{"id":457,"date":"2022-03-26T12:00:00","date_gmt":"2022-03-26T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=457"},"modified":"2022-03-25T13:52:50","modified_gmt":"2022-03-25T16:52:50","slug":"a-saga-de-um-garoto-irlandes-deve-conquistar-o-oscar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2022\/03\/26\/a-saga-de-um-garoto-irlandes-deve-conquistar-o-oscar\/","title":{"rendered":"A saga de um garoto irland\u00eas deve conquistar o Oscar"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"563\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/O-garoto-Jude-Hill-interpreta-Buddy-em-Belfast..jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-458\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/O-garoto-Jude-Hill-interpreta-Buddy-em-Belfast..jpg 1000w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/O-garoto-Jude-Hill-interpreta-Buddy-em-Belfast.-300x169.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/O-garoto-Jude-Hill-interpreta-Buddy-em-Belfast.-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption><em>Foto: O garoto Jude Hill interpreta Buddy, em Belfast.<\/em> <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade que o cinema nasceu historiando a realidade cotidiana, tanto de lugares como de pessoas, seus feitos e acuidades. O uso do que chamo de \u201cpirotecnias visuais\u201d no cinema, seriam ef\u00eameras com os super-her\u00f3is, embora j\u00e1 existissem na \u00e9poca inicial da <em>movie-art<\/em>. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente exacerbada em sua cria\u00e7\u00e3o, essa pirotecnia visual vem nos saturando naquilo que \u00e9 sup\u00e9rfluo, at\u00e9 de forma inconsequente. Pelo menos, nas pessoas que tem uma no\u00e7\u00e3o da realidade humana como ela ainda \u00e9. Isso, em raz\u00e3o das facilidades visuais midi\u00e1ticas e do di\u00e1fano enganoso da telinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem posta \u00e9 a an\u00e1lise que nos faz Paulo Em\u00edlio Sales Gomes, em seu rico livro <em>O Cinema do S\u00e9culo<\/em>, um calhama\u00e7o de mais de seiscentas p\u00e1ginas, que recebi de presente de minha filha Patr\u00edcia Ara\u00fajo, havia algum tempo atr\u00e1s. Paulo Em\u00edlio fala da esperteza dos pioneiros do cinema, como os M\u00e9li\u00e8s, por exemplo, que se interessaram profissionalmente por registros cin\u00e9ticos da vida como ela \u00e9 de fato. Filmes, <em>Chegada do trem na esta\u00e7\u00e3o de Paris<\/em>, tamb\u00e9m, <em>Sa\u00edda dos oper\u00e1rios da f\u00e1brica<\/em> retratam um t\u00edpico cinema documental sobre o cotidiano das pessoas, seus ambientes e fazeres.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o dessa originalidade \u00f3bvia do cinema, gostaria de admitir como minha, tamb\u00e9m, afirma\u00e7\u00e3o de um influente poeta franc\u00eas do in\u00edcio do s\u00e9culo passado, Guillaume Apollinaire, que disse sobre o cinema de M\u00e9li\u00e8r: <em>Il et moi faisons \u00e0 peu pr\u00e8s le m\u00eame m\u00e9tier, on essaie de charmer le vulgaire<\/em>. Que em bom portugu\u00eas significa: \u201cEle e eu fazemos praticamente o mesmo trabalho, tentamos encantar o vulgar.\u201d Aqui, um conceito de \u201cvulgar\u201d, evidentemente, voltado para aquilo que \u00e9 corriqueiro, trivial, na vida normal das pessoas; um misto de \u201cencantamento\u201d atrav\u00e9s de um \u00e9cran imag\u00e9tico, que s\u00f3 o cinema nos oferecia anteriormente. Da\u00ed, as origens do filme Document\u00e1rio, depois, das narrativas em forma de folhetim (fic\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 nesse universo trivial do cinema, l\u00f3gico, que mergulho em <em>Belfast.<\/em> J\u00e1 se viu narrativa mais \u201cartesanal\u201d que a desse longa do diretor norte-irland\u00eas Kenneth Branagh, que tamb\u00e9m escreveu o roteiro?<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com v\u00e1rias indica\u00e7\u00f5es ao Oscar, que se realiza neste domingo em Los Angeles, Calif\u00f3rnia, EUA, <em>Belfast<\/em> n\u00e3o \u00e9 um tipo de filme para encantar os sonhos hollywoodianos. Para alguns, \u201cum dramalh\u00e3o\u201d, o que n\u00e3o concordo, \u00e9 filme que reverencia a ess\u00eancia do cinema, naquilo que lhe \u00e9 mais simb\u00f3lico: a exist\u00eancia comum das pessoas, \u00e9pocas e fatos. Que o diga a pr\u00f3pria t\u00e9cnica visual adotada: um preto &amp; branco fascinante, que diz tudo sobre aquilo que foram os conflitos e destrui\u00e7\u00f5es entre cat\u00f3licos e protestantes, na Irlanda do Norte, em trinta anos, das d\u00e9cadas de 1960 at\u00e9 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>Na realidade, contando com um bom elenco encabe\u00e7ado pelo pequeno Jude Hill, que vive o papel de <em>Buddy<\/em>, cujos pais s\u00e3o os atores Jamie Dornan (<em>Cinquenta Tons de Cinza<\/em>) e Caitriona Blafe, do seriado <em>Outlander<\/em>, o filme se passa todo pela vis\u00e3o do garoto. Como se fosse um tra\u00e7o semiautobiogr\u00e1fico do pr\u00f3prio diretor Kenneth Branagh.\u00a0 Mesmo n\u00e3o estando no <em>streaming <\/em>(Amazon, Netflix, Now, Flix e demais), mas j\u00e1 em cartaz num dos cinemas de shopping da cidade, assisti (<em>at home<\/em>) \u00e0 <em>Belfast<\/em>, gra\u00e7as ao meu filho Alexandre MCS, <em>expert <\/em>em assuntos midi\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"has-vivid-red-color has-text-color wp-block-heading\"><strong>APC aplaude e debate \u201cPara\u00edba na Literatura III\u201d<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Integrantes da Academia Paraibana de Cinema, reunidos na manh\u00e3 de ontem (s\u00e1bado), no Cine Mirabeau, discutiram sobre a publica\u00e7\u00e3o da Editora A Uni\u00e3o, \u201cPara\u00edba na Literatura III\u201d. O encontro sobre a importante obra foi composto pelo acad\u00eamico da APC Mirabeau Dias, Cadeira 12, que tem como patrono o jornalista Assis Chateaubriand.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos temas mais assinalados na ocasi\u00e3o, inclu\u00eddo na obra com o t\u00edtulo \u201cO Poeta Esquecido\u201d, foi sobre o vate paraibano de Lucena, Am\u00e9rico Augusto de Souza Falc\u00e3o, ainda, sobre o audiovisual que narra a hist\u00f3ria de vida do poeta, realizado em 2015, tamb\u00e9m pelo acad\u00eamico da APC Alex Santos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade que o cinema nasceu historiando a realidade cotidiana, tanto de lugares como de pessoas, seus feitos e acuidades. 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