{"id":279,"date":"2021-05-15T21:10:59","date_gmt":"2021-05-16T00:10:59","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=279"},"modified":"2021-05-15T21:11:00","modified_gmt":"2021-05-16T00:11:00","slug":"cinema-e-publico-sempre-foram-coerentes-dai-o-episodio-no-rex","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2021\/05\/15\/cinema-e-publico-sempre-foram-coerentes-dai-o-episodio-no-rex\/","title":{"rendered":"Cinema e p\u00fablico sempre foram coerentes, da\u00ed o epis\u00f3dio no Rex"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"563\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Sequencia-do-projecionista-Rubens-com-o-amigo-Ze-Nilton-no-caldo-de-cana..jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-280\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Sequencia-do-projecionista-Rubens-com-o-amigo-Ze-Nilton-no-caldo-de-cana..jpg 1000w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Sequencia-do-projecionista-Rubens-com-o-amigo-Ze-Nilton-no-caldo-de-cana.-300x169.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Sequencia-do-projecionista-Rubens-com-o-amigo-Ze-Nilton-no-caldo-de-cana.-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption><em>Foto: &#8220;Sequ\u00eancia do projecionista Rubens com o amigo Z\u00e9 Nilton no caldo de cana.&#8221; <\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando resolvemos realizar \u201cPoltrona Rasgada\u201d, pessoalmente tive uma preocupa\u00e7\u00e3o em adotar uma estrutura narrativa que fosse linear. Mesmo por que, eu e o parceiro Manoel Jaime tratar\u00edamos de um fato realmente acontecido; n\u00e3o uma simples fic\u00e7\u00e3o. \u00cdamos rever um acontecido hoje considerado de menor gravidade, ao contr\u00e1rio daquela \u00e9poca, mas que fosse compreens\u00edvel sobre o ocorrido no seu tempo. Da\u00ed, as muitas reuni\u00f5es para chegarmos ao consenso&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre no trabalho que realizo, invariavelmente, tenho a aten\u00e7\u00e3o toda voltada para a Continuidade. Realmente, \u201cPoltrona&#8230;\u201d n\u00e3o seria uma realiza\u00e7\u00e3o deveras f\u00e1cil, ao contr\u00e1rio de outras que realizei, cujos roteiros j\u00e1 tinham a continuidade formalmente pr\u00e9-estabelecida. Neste caso seria uma narrativa \u201ccaleidosc\u00f3pica\u201d, por\u00e9m fragmentada. E isso poderia dificultar uma leitura mais linear do espectador. Mas, esse \u00f3bice nos encorajou ainda mais&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Optamos por sequ\u00eancias destacadas da repercuss\u00e3o social do acontecido na noite anterior, no Cine Rex. Buscamos na pr\u00f3pria cidade e na comunidade de ent\u00e3o, o \u201cimpacto\u201d causado que nos faltava daquele fato. Uma constru\u00e7\u00e3o que, embora segmentada, como disse, nos garantisse aquele nexo cinematogr\u00e1fico e narrativo de que precis\u00e1vamos. Sequ\u00eancia singular \u00e9 a dos frequentadores do caldo de cana \u201cQuerubim Bar\u201d (na \u00e9poca, assim se chamava), no centro de Jo\u00e3o Pessoa, de uma conversa do projecionista do Rex (Rubens Moreira) com o seu amigo (Z\u00e9 Nilton), um compulsivo jogador de bicho, tomando conhecimento do fato atrav\u00e9s do jornal A Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 do nosso costume, desde que nos irmanamos para reverenciar a nossa Capital, suas mem\u00f3rias, vultos, fatos, cenografias, uma ampla conversa aconteceu entre mim, Jaime, Alexandre e Moacir Barbosa da produ\u00e7\u00e3o. Foram in\u00fameras reuni\u00f5es para decidirmos as linhas e formas a tomar na realiza\u00e7\u00e3o do \u201cPoltrona Rasgada\u201d \u2013 <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hdensfYwSwg\"><em>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hdensfYwSwg<\/em><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O consenso veio em raz\u00e3o da pr\u00f3pria sociedade de ent\u00e3o, seus costumes, viv\u00eancias e ambientes \u2013 os encontros no centro da cidade, onde indiv\u00edduos comuns discutiam amenidades baseadas em \u201czum, zum\u201d coletivo; h\u00e1bitos das pessoas no \u00e2mbito dom\u00e9stico ou fora de casa, atentas \u00e0s not\u00edcias dadas pelo r\u00e1dio; suas cren\u00e7as nas informa\u00e7\u00f5es da imprensa escrita e falada; optamos, enfim, at\u00e9 pelo enfoque \u00e0 religiosidade das pessoas e suas confiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas faltava ainda algo muito especial ao pr\u00f3prio tema a ser abordado. O trabalho carecia daquela ode t\u00e3o especial ao pr\u00f3prio cinema, j\u00e1 que fora ele a \u201cv\u00edtima\u201d do t\u00e3o rumoroso acontecimento no final dos anos 1950. Elegemos, ent\u00e3o, alguns instantes l\u00fadicos da <em>movie art<\/em>, a exemplo de quando um garoto, segurando um bal\u00e3o vermelho (alus\u00e3o ao filme de Albert Lamorisse), volta da escola para casa e caminha por lugares esquecidos da cidade, depois \u00e9 visto brincando com o irm\u00e3o de cinema dentro do quarto, com fotogramas do filme \u201cOs Incompreendidos\u201d de Fran\u00e7oise Truffaut, cujas imagens s\u00e3o projetadas na parede, transportando-nos ao interior do cine Rex, que exibe o mesmo filme. Mas, a sequ\u00eancia que nos transporta verdadeiramente aos bons tempos do cinema \u00e9 a do \u201clanterninha\u201d. Aquele que, ao t\u00e9rmino de cada sess\u00e3o, busca entre as poltronas os pertences deixados por engano. E \u00e9 numa dessas suas ordin\u00e1rias curiosidades que descobre o mal feito do ignorado <em>habitu\u00e9e<\/em>, alvoro\u00e7ando toda cidade no dia seguinte.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">APC participa de <em>live<\/em> sobre cinema<\/span><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Representando a Academia Paraibana de Cinema, a presidente e atriz Zezita Matos e o vice-presidente professor Jo\u00e3o de Lima participaram, no final da semana de uma mesa redonda virtual, no Sebrae, com participa\u00e7\u00e3o do site fincc.com.br, sob o comando do ator e realizador Od\u00e9cio Antonio.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema do encontro, segundo nota anteriormente publicada, foi sobre \u201cA cadeia produtiva do Cinema, de Aruanda aos tempos atuais, na Para\u00edba\u201d, ocasi\u00e3o em que, segundo o prof. Jo\u00e3o de Lima, entre os assuntos abordados, divulgou-se a obra \u201cAm\u00e9rico \u2013 Falc\u00e3o Peregrino\u201d, do tamb\u00e9m acad\u00eamico e diretor Alex Santos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando resolvemos realizar \u201cPoltrona Rasgada\u201d, pessoalmente tive uma preocupa\u00e7\u00e3o em adotar uma estrutura narrativa que fosse linear. Mesmo por que, eu e o parceiro Manoel&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":280,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"Cinema e p\u00fablico sempre foram coerentes, da\u00ed o epis\u00f3dio no Rex - Coisas de Cinema","description":"Quando resolvemos realizar \u201cPoltrona Rasgada\u201d, pessoalmente tive uma preocupa\u00e7\u00e3o em adotar uma estrutura narrativa que fosse linear. 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