira, com participação (em cena) do músico Paulo Ró, nas caiçaras de Lucena.

Até hoje, muitas têm sido as observações positivas ao filme “Américo – Falcão Peregrino”. Dentre elas, a do confrade João Batista de Brito, escritor e jornalista, que publicou na época do lançamento do filme sobre a importância da “urbanidade cênica” descrita, o casario antigo, ruas e vielas da hoje cidade velha, acrescentando: “A essa reconstituição se somam fatos que foram importantes na época, como a passagem do dirigível Zeppelin, refeita com perícia e criatividade. Por outro lado, toda a Revolução de Trinta é sintetizada numa elipse, com a simples substituição, na sala da Biblioteca Pública, da fotografia de João Pessoa pela do próximo governante, Gratuliano Brito”. Concluindo, venho agradecer também ao jornalista Sérgio Botelho por hoje nos lembrar em sua coluna: “Dirigido pelo cineasta Alex Xantos, o filme Américo-Falcão Peregrino narra a trajetória do poeta lucenense, também reverenciado em Santa Rita, município ao qual Lucena pertencia à época de seu nascimento.”


Integrante da Academia Paraibana de Cinema, o jornalista e escritor João Batista de Brito lançou recentemente mais um livro, que traz por título “Pão com sabor de poesia”. Ocasião em que integrantes da diretoria da APC estiveram presentes à noite de autógrafos e apoiaram o evento na Energisa.

Tem sido frequente a produção e o lançamento de livros dos confrades da nossa academia. Também no início deste ano, o cineasta e jornalista Alex Santos lançou “Menino de Cinema – Remake de uma vida”, autobiografia editada pela Ideia Editora.