{"id":659,"date":"2023-03-18T12:00:00","date_gmt":"2023-03-18T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=659"},"modified":"2023-03-17T09:24:46","modified_gmt":"2023-03-17T12:24:46","slug":"apesar-do-titulo-para-alguns-um-filme-normal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2023\/03\/18\/apesar-do-titulo-para-alguns-um-filme-normal\/","title":{"rendered":"<strong><em>Apesar do t\u00edtulo, para alguns um filme normal<\/em><\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"536\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Michelle-Yeoh-ao-centro-Oscar-de-Melhor-Atriz-1024x536.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-660\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Michelle-Yeoh-ao-centro-Oscar-de-Melhor-Atriz-1024x536.jpg 1024w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Michelle-Yeoh-ao-centro-Oscar-de-Melhor-Atriz-300x157.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Michelle-Yeoh-ao-centro-Oscar-de-Melhor-Atriz-768x402.jpg 768w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Michelle-Yeoh-ao-centro-Oscar-de-Melhor-Atriz.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Michelle Yeoh, ao centro, Oscar de Melhor Atriz.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Rebobinando a hist\u00f3ria do cinema, sempre soube que \u201cl\u00f3gica narrativa\u201d \u00e9 a coisa mais importante em um filme. Mesmo que seja uma fic\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 vimos em grande n\u00famero de pel\u00edculas no passado. Mas isso jamais prevalece, sobretudo hoje, quando se trata de uma premia\u00e7\u00e3o como a do Oscar.<\/p>\n\n\n\n<p>Semanas atr\u00e1s, aqui mesmo na coluna, falava da gravidade de mercado na trajet\u00f3ria de um filme, rotulando-o bom ou p\u00e9ssimo. E afirmava que o Oscar mais uma vez tem sido, quer se queira ou n\u00e3o, o term\u00f4metro para se medir tudo que ainda se faz em cinema, n\u00e3o s\u00f3 nos Estados Unidos, mas no mundo todo. Das coisas mais admiss\u00edveis \u00e0s mais ins\u00f3litas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, \u00e9 o caso de <em>Tudo em todo lugar ao mesmo tempo<\/em>,ganhador da estatueta de Melhor Filme, no 95<sup>a <\/sup>Cerim\u00f4nia do Oscar realizada no domingo da semana passada. Uma cerim\u00f4nia, como tem sido nos \u00faltimos anos, cheia de idiossincrasias estranhas de apresentadores e vencedores do Oscar.<\/p>\n\n\n\n<p>Catando \u201cmoedas\u201d, aqui e acol\u00e1, em alguns certames, pior, empolgando espectadores incautos e limitados de melhores leituras ao que veem, o filme da dupla Daniel Kwan e Daniel Scheinert, como se diz: Arrasou!<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do que vimos testemunhando ao longo do tempo, muita coisa tem mudado no cinema. E a vis\u00e3o de hoje n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o respeitosa como antes sobre a <em>movie art<\/em>. Mais ainda, tendo um Mercado \u00e1vido, voraz e na sua cola, muito mais do que antes. Mas o Cinema ainda tem suas reais caracter\u00edsticas a serem respeitadas, como j\u00e1 citei acima, sendo uma delas a \u201cl\u00f3gica narrativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo sabedor dos recursos tecnol\u00f3gicos digitais de hoje, com os quais temos melhorado e muito nas edi\u00e7\u00f5es os encartes de situa\u00e7\u00f5es \u00e0 narrativa, h\u00e1 excessos daquilo que chamo de \u201cpirotecnia visual exacerbada\u201d, que foge literalmente da realidade; virtualidade doentia e alucin\u00f3gena, como se fosse uma droga real, jamais praticada anteriormente em tamanhas doses. E como afirmei anteriormente, apesar de estranho t\u00edtulo \u2013 <em>Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo \u2013,<\/em> \u00e9 um filme que nos parece normal. Digo, parece!<\/p>\n\n\n\n<p>Detentor de 7 pr\u00eamios, dos mais de dez aos quais foi indicado, o filme da dupla Daniel inicia com uma biografia normal de fam\u00edlia, com todos os seus entraves cotidianos. Mas, de repente, passa a abusar do alucin\u00f3geno visual, evocando, inclusive, uma espetacula\u00e7\u00e3o marcial chinesa, justo para sublimar a atua\u00e7\u00e3o de sua personagem central, vivida pela atriz oriental Michelle Yeoh. A partir de ent\u00e3o, a narrativa perde seus freios, gerando aquilo que s\u00f3 poderia acontecer:<em> \u201cTudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo\u201d, desprezando o que \u00e9 mais importante em cinema, que \u00e9 o discurso linear da hist\u00f3ria.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sobre o filme, h\u00e1 opini\u00f5es cr\u00edticas que jamais s\u00e3o un\u00e2nimes. Algumas coerentes ao que se viu, outras nem tanto. \u2013 \u201cO filme <\/em>\u00e9 t\u00e3o ca\u00f3tico quanto o nome sugere a insanidade natural de sua ideia.\u201d Uma outra, agora tentando amenizar, afirma: \u201cQuanto mais os diretores extrapolam nas doideiras, mais f\u00e1cil fica aceit\u00e1-las e o filme se permite brincar com as possibilidades mais bizarras e intrigantes j\u00e1 imaginadas.\u201d Ali\u00e1s, a alucina\u00e7\u00e3o cibern\u00e9tica, diria ser a doen\u00e7a dos novos tempos. E o Mercado e o Oscar est\u00e3o a\u00ed cooperando pra isso&#8230;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\"><strong><em>APC e CCTA exibem \u201cA Hora da Estrela\u201d<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A atriz Marc\u00e9lia Cartaxo, ocupante da Cadeira 33, que tem como patrona a tamb\u00e9m paraibana Naut\u00edlia Mendon\u00e7a, da Academia Paraibana de Cinema, ser\u00e1 homenageada na sess\u00e3o do Cine Aruanda, na pr\u00f3xima quinta-feira (23), \u00e0s 11 horas, na UFPB. O filme ser\u00e1 <em>A Hora da Estrela<\/em>, produ\u00e7\u00e3o de 1985, com dire\u00e7\u00e3o de Suzana Amaral, baseado no livro hom\u00f4nimo de Clarice Lispector.<\/p>\n\n\n\n<p>As sess\u00f5es no \u201cAruanda\u201d \u00e9&nbsp; sempre uma maneira de aproximar os alunos universit\u00e1rios do nosso cinema, segundo informou o professor Jo\u00e3o de Lima, vice-presidente da APC.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rebobinando a hist\u00f3ria do cinema, sempre soube que \u201cl\u00f3gica narrativa\u201d \u00e9 a coisa mais importante em um filme. 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