{"id":695,"date":"2023-05-27T15:26:52","date_gmt":"2023-05-27T18:26:52","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=695"},"modified":"2023-05-27T15:26:53","modified_gmt":"2023-05-27T18:26:53","slug":"valorizando-a-contemplacao-da-imagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2023\/05\/27\/valorizando-a-contemplacao-da-imagem\/","title":{"rendered":"<em>Valorizando a contempla\u00e7\u00e3o da imagem<\/em>"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Ator-Donatas-Banionis-em-Solaris-filme-sovietico-de-Andrei-Tarkovski.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-696\" width=\"624\" height=\"400\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: <em>Ator Donatas Banionis, em Solaris, filme sovi\u00e9tico de Andrei\u00a0Tarkovski<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Motivado pelo recente artigo do parceiro Andr\u00e9 Canan\u00e9a, publicado em A Uni\u00e3o (\u201cDesacelere\u201d), acerca da \u201cobserva\u00e7\u00e3o da velocidade\u201d (<em>Speed Watching<\/em>), o que tem tudo a ver com o cinema, desde os seus prim\u00f3rdios, fui rever a velha quest\u00e3o do filme <em>Solaris<\/em>, uma produ\u00e7\u00e3o do in\u00edcio dos anos 1972, do cineasta russo Andrei Tarkovski.<\/p>\n\n\n\n<p>Elogiado por uns, condenado por outros, <em>Solaris<\/em> se insere na categoria de outro cl\u00e1ssico do g\u00eanero daqueles tempos, realizado quatro anos antes, que \u00e9 <em>2001 \u2013 Uma Odisseia no Espa\u00e7o<\/em>. Embora sem o magnetismo e a repercuss\u00e3o internacional que teve a obra de Stanley Kubrick, o filme russo criou um certo alvoro\u00e7o por onde passou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo levando em conta tais refer\u00eancias cinematogr\u00e1ficas, claro fica aqui, uma reflex\u00e3o mais intr\u00ednseca \u00e0 luz e din\u00e2mica da imagem no cinema, do que, propriamente, em raz\u00e3o de quaisquer g\u00eaneros de sua abordagem. Qual seja, a da real acelera\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica como narrativa; muito mais que \u201cacelera\u00e7\u00e3o da m\u00fasica\u201d (<em>spped up songs<\/em>), mesmo que essa tenha sido velha parceira de grande parte da obra f\u00edlmica americana, lembrando os grandes musicais da Broadway. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se \u00e9 certo que o filme russo \u201cvaloriza a contempla\u00e7\u00e3o da imagem\u201d, nada mais justo em raz\u00e3o do cinema. Visto que, <em>Solaris,<\/em> investe numa configura\u00e7\u00e3o narrativa diferenciada, que seria a partir da cogni\u00e7\u00e3o ins\u00f3lita sobre situa\u00e7\u00f5es existenciais, trazidas como virtuais, de alguns de seus personagens diante da conjuntura espacial\/sideral em que atuam. Fatos que os levariam, inclusive, a instantes de aparentes vis\u00f5es e conflitos pessoais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a quest\u00e3o a ser vista aqui n\u00e3o seria s\u00f3 a do pr\u00f3prio filme russo, mas o que a imagem dele e das demais obras an\u00e1logas possam representar. At\u00e9 mesmo significar como discurso narrativo no cinema. Porque \u00e9 a partir da imagem cine ou videogr\u00e1fica \u2013 expressamente din\u00e2mica ou n\u00e3o \u2013 que se formam conclus\u00f5es \u00e0 an\u00e1lise de uma obra audiovisual. E lembrando Federico Fellini, de saudosa mem\u00f3ria, \u201cCinema \u00e9 luz!\u201d. E imagem \u00e9 luz a ser lida visualmente no seu feitio acelerado ou desacelerado, motivando \u201cn\u201d leituras sobre cada forma exibida.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m nessa quest\u00e3o da \u201cceleridade visual\u201d, n\u00e3o muito raro, reverberam produ\u00e7\u00f5es distanciadas de uma melhor contempla\u00e7\u00e3o, leitura e reflex\u00e3o de seus discursos vis\u00f3rios. Havendo a\u00ed a suposi\u00e7\u00e3o do que deva ser realmente \u201cuma dicotomia em rela\u00e7\u00e3o ao modo acelerado de consumir filmes\u201d, conforme vem se acentuando, costumeiramente.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa divis\u00e3o (dicotomia), em vez de se assistir a um filme em seu tempo real, mas alternando-lhe a acelera\u00e7\u00e3o, esse\u00e9 um modismo inaceit\u00e1vel e que n\u00e3o condiz ao mister da obra f\u00edlmica. Mesmo que as gera\u00e7\u00f5es atuais busquem seus pr\u00f3prios meios e tempos de contempla\u00e7\u00e3o e prazer visual. Quanto \u00e0 narrativa de tempo e de sequ\u00eancias, hoje usa-se muito o recurso da linguagem \u201cElipse\u201d. Tudo isso nos leva aos tempos iniciais do pr\u00f3prio cinema, quando do uso de uma tecnologia de exibi\u00e7\u00e3o em 16q\/s (quadro por segundo). Quem jamais esquece a fase inicial do \u201ccinema mudo\u201d? Os filmes realizados naquela \u00e9poca, projetados hoje na velocidade normal de 24q\/s, ap\u00f3s o advento do som, causam estranheza. S\u00e3o imagens antigas mostrando um Carlitos (Charles Chaplin) ou um Cristo revivido em sua Paix\u00e3o, todos eles andando \u201capressadinhos\u201d&#8230;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\"><strong><em>APC nos 177 anos da cidade de Areia<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Representando a Academia Paraibana de Cinema e o Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Para\u00edba, esteve presente ao evento de 177 anos de emancipa\u00e7\u00e3o da cidade de Areia, na Para\u00edba, o vice-presidente da APC e professor Jo\u00e3o de Lima Gomes, cadeira 14, que tem como patrono o fot\u00f3grafo Jo\u00e3o C\u00f3rdula.<\/p>\n\n\n\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o foi realizada no Teatro Minerva, centro da cidade, ocasi\u00e3o em que foi exibido o curta-metragem <em>Areia, Arte e Mem\u00f3ria<\/em>. Document\u00e1rio que homenageia o ber\u00e7o de Jos\u00e9 Am\u00e9rico, do pintor Pedro Am\u00e9rico e de tantos nomes ilustres da cultura paraibana.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Motivado pelo recente artigo do parceiro Andr\u00e9 Canan\u00e9a, publicado em A Uni\u00e3o (\u201cDesacelere\u201d), acerca da \u201cobserva\u00e7\u00e3o da velocidade\u201d (Speed Watching), o que tem tudo a&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":696,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"Valorizando a contempla\u00e7\u00e3o da imagem - Coisas de Cinema","description":"Motivado pelo recente artigo do parceiro Andr\u00e9 Canan\u00e9a, publicado em A Uni\u00e3o (\u201cDesacelere\u201d), acerca da \u201cobserva\u00e7\u00e3o da velocidade\u201d ( Speed Watching ), o que tem"},"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-695","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","yosemite-has-thumbnail"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/Ator-Donatas-Banionis-em-Solaris-filme-sovietico-de-Andrei-Tarkovski.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/695","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=695"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/695\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":697,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/695\/revisions\/697"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/696"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}