{"id":473,"date":"2022-04-23T12:00:00","date_gmt":"2022-04-23T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=473"},"modified":"2022-04-21T15:12:09","modified_gmt":"2022-04-21T18:12:09","slug":"ze-americo-no-cinema-as-janelas-que-lhe-faltaram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2022\/04\/23\/ze-americo-no-cinema-as-janelas-que-lhe-faltaram\/","title":{"rendered":"Z\u00e9 Am\u00e9rico no cinema: as \u201cjanelas\u201d que lhe faltaram"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"359\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Escritor-Jose-Americo-de-Almeida.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-474\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Escritor-Jose-Americo-de-Almeida.jpg 600w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Escritor-Jose-Americo-de-Almeida-300x180.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption><em>Foto: Escritor Jos\u00e9 Am\u00e9rico de Almeida. <\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Usando de um aforismo que n\u00e3o me \u00e9 autoral, mas bem conhecido na pra\u00e7a, diria que, \u201cVer bem n\u00e3o \u00e9 ver tudo: \u00e9 ver o que os outros n\u00e3o veem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Abrindo-se as muitas janelas da hist\u00f3ria \u2013 e n\u00e3o apenas as impressas em letras de f\u00f4rma \u2013, poss\u00edvel \u00e9 se conhecer (at\u00e9 se entender) da personalidade existencial e criativa de alguns renomados escritores. Tanto pela obra que escreveu, como pela verve que usou, particularmente. Mas nem sempre essas tais \u201cjanelas\u201d nos premeiam com aquele conjunto ideal, imperioso, que sempre fez jus o nobre representado. E sobre quem se necessita realmente conhecer ainda mais&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Lendo um bem diagramado conjunto de textos publicados em livro, pelo jornal A Uni\u00e3o, sobre um dos nossos mais insignes escritores, de repercuss\u00e3o nacional e at\u00e9 internacional, senti um estranho vazio em seu conte\u00fado. Percebi a aus\u00eancia de pormenorizado segmento que, logo a partir dos anos cinquenta, muito contribuiu para a notoriedade do homem p\u00fablico que foi Jos\u00e9 Am\u00e9rico de Almeida \u2013 o Cinema.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao constatar tal fato, chegam-me indaga\u00e7\u00f5es v\u00e1rias. Uma delas: a S\u00e9tima Arte \u00e9 merecedora da notoriedade liter\u00e1ria do insigne autor de <em>A Bagaceira<\/em>? Ou, ser\u00e1 que o pr\u00f3prio cinema n\u00e3o olvidou de v\u00e1rias outras obras do escritor, a exemplo de <em>Coiteiros<\/em>, outro romance seu altamente cenogr\u00e1fico? Quest\u00f5es assim nos trazem car\u00eancias de algumas verdades, de que existem \u201cjanelas\u201d que ainda n\u00e3o foram abertas sobre o criador de \u201cAntes que me esque\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que a colet\u00e2nea de textos publicados no jornal A Uni\u00e3o tenha como refer\u00eancia o per\u00edodo de 2020-2022, mesmo assim, uma omiss\u00e3o vem de ser constatada no salt\u00e9rio, que \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o americista no cinema. Isso, se levarmos em conta o quanto ele foi de importante para a implanta\u00e7\u00e3o do Instituto de Cinema Educativo da Para\u00edba; depois, simplesmente nominado Cinema Educativo, sob o comando de seu servidor e fot\u00f3grafo Jo\u00e3o C\u00f3rdula, indicado pelo pr\u00f3prio Z\u00e9 Am\u00e9rico, quando governador da Para\u00edba. Esse, um singular dado hist\u00f3rico que deveria ter sido relatado, mas que em <em>Janelas