{"id":588,"date":"2022-11-12T12:00:00","date_gmt":"2022-11-12T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=588"},"modified":"2022-11-10T20:33:35","modified_gmt":"2022-11-10T23:33:35","slug":"obra-que-faz-lembrar-os-tempos-aureos-do-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2022\/11\/12\/obra-que-faz-lembrar-os-tempos-aureos-do-cinema\/","title":{"rendered":"Obra que faz lembrar os tempos \u00e1ureos do cinema"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"514\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Jornalista-e-cineasta-pernambucano-Fernando-Spencer.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-589\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Jornalista-e-cineasta-pernambucano-Fernando-Spencer.jpg 800w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Jornalista-e-cineasta-pernambucano-Fernando-Spencer-300x193.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/Jornalista-e-cineasta-pernambucano-Fernando-Spencer-768x493.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption><em>Foto: Jornalista e cineasta pernambucano Fernando Spencer. <\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A cidade do Recife, durante muitos anos, semanalmente, foi uma visita obrigat\u00f3ria em minha vida, filho que era de exibidor na cidade de Santa Rita. Foi l\u00e1 que conheci e dialoguei com muita gente ligada ao cinema. Tanto das distribuidoras de filmes \u2013 Columbia, Universal, Paramount, RKO, como das nacionais UCB, Atl\u00e2ntida \u2013 todas, com as quais trabalh\u00e1vamos. Tamb\u00e9m, tive parcerias com amigos da imprensa, dentre eles, Celso Marconi, do Jornal do Commercio, e Fernando Spencer do Di\u00e1rio de Pernambuco. Isso tudo, entre os anos de 1970 e 1985. Um v\u00ednculo profissional em cinema e que jamais esqueci. Uma trajet\u00f3ria sobre a qual j\u00e1 me referi anteriormente, aqui mesmo nas domingueiras de A Uni\u00e3o e nas publica\u00e7\u00f5es que tenho escrito.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta semana \u2013 via Jo\u00e3o Batista de Brito, parceiro nosso aqui do \u201cbatente\u201d \u2013, tenho em m\u00e3os um calhama\u00e7o com mais de 380 p\u00e1ginas sobre o tradicional cinema do Recife. Em especial, uma <em>Antologia da Cr\u00edtica Pernambucana<\/em>. Obra que resgata o per\u00edodo de grande euforia na S\u00e9tima Arte (1924\/1948), indo das primitivas sess\u00f5es com o <em>Cinematographo<\/em> \u00e0s \u201ccr\u00f4nicas recifenses\u201d dos matutinos e jornais pernambucanos.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro, fruto do casal de pesquisadores Andr\u00e9 Dib e Gabi Saegesser, com o apoio de algumas institui\u00e7\u00f5es, inclusive da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cr\u00edticos de Cinema (Abraccine), \u00e9 ricamente ilustrado. A obra me deu uma nostalgia danada. N\u00e3o que tenha vivido nesse tempo, mas por conhecer de perto essa hist\u00f3ria de \u00e9poca por meio de estudos e pesquisas. Mais ainda, por ser (como diria o meu netinho Arthur Luna) um \u201ccinemista\u201d ardoroso das coisas dessa bela e apaixonante arte&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Lendo o livro de Dib &amp; Gabi, em verdade, busco rebobinar um passado que tamb\u00e9m foi meu. De quando fazia \u201cponte\u201d entre as distribuidoras acima citadas e os cinemas do meu pai Severino Alexandre Santos. Invariavelmente, todas as quintas-feiras estava eu em Recife. Saia de casa ainda muito cedo, pilotando um Fusc\u00e3o-1.500, e s\u00f3 chegando na \u201ccidade das pontes\u201d depois de nove horas da manh\u00e3. Tamanha era a dificuldade naquelas estradas, alguns trechos ainda de barro batido, como os das proximidades de Goiana. Apesar disso, era uma aventura prazerosa, em fun\u00e7\u00e3o de uma atividade profissional que sempre exerci com paix\u00e3o: o Cinema. Regozijei-me lendo <em>Antologia da Cr\u00edtica Pernambucana<\/em>, rica colet\u00e2nea sobre imprensa e cinema recifenses, do Dib e sua parceira Gabi. Igualmente, rendo homenagem ao tamb\u00e9m homem de imprensa e de cinema, Fernando Spencer, falecido em mar\u00e7o de 2014, com quem tive algumas parcerias ao exibir o nosso \u201ccurta\u201d <em>Parahyba<\/em> na Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco, em dezembro de 1985, \u00e9poca em que Spencer era um dos diretores daquela institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\"><strong><em>APC participa de evento no Talhado-PB<\/em><\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Representando a Academia Paraibana de Cinema, a presidente Zezita Matos e o vice-presidente Jo\u00e3o de Lima, j\u00e1 se encontram na Serra do Talhado, no munic\u00edpio de Santa Luzia, no interior da Para\u00edba, participando do evento \u201cTalhado no Cinema, Cinema no Talhado\u201d. O encontro vai at\u00e9 amanh\u00e3, com debates sobre o cinema paraibano e brasileiro, com participa\u00e7\u00e3o do cineasta carioca Silvio Tendler. No evento ser\u00e1 exibido o curta-metragem <em>Aruanda <\/em>de Linduarte Noronha, cujas filmagens foram feitas no Talhado, nos anos 1960.<\/p>\n\n\n\n<p>Zezita Matos tamb\u00e9m faz parte, como atriz, do filme <em>Cercas<\/em>, de Ismael Moura, que foi exibido na quarta-feira passada nos EUA, dentro do Festival de Cinema de Los Angeles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cidade do Recife, durante muitos anos, semanalmente, foi uma visita obrigat\u00f3ria em minha vida, filho que era de exibidor na cidade de Santa Rita&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":589,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"Obra que faz lembrar os tempos \u00e1ureos do cinema - Coisas de Cinema","description":"A cidade do Recife, durante muitos anos, semanalmente, foi uma visita obrigat\u00f3ria em minha vida, filho que era de exibidor na cidade de Santa Rita. 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