{"id":370,"date":"2021-10-16T12:00:00","date_gmt":"2021-10-16T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=370"},"modified":"2021-10-15T15:09:21","modified_gmt":"2021-10-15T18:09:21","slug":"uma-ideia-na-cabeca-e-um-simples-celular-nas-maos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2021\/10\/16\/uma-ideia-na-cabeca-e-um-simples-celular-nas-maos\/","title":{"rendered":"Uma ideia na cabe\u00e7a e um simples celular nas m\u00e3os"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"513\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/A-simples-gravacao-com-camera-digital-nao-significa-fazer-cinema..jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-371\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/A-simples-gravacao-com-camera-digital-nao-significa-fazer-cinema..jpg 800w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/A-simples-gravacao-com-camera-digital-nao-significa-fazer-cinema.-300x192.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/A-simples-gravacao-com-camera-digital-nao-significa-fazer-cinema.-768x492.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption><em>Foto: &#8220;A simples grava\u00e7\u00e3o com c\u00e2mera digital n\u00e3o significa fazer cinema.&#8221; <\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Um assunto a ser analisado em tese, n\u00e3o apenas pela confus\u00e3o que vem sendo feita nos \u00faltimos tempos, \u00e9 o de se produzir Cinema ou Audiovisual. O que nos levaria a refletir melhor sobre aquela m\u00e1xima \u201ccinemanovista\u201d de Glauber Rocha, quando imprime a frase: \u201cUma ideia na cabe\u00e7a e uma c\u00e2mera na m\u00e3o\u201d, que fora t\u00e3o alardeada nos anos sessenta. Mas, a que \u201cc\u00e2mera\u201d ele se referia?<\/p>\n\n\n\n<p>Outro dado n\u00e3o menos pertinente \u00e9 o de revermos a f\u00f3rmula Cin\u00e9tica e os estudos sobre \u201cdin\u00e2mica dos movimentos\u201d. Rebobinemos os mecanismos reais como \u201ccruz de malta\u201d (ou \u201cgrifa\u201d) e \u201cobturador\u201d, que d\u00e3o din\u00e2mica ao quadro-a-quadro das imagens cinematogr\u00e1ficas, dando-lhes a t\u00e3o conhecida mobilidade (narrativa visual) no cinema.<\/p>\n\n\n\n<p>Um outro recurso dentro da F\u00edsica, n\u00e3o muito conhecido, Cinem\u00e1tica (de origem grega<em> \u03ba\u03b9\u03bd\u03b7\u03bc\u03b1<\/em>), nos diz respeito aos movimentos dos objetos. Todo esse \u201ccientificismo\u201d nos leva, de imediato, \u00e0 mecanicidade de uma conhecida arte que t\u00e3o bem conhecemos: Cinema. A rigor, s\u00e3o essas as bases da Cinematografia. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Existem fundamentos e etimologias que, por sua natureza, mesmo que se considerem algumas meton\u00edmias em curso, em sentidos mais amplos, precisam ser respeitados. E considerada por cientistas uma &#8220;geometria do movimento&#8221;, a Cinem\u00e1tica&nbsp;(proveniente que \u00e9 dessa geometria), pelos valores de proposi\u00e7\u00e3o e velocidade mec\u00e2nicas, seria uma esp\u00e9cie de irm\u00e3 siamesa do pr\u00f3prio Cinema.<\/p>\n\n\n\n<p>Em livro que escrevi, resultado da tese de mestrado na UnB \u2013 publicado em 2002 com o t\u00edtulo \u201cCinema e Televis\u00e3o: Uma rela\u00e7\u00e3o antropof\u00e1gica\u201d \u2013, tra\u00e7o os perfis diferenciados que definem os expedientes da Linguagem em ambos os <em>media<\/em>. Especifico as verdadeiras express\u00f5es do que sejam Cinema e Televis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora somos pegos com outra quest\u00e3o bastante curiosa, a das express\u00f5es Cinema e Audiovisual. S\u00e3o propostas obviamente parecidas, enquanto recursos art\u00edsticos, no uso de imagens em movimento e de som. Embora que, a rigor, t\u00eam algumas especificidades bem particulares. Note-se que, cinema nasceu \u201cmudo\u201d. Mas, como T\u00e9cnica e Arte, com o tempo cinema passou a abriga essencialmente o audiovisual. Ent\u00e3o, o questionamento que se faz \u00e9 o seguinte: O audiovisual, tamb\u00e9m como t\u00e9cnica, comporta de fato a complexidade (cin\u00e9tica) do cinema?<\/p>\n\n\n\n<p>Realmente, essa a indaga\u00e7\u00e3o que suscitaria uma s\u00e9ria reflex\u00e3o, diante da confus\u00e3o que se tem feito, havia muito tempo, desde que se tem utilizado dos recursos audiovisuais inovadores do Anal\u00f3gico, em in\u00edcio dos anos 60, advindos dos ensaios espaciais. Tecnologia mais utilizada pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o a partir da d\u00e9cada de setenta, seguida pela Digital e seus atuais <em>megapixels <\/em>e <em>full-frames<\/em>, matematicamente ilimitados..<em>. <\/em>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Retomei este assunto, em raz\u00e3o de algumas desavisadas express\u00f5es que existem atualmente no meio do audiovisual brasileiro; n\u00e3o s\u00f3 no paraibano. E que reflete um crasso desconhecimento terminol\u00f3gico, entre o que seria fazer Cinema ou Audiovisual. Mais ainda, quando hoje assistimos a uma esp\u00e9cie de euforia dos tantos <em>videomakers <\/em>(n\u00e3o cineastas), que de pires na m\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 de seus celulares, buscam os parcos recursos dos editais de fomento \u00e0 cultura audiovisualizada. Gente, \u00e9 necess\u00e1rio se entender o que representa de fato fazer Cinema e o que \u00e9 um simples registro Audiovisual; s\u00e3o alvitres realmente distintos&#8230; Em sala de aula, n\u00e3o s\u00f3 na UFPB, discuti tanto esse assunto com alunos, mas ainda entendo que nos carece de mais alterca\u00e7\u00e3o. De oportuno, retornarei ao tema.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">APC faz parceria com o Teatro Alfenim<\/span><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A Academia Paraibana de Cinema, que ultimamente tem desenvolvido algumas parcerias com entidades da cena cultural paraibana, firmou mais uma com o grupo de teatro \u201cColetivo Alfenim\u201d. O encontro foi realizado esta semana de forma h\u00edbrida, segundo a diretoria da APC, e faz parte de sua pol\u00edtica de intera\u00e7\u00e3o com outras formas de artes.<\/p>\n\n\n\n<p>Informou o prof. Jo\u00e3o de Lima, ainda este m\u00eas a Academia Paraibana de Cinema reunir\u00e1 formalmente sua diretoria, para retomar algumas medidas administrativas, de acordo com o previsto nos estatutos da entidade. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um assunto a ser analisado em tese, n\u00e3o apenas pela confus\u00e3o que vem sendo feita nos \u00faltimos tempos, \u00e9 o de se produzir Cinema ou&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":371,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"Uma ideia na cabe\u00e7a e um simples celular nas m\u00e3os - Coisas de Cinema","description":"Um assunto a ser analisado em tese, n\u00e3o apenas pela confus\u00e3o que vem sendo feita nos \u00faltimos tempos, \u00e9 o de se produzir Cinema ou Audiovisual. 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