{"id":295,"date":"2021-06-12T12:00:00","date_gmt":"2021-06-12T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=295"},"modified":"2021-06-11T10:15:54","modified_gmt":"2021-06-11T13:15:54","slug":"mundo-de-ze-lins-sua-visao-no-cinema-e-homenagens-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2021\/06\/12\/mundo-de-ze-lins-sua-visao-no-cinema-e-homenagens-i\/","title":{"rendered":"Mundo de Z\u00e9 Lins, sua vis\u00e3o no cinema e homenagens (I)"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Casa-Grande-do-antigo-Engenho-Corredor-onde-nasceu-Ze-Lins-do-Rego..jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-296\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Casa-Grande-do-antigo-Engenho-Corredor-onde-nasceu-Ze-Lins-do-Rego..jpg 1024w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Casa-Grande-do-antigo-Engenho-Corredor-onde-nasceu-Ze-Lins-do-Rego.-300x200.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Casa-Grande-do-antigo-Engenho-Corredor-onde-nasceu-Ze-Lins-do-Rego.-768x512.jpg 768w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Casa-Grande-do-antigo-Engenho-Corredor-onde-nasceu-Ze-Lins-do-Rego.-770x513.jpg 770w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Casa-Grande-do-antigo-Engenho-Corredor-onde-nasceu-Ze-Lins-do-Rego.-370x247.jpg 370w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Foto: &#8220;Casa Grande do antigo Engenho Corredor, onde nasceu Z\u00e9 Lins do Rego.&#8221;<\/em> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Para minha grata surpresa, na semana passada recebi como encarte no jornal A Uni\u00e3o um rico exemplar de &#8220;Jos\u00e9 Lins do Rego &#8211; 120 Anos&#8221;. Uma publica\u00e7\u00e3o singular, que homenageia uma das figuras mais emblem\u00e1ticas da literatura brasileira, e que li num f\u00f4lego s\u00f3.&nbsp;Um condensado instru\u00eddo com as imagens do escritor de \u201cMenino de Engenho\u201d, seus familiares, o ambiente cenogr\u00e1fico dos \u201cmundos\u201d do Engenho Corredor, al\u00e9m de fotos, depoimentos de admiradores e pessoas daquela regi\u00e3o, que foram entrevistadas sobre Z\u00e9 Lins pelo jornalista Alexandre Macedo. Tudo ricamente impresso na forma de revista especial, com noventa e poucas p\u00e1ginas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os destaques da obra est\u00e1 o cinema (que jamais deveria faltar), o que vem bem representado pela nossa presidente da Academia Paraibana de Cinema, atriz Zezita Matos. Ela que teve atua\u00e7\u00e3o destacada em \u201cMenino de Engenho\u201d, dirigido por Walter Lima Jr em 1965, com a participa\u00e7\u00e3o de S\u00e1vio Rolim vivendo Carlinhos. Filme que valida a \u201calma vegetalista\u201d de que falava Virg\u00ednius da Gama e Melo, dos verdes canaviais e matas que abra\u00e7avam os engenhos de cana de a\u00e7\u00facar do Corredor, Oiteiro, Tapu\u00e1, al\u00e9m de casas dos colonos que margeavam o Rio Para\u00edba. Cenografia que s\u00f3 ganharia a cor no cinema onze anos depois, com os filmes \u201cFogo Morto\u201d e \u201cSoledade\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Houve um tempo em que bafejado pela curiosidade de jornalista, sobre a vinda de cineastas do sul do pa\u00eds para as filmagens dos nossos autores, e motivado pelo desejo de ver no cinema as imagens de romances paraibanos, sobretudo zelinianos e americistas,&nbsp;&#8220;ciganeava&#8221; eu (aqui, sem o pejorativo da palavra) de c\u00e2mera Super-8 nas m\u00e3os pelas