da Hist\u00f3ria<\/em> algumas ficaram entreabertas. Apesar de uma refer\u00eancia, <em>en passant<\/em>, feita por Astenio Fernandes no texto \u201cJos\u00e9 Am\u00e9rico: o termo de uma lenda\u201d, em que faz alus\u00e3o, inclusive com justi\u00e7a, \u00e0s observa\u00e7\u00f5es do m\u00e9dico Manoel Jaime Xavier, autor de livros e audiovisuais sobre a cidade de Jo\u00e3o Pessoa. Amigo Jaime defende que, a exist\u00eancia do Cinema Educativo gerou a evolu\u00e7\u00e3o do nosso documentarismo. Da\u00ed a raz\u00e3o plaus\u00edvel de sempre estarmos juntos, na cria\u00e7\u00e3o de trabalhos na \u00e1rea do memorialismo cultural de nossa Capital. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muito not\u00f3rio ainda, foi o desagrado do autor de <em>A Bagaceira<\/em> no cinema. Travestida de <em>Soledade<\/em>, o diretor Paulo Thiago teve que pedir v\u00eanias ao autor para a mudan\u00e7a do t\u00edtulo. Isso gerou um debate&#8230;! E certa vez conversando com Lurdinha Luna (madrinha de meu filho Alexandre), sobre o entrevero gerado, disse-me ela da insatisfa\u00e7\u00e3o que foi o tal epis\u00f3dio para o escritor.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando realizei o curta-metragem <em>Cinema Inacabado<\/em>, em 1980, apoiado pela Cin\u00e9tica Filmes, para celebrar os cinquenta anos do Cinema Educativo criado por Z\u00e9 Am\u00e9rico, fiz quest\u00e3o de rebobina o epis\u00f3dio sobre a produ\u00e7\u00e3o do filme <em>Soledade <\/em>(<em>A bagaceira<\/em>)<em>. <\/em>Filmado em 16mm\/cores, <em>Cinema Inacabado<\/em> cita o ocorrido, que algum tempo foi alardeado na imprensa local e nacional. Nosso curta est\u00e1 no link &#8211; <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=m-MlvdxvKSM\"><em>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=m-MlvdxvKSM<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\">APC celebra parceria com FCJA e seu Cinema de Arte<\/h4>\n\n\n\n<p>A Academia Paraibana de Cinema, presidida pela atriz Zezita Matos, relembra que, neste m\u00eas de abril, em 2014, tomava posse na presid\u00eancia da Funda\u00e7\u00e3o Casa de Jos\u00e9 Am\u00e9rico um de seus integrantes, o professor Dami\u00e3o Ramos Cavalcanti, cadeira 5 da APC, cujo Patrono \u00e9 Virg\u00ednius da Gama e Melo.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das medidas imediatas do novo gestor da FCJA, que j\u00e1 acolhera a sede Academia Paraibana de Cinema numa de suas salas, foi a cria\u00e7\u00e3o do Conselho de seu Cinema de Arte. Que passaria a orientar as sess\u00f5es de filmes em seu Audit\u00f3rio, sempre \u00e0s primeiras quintas-feiras de cada m\u00eas, \u00e0 noite. O conselho foi presidido pelo pr\u00f3prio Dami\u00e3o Ramos, e formado por Rejane Mayer e Assis Vilar, ambos da FCJA; tamb\u00e9m pelo escritor Manoel Jaime Xavier, o cineasta Alex Santos, Wills Leal e o cr\u00edtico de cinema Jo\u00e3o Batista de Brito, esses da Academia Paraibana de Cinema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usando de um aforismo que n\u00e3o me \u00e9 autoral, mas bem conhecido na pra\u00e7a, diria que, \u201cVer bem n\u00e3o \u00e9 ver tudo: \u00e9 ver o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":474,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"Z\u00e9 Am\u00e9rico no cinema: as \u201cjanelas\u201d que lhe faltaram - Coisas de Cinema","description":"Usando de um aforismo que n\u00e3o me \u00e9 autoral, mas bem conhecido na pra\u00e7a, diria que, \u201cVer bem n\u00e3o \u00e9 ver tudo: \u00e9 ver o que os outros n\u00e3o veem\u201d. 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