{"id":282,"date":"2021-05-22T12:00:00","date_gmt":"2021-05-22T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=282"},"modified":"2021-05-21T15:22:55","modified_gmt":"2021-05-21T18:22:55","slug":"serie-turca-admite-uso-da-linguagem-autonarrativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2021\/05\/22\/serie-turca-admite-uso-da-linguagem-autonarrativa\/","title":{"rendered":"S\u00e9rie turca admite uso da linguagem autonarrativa"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"563\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Atriz-Burcu-Biricik-faz-o-papel-de-Fatma-uma-perturbada-assassina..jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-283\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Atriz-Burcu-Biricik-faz-o-papel-de-Fatma-uma-perturbada-assassina..jpg 1000w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Atriz-Burcu-Biricik-faz-o-papel-de-Fatma-uma-perturbada-assassina.-300x169.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Atriz-Burcu-Biricik-faz-o-papel-de-Fatma-uma-perturbada-assassina.-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption><em>Foto: &#8220;Atriz Burcu Biricik faz o papel de Fatma, uma perturbada assassina.&#8221; <\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Anteriormente, nesta mesma coluna dominical, escrevi sobre a quest\u00e3o do processo narrativo prolongado dos seriados veiculados no <em>streaming<\/em>. S\u00e3o longas temporadas, capituladas a se perderem de vista. E haja paci\u00eancia para acompanhar essas sagas&#8230; Alguns seriados, com curta dura\u00e7\u00e3o at\u00e9 satisfazem bem ao telespectador. Outros, contudo, tornam-se cansativos, enfadonhos, at\u00e9 desproporcionais e confusos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem. Foi comentando o seriado que assisti na Netflix, \u201cO Chal\u00e9\u201d (<em>Le Chalet<\/em>),<em> miniss\u00e9rie francesa em seis cap\u00edtulos, de autoria de Alexis Lecaye e Camille Bordes-Resnais, que pude verificar as cenas <\/em>por demasiado repetidas, devido a inclus\u00e3o recorrente de&nbsp;<em>flashbacks<\/em><em>.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Houve de se verificar que, o recurso do <\/em><em>flashback <\/em><em>n\u00e3o \u00e9 coisa de hoje, n\u00e3o. Trata-se de uma forma autonarrativa, que vem da moderna telenovela, muito mais antiga no folhetim que nos seriados atuais. Recurso esse, que faz de uma sequ\u00eancia de cap\u00edtulos anteriores, um interregno explicativo no presente da mesma hist\u00f3ria. Contudo, o excesso desse recurso torna o enredo confuso.<\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Esta semana, motivado pela prima Sandra, professora da UFRJ que reside no Rio h\u00e1 muitos anos, fui ver na Netflix o seriado \u201cFatma\u201d. Uma realiza\u00e7\u00e3o da Turquia, em seis cap\u00edtulos, e que traz uma narrativa interessante sobre uma mulher perturbada com a morte do pequeno filho autista, rejei\u00e7\u00e3o do marido e uma discrimina\u00e7\u00e3o forte onde reside e trabalha como faxineira. Um ac\u00famulo de decep\u00e7\u00f5es que a tornaria uma assassina, justamente daqueles que tentam submete-la, em raz\u00e3o do seu marido e ex-presidi\u00e1rio, que est\u00e1 envolvido com quadrilhas urbanas e crimes. <\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mas o drama tem outra vertente interessante, bem atual, que diz respeito \u00e0 liberdade feminina. No seriado, \u00e9 justamente no contraponto \u00e0 opress\u00e3o da mulher Fatma em seu pa\u00eds, a Turquia. Em raz\u00e3o disso, somado ainda ao seu estado de sa\u00fade mental,<\/em> desenvolve a habilidade de assassinar homens que se postam em seu caminho, na procura obstinada do marido desaparecido. Assim, acaba cometendo v\u00e1rios crimes sem deixar vest\u00edgios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFatma\u201d \u00e9 um policial produzido este ano para televis\u00e3o e foi dirigido por \u00d6zer Feyzio\u011flu e \u00d6zg\u00fcr \u00d6n\u00fcrme, com destacada atua\u00e7\u00e3o de Burcu Biricik, protagonizando a m\u00e3e assassina. S\u00e9rie em \u00fanica temporada de 6 epis\u00f3dios, que teve sua estreia na Netflix agora no final de abril. Apesar de ser bem dirigida, a s\u00e9rie tem uma narrativa arrastada, pouco convincente para o n\u00famero de cap\u00edtulos. Afora os <em>flashbacks, sobre os quais me referi antes, trazendo rec\u00f4nditos lances do passado de Fatma com o seu amado filho, tragicamente falecido num atropelamento, a trama insiste na ratifica\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o estado mental da personagem, vez por outra, perdendo-se em divaga\u00e7\u00f5es menores sobre terceiros. Mas \u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o, diante das muitas pirotecnias que hoje disp\u00f5e a Netflix.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Patrono da APC lembrado em livro<\/span><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A presid\u00eancia da Academia Paraibana de Cinema se congratula com a fam\u00edlia do jornalista e cineasta Jurandy Moura, Patrono da Cadeira 15 (que tem como ocupante o ator Fernando Teixeira), e com o jornal A Uni\u00e3o pela publica\u00e7\u00e3o do seu livro \u201cIluminuras e outros poemas\u201d, lan\u00e7ado quinta-feira passada pela Editora do Governo do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Jurandy Moura realizou alguns filmes de car\u00e1ter did\u00e1tico, nas bitolas 16 e 8 mm, mas sua obra maior foi o \u201cPadre Z\u00e9 Estende a M\u00e3o\u201d de 1969, em 16mm. E com ele concorreu aos festivais de Oberhausen (Alemanha), Crac\u00f3via (Pol\u00f4nia) e Londres (Inglaterra). Participou tamb\u00e9m de roteiros de filmes paraibanos, sendo presidente da ACCP &#8211; Associa\u00e7\u00e3o dos Cr\u00edticos Cinematogr\u00e1ficos da Para\u00edba. Faleceu em 1980, com 40 anos de idade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anteriormente, nesta mesma coluna dominical, escrevi sobre a quest\u00e3o do processo narrativo prolongado dos seriados veiculados no streaming. S\u00e3o longas temporadas, capituladas a se perderem&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":283,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"S\u00e9rie turca admite uso da linguagem autonarrativa - Coisas de Cinema","description":"Anteriormente, nesta mesma coluna dominical, escrevi sobre a quest\u00e3o do processo narrativo prolongado dos seriados veiculados no streaming . 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