{"id":398,"date":"2021-12-11T12:00:00","date_gmt":"2021-12-11T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=398"},"modified":"2021-12-10T10:53:14","modified_gmt":"2021-12-10T13:53:14","slug":"novo-habito-do-streaming-demudando-o-real-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2021\/12\/11\/novo-habito-do-streaming-demudando-o-real-cinema\/","title":{"rendered":"Novo h\u00e1bito do \u201cstreaming\u201d demudando o real Cinema"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"500\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/O-cinema-alem-de-arte-e-produto-de-mercado-e-tem-suas-especificidades.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-399\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/O-cinema-alem-de-arte-e-produto-de-mercado-e-tem-suas-especificidades.jpg 750w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/O-cinema-alem-de-arte-e-produto-de-mercado-e-tem-suas-especificidades-300x200.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/O-cinema-alem-de-arte-e-produto-de-mercado-e-tem-suas-especificidades-370x247.jpg 370w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption><em>Foto: O cinema, al\u00e9m de arte \u00e9 produto de mercado e tem suas especificidades. <\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O cinema paraibano, se assim podemos ainda o definir, tal como \u00e9 visto hoje por uma nova gera\u00e7\u00e3o de \u201cvideomakers\u201d, sempre teve uma inclina\u00e7\u00e3o pelo Document\u00e1rio. \u201cUma ideia na cabe\u00e7a e uma c\u00e2mera na m\u00e3o\u201d tenha sido, segundo Glauber Rocha, a marca e op\u00fasculo ao tiroc\u00ednio de nossos \u201ccineastas\u201d, aos quais me inclu\u00eda nas d\u00e9cadas de 1960\/70 do s\u00e9culo passado.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sem raz\u00e3o, a singularidade desse segmento e os feitos conseguidos s\u00e3o marcantes, por obras pioneiras como <em>Sob o C\u00e9u Nordestino,<\/em> de Walfredo Rodriguez;<em> Aruanda<\/em> (Linduarte Noronha); <em>Romeiros da Guia<\/em> (Jo\u00e3o Ramiro Mello); <em>A Bolandeira<\/em> (Wladimir de Carvalho), <em>O Coqueiro <\/em>(Alex Santos), <em>A Feira<\/em> (Machado Bitencourt); <em>Homens do caranguejo<\/em> (Ipojuca Pontes); entre outros. Filmes que conceberam, mesmo naquela \u00e9poca, uma fase ut\u00f3pica e t\u00e3o almejada ao verdadeiro cinema; no que Cinema realmente representa&#8230; Fatos acima que podem ser checados em <em>Cinema &amp; Revisionismo<\/em>, que publiquei em 1982, pela Editora A Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo que temos de hist\u00f3ria sobre o nosso cinema, nunca existiu aqui uma atividade profissional genuinamente cinematogr\u00e1fica. E isso ainda serve aos dias de hoje. \u201cInternacionalizar o cinema paraibano\u201d, acredito ser uma fal\u00e1cia, um desatino. Que cinema temos na Para\u00edba? Contudo, n\u00e3o deixa de ser merit\u00f3rio o esfor\u00e7o de levar nossa produ\u00e7\u00e3o audiovisual e seus \u201cvideomakers\u201d tamb\u00e9m pra fora do estado.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00fanico cometimento de empresas, que me lembre, foi com o filme <em>O sal\u00e1rio da Morte<\/em> de Linduarte Noronha, em 1970, na tentativa da cria\u00e7\u00e3o de uma companhia para tanto (<em>Cactus<\/em>), pela dupla Z\u00e9 Bezerra &amp; Solha, mas que feneceu logo ap\u00f3s o malogro comercial do filme. N\u00e3o em raz\u00e3o do conte\u00fado da obra, mas porque lhe faltou um dos segmentos essenciais ao verdadeiro cinema, que \u00e9 a Distribui\u00e7\u00e3o. O que se verificaria em tentativas outras, na Para\u00edba, como foi o caso da Para\u00edba Produ\u00e7\u00f5es, da Repson Filmes, da Solama Filmes (laureada pela Sudene em 1977, com <em>O Coqueiro<\/em>), al\u00e9m da Cin\u00e9tica Filmes de Campina Grande, que teve ampla longevidade real\u00e7ada pelo empenho do cineasta Machado Bitencourt. