{"id":418,"date":"2022-01-15T12:00:00","date_gmt":"2022-01-15T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=418"},"modified":"2022-01-14T13:48:58","modified_gmt":"2022-01-14T16:48:58","slug":"nao-existe-crime-algum-em-se-viver-a-utopia-do-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2022\/01\/15\/nao-existe-crime-algum-em-se-viver-a-utopia-do-cinema\/","title":{"rendered":"N\u00e3o existe crime algum em se viver a utopia do cinema"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"509\" height=\"318\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Na-foto-alguns-alunos-nossos-no-festival-de-Areia-que-ainda-hoje-buscam-a-utopia-de-cinema..jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-419\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Na-foto-alguns-alunos-nossos-no-festival-de-Areia-que-ainda-hoje-buscam-a-utopia-de-cinema..jpg 509w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Na-foto-alguns-alunos-nossos-no-festival-de-Areia-que-ainda-hoje-buscam-a-utopia-de-cinema.-300x187.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 509px) 100vw, 509px\" \/><figcaption><em>Foto: Na foto, alguns alunos nossos no festival de Areia, que ainda hoje buscam a utopia de cinema.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Bem posta essa m\u00e1xima explorada num dos filmes de Glauber Rocha mais simb\u00f3licos do cinema nacional de todos os tempos: \u201cO Sert\u00e3o vai virar mar; o Mar vai virar Sert\u00e3o!\u201d. Algu\u00e9m se lembra?<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, o filme \u00e9 <em>Deus e o Diabo na Terra do Sol<\/em>. Na sequ\u00eancia final o vaqueiro Manuel (Geraldo Del Rey), sob os acordes da famosa m\u00fasica, corre aflito na vastid\u00e3o da caatinga, numa seca causticante, na busca de ambiente mais ameno \u00e0 sua pr\u00f3pria exist\u00eancia.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a rigor, estamos vivendo essa geogr\u00e1fica realidade. N\u00e3o no sentido literal e expresso no filme de Glauber. Mas, simbolicamente, quando nos referimos \u00e0 atual produ\u00e7\u00e3o audiovisual interiorana sobre a litor\u00e2nea; ambas, n\u00e3o necessariamente cinematogr\u00e1ficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, insisto, n\u00e3o existe crime algum em se viver, hoje, uma esp\u00e9cie de \u201cutopia de cinema\u201d naquilo que vimos realizando audiovideograficamente. N\u00e3o \u00e9 esse o ponto e nem poderia afirmar que, atualmente, o que se faz com a imagem em movimento n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lido. Apenas o conceito de cinema continua sendo empregado de forma incorreta.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho insistido na compreens\u00e3o de que o verdadeiro Cinema demanda, necessariamente, daquilo que nos tem faltado ao longo dos tempos: Mercado. E para se alcan\u00e7ar esse mercado, deve existir uma estrutura real e segmentada na Produ\u00e7\u00e3o, Distribui\u00e7\u00e3o e Exibi\u00e7\u00e3o. E isso quase n\u00e3o existe verdadeiramente na atividade de cinema atual, sobretudo paraibano. Falha que n\u00e3o \u00e9 de hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>O que temos ignorado como base real \u00e0s atividades audiovisuais de hoje \u2013 coisa que sempre defendi em sala de aula com meus alunos \u2013, \u00e9 um bom entendimento sobre essa quest\u00e3o e uma orienta\u00e7\u00e3o deveras sem\u00e2ntica do que seja Realiza\u00e7\u00e3o Cinematogr\u00e1fica. Express\u00e3o essa que tem viralizado, tornando ainda mais confusa a identidade do que seja realmente CINEMA.<\/p>\n\n\n\n<p>Naturalmente, o Audiovisual de hoje \u00e9 uma imers\u00e3o \u00e0s experi\u00eancias de um aprendizado que pode, mais adiante, dar em cinema. Isso, pelo menos no Brasil, quando for poss\u00edvel existir uma Ind\u00fastria Cinematogr\u00e1fica de fato, com participa\u00e7\u00e3o da iniciativa privada, como as nas economias mais desenvolvidas. S\u00f3 n\u00e3o basta produzir audiovisual para certames especializados. Contudo, \u00e9 bom entender tamb\u00e9m que, mesmo n\u00e3o havendo aquele t\u00e3o ambicionado e alardeado foco cinematogr\u00e1fico, quando das atuais realiza\u00e7\u00f5es audiovisuais, esse sonho jamais deva ser abandonado. Experi\u00eancias como as que nos chegam do interior do Estado confirmam isso. E \u00e9 muito bom que aconte\u00e7am, alimentando nossas esperan\u00e7as advindas desde os tempos em que iniciamos, h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo, tanto dentro como fora da Universidade Federal, com os festivais de artes da cidade de Areia, na Para\u00edba. Hoje, com alguns de nossos orientandos daquela \u00e9poca reconhecendo que, a <em>movie art<\/em> \u201ctransforma vidas e percep\u00e7\u00f5es de mundo\u201d. O que \u00e9 uma pura verdade.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">APC faz reuni\u00e3o no Cine Mirabeau<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>A presid\u00eancia da Academia Paraibana de Cinema, na pessoa de sua titular Zezita Matos e do vice, prof. Jo\u00e3o de Lima, promoveram recentemente uma reuni\u00e3o para celebrar o final de 2021 e o in\u00edcio do novo ano, tendo como pauta suas a\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o realizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O encontro se deu nas instala\u00e7\u00f5es do Cine Mirabeau, no Bessa, e contou com a participa\u00e7\u00e3o do acad\u00eamico Mirabeau Dias, de um representante do HIGP e da profa. V\u00e2nia Perazzo. Oportunamente, deu-se \u00eanfase ao papel da mulher no cinema paraibano e ao feito da UEPB, \u00a0com a realiza\u00e7\u00e3o do festival Comunicurtas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bem posta essa m\u00e1xima explorada num dos filmes de Glauber Rocha mais simb\u00f3licos do cinema nacional de todos os tempos: \u201cO Sert\u00e3o vai virar mar;&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":419,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"N\u00e3o existe crime algum em se viver a utopia do cinema - Coisas de Cinema","description":"Bem posta essa m\u00e1xima explorada num dos filmes de Glauber Rocha mais simb\u00f3licos do cinema nacional de todos os tempos: \u201cO Sert\u00e3o vai virar mar; o Mar vai virar"},"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-418","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","yosemite-has-thumbnail"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/Na-foto-alguns-alunos-nossos-no-festival-de-Areia-que-ainda-hoje-buscam-a-utopia-de-cinema..jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=418"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":420,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418\/revisions\/420"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/419"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=418"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=418"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=418"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}