{"id":257,"date":"2021-04-10T12:00:00","date_gmt":"2021-04-10T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=257"},"modified":"2021-04-09T08:38:27","modified_gmt":"2021-04-09T11:38:27","slug":"esculapio-com-literatura-as-vezes-abonam-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2021\/04\/10\/esculapio-com-literatura-as-vezes-abonam-cinema\/","title":{"rendered":"Escul\u00e1pio com literatura \u00e0s vezes abonam cinema"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"645\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Medico-escritor-e-cineasta-Manoel-Jaime-Xavier-Filho.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-258\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Medico-escritor-e-cineasta-Manoel-Jaime-Xavier-Filho.jpg 1000w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Medico-escritor-e-cineasta-Manoel-Jaime-Xavier-Filho-300x194.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Medico-escritor-e-cineasta-Manoel-Jaime-Xavier-Filho-768x495.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption><em>Foto: &#8220;M\u00e9dico, escritor e cineasta Manoel Jaime Xavier Filho&#8221;. <\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Existe na sabedoria popular a express\u00e3o que diz: \u201cNem s\u00f3 do p\u00e3o vive o homem\u201d. Um aforismo bastante conhecido, mas que deixa impl\u00edcito um outro n\u00e3o menos conhecido, essencialmente onisciente e bastante essencial, que \u00e9 o <strong>conhecimento<\/strong>; seja esse erudito ou n\u00e3o, mas que deva ser elementar para a exist\u00eancia de todos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 n\u00e3o basta recorrer aos grandes fil\u00f3sofos e soci\u00f3logos, ao cientificismo de suas gnoses, leituras e feitos, para que se possa construir maiores saberes. Eles foram e ainda s\u00e3o importantes, sem d\u00favida alguma, como par\u00e2metro ao que podemos ser atualmente. Mas que tenhamos de buscar em n\u00f3s mesmos, de quando em vez, as aptid\u00f5es que seriam muitas, nem sempre vistas como devem, a partir de nossas pr\u00f3prias mem\u00f3rias e heran\u00e7as gen\u00e9ticas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fazer da leitura a busca constante, ouvir bem e ver sempre, questionar quando necess\u00e1rio, s\u00e3o formas indispens\u00e1veis do conviver. Uma necessidade que deve se espelhar naquela m\u00e1xima de S\u00f3crates, que diz: \u201cS\u00f3 sei que nada sei\u201d; vindo corroborar, em l\u00f3gica, com o escritor paraibano Jos\u00e9 Am\u00e9rico de Almeida: <em>\u201cVer bem n\u00e3o \u00e9 ver tudo<\/em>: \u00e9 ver o que os outros n\u00e3o veem\u201d. Ainda no campo das letras e no sentido das palavras, evocaria um outro pensador que afirma: \u201cQuem n\u00e3o v\u00ea bem uma palavra, n\u00e3o pode ver bem uma alma\u201d, express\u00e3o que ficou gravada por Fernando Pessoa em suas gnoses.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrementes, ainda no plano das cogni\u00e7\u00f5es at\u00e9 aqui presumidas, e para utilizar um jarg\u00e3o corriqueiro e estritamente m\u00e9dico, \u201causcultando\u201d em meus alfarr\u00e1bios a curiosa e singular narrativa do ilustre m\u00e9dico e parceiro da cena cinematogr\u00e1fica, o amigo Dr. Manoel Jaime Xavier Filho, constato que a sua capacidade de medicar se coaduna e muito bem, tanto quanto poss\u00edvel, \u00e0 sua verve liter\u00e1ria. Digo isso, justamente para lembrar de seu conto, que tem por t\u00edtulo \u201cA visita m\u00e9dica\u201d, publicado em agosto de 2018 na Revista da Academia Paraibana de Medicina. O que nos d\u00e1 a certeza de um verdadeiro casamento entre o escul\u00e1pio e a literatura.<\/p>\n\n\n\n<p>E para quem vive se encantando com o <em>movie theater<\/em>, e j\u00e1 tem trabalhos realizados, as ideias de Jaime s\u00e3o como \u201cestimulantes medicamentosos\u201d, para \u201cpiorar\u201d ainda mais quem j\u00e1 est\u00e1 acometido do mal de uma grave \u201ccinefilia\u201d. Por esta raz\u00e3o, vimos seguindo e palmilhando os remotos caminhos da nossa Capital das Ac\u00e1cias, buscado resgatar mem\u00f3rias culturais e seus vultos n\u00e3o menos significantes. Sagas essas que nos t\u00eam levado aos tempos em que o cinema ainda n\u00e3o tinha aprendido a \u201cfalar\u201d. Assim, metaforizando sobre propositura acima (inclusive, sobre um dos cl\u00e1ssicos dirigido por Victor Flaming: \u201cO M\u00e9dico e o Monstro\u201d de 1941) diria que, de m\u00e9dico e de \u201cmonstro\u201d o amigo Jaime tem ainda muito a nos revelar&#8230;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">APC re\u00fane sua diretoria<\/span><\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A diretoria da Academia Paraibana de Cinema se reuniu na quarta-feira passada, de forma virtual, quando foram discutidos v\u00e1rios assuntos de ordem administrativa. Do encontro participaram a presidente da APC, atriz Zezita Matos, os professores Jo\u00e3o de Lima e Alex Santos, al\u00e9m dos acad\u00eamicos Jo\u00e3o Carlos Beltr\u00e3o e Heleno Bernardo<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os assuntos discutidos, foram lembradas algumas a\u00e7\u00f5es do N\u00facleo de Documenta\u00e7\u00e3o Cinematogr\u00e1fica (Nudoc\/UFPB) e sua parceria em 1981 com o <em>Ateliers Varan<\/em>, uma associa\u00e7\u00e3o de cineastas de Paris, na Fran\u00e7a. Ocasi\u00e3o em que foi citado tamb\u00e9m o nome da cineasta e acad\u00eamica paraibana V\u00e2nia Perazzo, Cadeira 35 da APC, beneficiada naquele acordo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe na sabedoria popular a express\u00e3o que diz: \u201cNem s\u00f3 do p\u00e3o vive o homem\u201d. 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