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje o entendimento, diria at\u00e9 doutrin\u00e1rio, de que verdadeiramente a cinematografia \u00e9 uma atividade profissional. E como tal, o Cinema implicaria numa formula\u00e7\u00e3o tripartite: Produ\u00e7\u00e3o, Distribui\u00e7\u00e3o e Exibi\u00e7\u00e3o. Portanto, isso implicando na forma\u00e7\u00e3o natural de Ind\u00fastria &amp; Mercado cinematogr\u00e1ficos. O que entendamos, tal realidade jamais se firmou no Brasil. Mesmo em tempos da Vera Cruz (S\u00e3o Paulo), da Atl\u00e2ntida e Cin\u00e9dia do Rio de Janeiro, empresas que tiveram ef\u00eamera culmin\u00e2ncia no final dos anos 1940 e meados de 1960, entre outras tentativas malogradas. Inclusive, na fase do Cinema Novo e com a chegada da televis\u00e3o no pa\u00eds. Lembro tamb\u00e9m, por residir em Bras\u00edlia durante o governo Collor, da cria\u00e7\u00e3o de um t\u00e3o badalado Parque Industrial de Cinema da Capital Federal. Anos depois, soube que o tal parque nunca fora conclu\u00eddo, ficando s\u00f3 no papel e em algumas esquel\u00e9ticas obras.<\/p>\n\n\n\n<p>Verdade \u00e9 que hoje o \u201csegmento documental\u201d foi naturalmente alterado com o tempo, pela facilidade de uso das modernas tecnologias de Edi\u00e7\u00e3o (n\u00e3o fundir com Montagem de filmes). O Document\u00e1rio estaria sendo descartado aos poucos e trocado por narrativas audiovideogr\u00e1ficas ficcionais sobre simples alegorias de vidas e fatos. L\u00f3gica essa que vimos constatando, inclusive atrav\u00e9s da maioria dos inscritos em festivais (muitos deles rotulados de cinema), mas s\u00e3o, na realidade, de audiovisuais. Mas essa \u00e9 uma \u201ctend\u00eancia\u201d (sic) que nos tem levado ao <em>streaming fact<\/em>, na raz\u00e3o direta das possibilidades tecnol\u00f3gicas e das variadas m\u00eddias que dispomos, quando ao simples toque de tecla digital, somos remetidos ao mundo virtual da Internet; n\u00e3o mais, \u00e0 Arte-do-Filme.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>APC: preito de gratid\u00e3o <em>in memoriam<\/em><\/strong><\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>A diretoria da Academia Paraibana de Cinema registra o dia de ontem (s\u00e1bado 11 de dezembro) como o dia de falecimento de um de seus membros, ocorrido em 2005, aos 91 anos de idade, na cidade de Santa Rita, o paraibano SEVERINO ALEXANDRE SANTOS, Patrono da Cadeira 5 da APC, hoje ocupada pelo seu filho, o professor e cr\u00edtico de cinema Alex Santos.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pioneiro exibidor paraibano, \u201cSeverino do cinema\u201d, como era bastante conhecido, iniciou logo cedo trabalhando no Cine Independ\u00eancia, ainda no tempo do cinema mudo. Ainda jovem, com ajuda da fam\u00edlia construiu suas pr\u00f3prias Salas de Proje\u00e7\u00e3o \u2013 tr\u00eas delas em Santa Rita e uma outra no distrito de V\u00e1rzea Nova. Foi quase meio s\u00e9culo de continuada atividade, durando at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1980.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cinema paraibano, se assim podemos ainda o definir, tal como \u00e9 visto hoje por uma nova gera\u00e7\u00e3o de \u201cvideomakers\u201d, sempre teve uma inclina\u00e7\u00e3o pelo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":399,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"Novo h\u00e1bito do \u201cstreaming\u201d demudando o real Cinema - Coisas de Cinema","description":"O cinema paraibano, se assim podemos ainda o definir, tal como \u00e9 visto hoje por uma nova gera\u00e7\u00e3o de \u201cvideomakers\u201d, sempre teve uma inclina\u00e7\u00e3o pelo Document\u00e1rio."},"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[5,101,37],"class_list":["post-398","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-cinema","tag-santa-rita","tag-severino-alexandre-dos-santos","yosemite-has-thumbnail"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/O-cinema-alem-de-arte-e-produto-de-mercado-e-tem-suas-especificidades.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/398","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=398"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/398\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":400,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/398\/revisions\/400"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/399"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=398"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}