trilhas e bagaceiras t\u00e3o famosas, entre os engenhos Oiteiro e Corredor. Naturais cen\u00e1rios dos romances de \u201cMenino de Engenho\u201d, \u201cFogo Morto\u201d, \u201cA Bagaceira\u201d, al\u00e9m de outros. Andadas que fazia algumas delas em companhia do historiador e amigo Jos\u00e9 Oct\u00e1vio de Arruda Mello, quando ele estava \u00e0 frente da Diretoria Geral de Cultura do Governo do Estado, depois na dire\u00e7\u00e3o do IV Centen\u00e1rio da Para\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a \u00e9poca em que eu realimentava uma forte simpatia pelas sagas contadas por Z\u00e9 Lins em seus livros, sobre as v\u00e1rzeas e mundos pr\u00f3ximos \u00e1 &#8220;Terra dos canaviais&#8221;. Uma Santa Rita que me viu nascer e crescer, portanto, vendo de perto os arroubos daquele mesmo Rio Para\u00edba quando resolvia se esmerar em suas grandes enchentes, inundando toda Rua do Rio e subindo at\u00e9 pr\u00f3ximo \u00e0 Pra\u00e7a Jo\u00e3o Pessoa e o Grupo Escolar Jo\u00e3o \u00darsulo, para euforia da garotada, inclusive a minha, j\u00e1 que eu fazia o prim\u00e1rio naquele col\u00e9gio. Vendo hoje uma foto no jornal do amigo Dami\u00e3o Ramos fazendo parte de uma celebra\u00e7\u00e3o, <em>in loco<\/em>, naquele p\u00e1tio em frente \u00e0 Casa Grande do antigo Engenho Corredor, deu uma saudade danada dos tempos idos. Em verdade, mesmo com uma inf\u00e2ncia n\u00e3o t\u00e3o parecida \u00e0quela de Carlinhos, narrada por Z\u00e9 Lins, nunca cheguei a ser realmente um menino de engenho; mas, &#8220;menino de cinema&#8221;, mesmo por quest\u00e3o de of\u00edcio parental, vivendo entre a realidade e a fantasia bancada sempre pelo meu saudoso pai, \u201cSeverino do Cinema\u201d. Uma arte que soube bem traduzir, em imagens e sonhos, a verve liter\u00e1ria do ilustre escritor paraibano.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">APC une-se \u00e0s homenagens a Z\u00e9 Lins do Rego<\/span><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A Academia Paraibana de Cinema, atrav\u00e9s de sua diretoria e associados, parabeniza as institui\u00e7\u00f5es do Governo do Estado e da iniciativa privada, pela celebra\u00e7\u00e3o dos 120 anos de nascimento do escritor Jos\u00e9 Lins do Rego. Mais ainda, pela rica contribui\u00e7\u00e3o do autor ao cinema paraibano, a partir de sua obra maior na S\u00e9tima Arte, que foi \u201cMenino de Engenho\u201d, filme dirigido em 1965 pelo cineasta carioca Walter Lima Jr.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente da APC e atriz Zezita Matos relatou para a revista \u201cJos\u00e9 Lins do Rego \u2013 120 anos\u201d, publicada agora por A Uni\u00e3o, como foi sua participa\u00e7\u00e3o pela primeira vez no cinema, em \u201cMenino de Engenho\u201d, explicando da alegria que sente em ser conterr\u00e2nea do escritor da cidade de Pilar.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para minha grata surpresa, na semana passada recebi como encarte no jornal A Uni\u00e3o um rico exemplar de &#8220;Jos\u00e9 Lins do Rego &#8211; 120 Anos&#8221;&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":296,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"Mundo de Z\u00e9 Lins, sua vis\u00e3o no cinema e homenagens (I) - Coisas de Cinema","description":"Para minha grata surpresa, na semana passada recebi como encarte no jornal A Uni\u00e3o um rico exemplar de \"Jos\u00e9 Lins do Rego - 120 Anos\". 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