{"id":238,"date":"2021-03-07T11:21:43","date_gmt":"2021-03-07T14:21:43","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=238"},"modified":"2021-03-07T11:21:43","modified_gmt":"2021-03-07T14:21:43","slug":"capelinhas-do-tibiry-foi-um-projeto-a-se-perder-no-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2021\/03\/07\/capelinhas-do-tibiry-foi-um-projeto-a-se-perder-no-tempo\/","title":{"rendered":"\u201cCapelinhas do Tibiry\u201d foi um projeto a se perder no tempo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Capela-de-Sao-Goncalo-do-Patrocinio-Santa-Rita-PB-tombada-pelo-IPHAN-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-239\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Capela-de-Sao-Goncalo-do-Patrocinio-Santa-Rita-PB-tombada-pelo-IPHAN-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Capela-de-Sao-Goncalo-do-Patrocinio-Santa-Rita-PB-tombada-pelo-IPHAN-300x225.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Capela-de-Sao-Goncalo-do-Patrocinio-Santa-Rita-PB-tombada-pelo-IPHAN-768x576.jpg 768w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Capela-de-Sao-Goncalo-do-Patrocinio-Santa-Rita-PB-tombada-pelo-IPHAN-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Capela-de-Sao-Goncalo-do-Patrocinio-Santa-Rita-PB-tombada-pelo-IPHAN.jpg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Foto: &#8220;Capela de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Patroc\u00ednio, Santa Rita-PB, tombada pelo IPHAN<\/em>&#8220;. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Jornalista e cr\u00edtico de cinema paraibano Antonio Barreto Neto (dileto amigo de saudosa mem\u00f3ria), na apresenta\u00e7\u00e3o do meu primeiro livro \u201cCinema &amp; Revisionismo\u201d (1982), afirma o seguinte: \u201cH\u00e1 mais de oito anos militando na cr\u00edtica e na realiza\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica \u2013 e adotando em ambos os <em>fronts<\/em>, a mesma postura (digamos) pol\u00edtica \u2013 Alex Santos tem a autoridade que lhe confere essa experi\u00eancia para falar com desembara\u00e7o sobre as duas coisas.\u201d E conclui: \u201cA ideia de Alex \u00e9 de que, desde que haja o real apoio dos poderes p\u00fablicos e a soma de esfor\u00e7os isolados poder\u00e3o reativar e estabilizar o processo de produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica na Para\u00edba\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Cinema na sua revis\u00e3o hist\u00f3rico-pol\u00edtica, a que Barretinho se refere, ter\u00e1 sido a minha preocupa\u00e7\u00e3o naquela \u00e9poca, quando escrevi o livro. Agora, diante das incertezas, reflito e ratifico a tese sobre a necessidade de um respons\u00e1vel \u201crevisionismo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Venho acompanhando, de h\u00e1 muito, o envelhecido discurso entre alguns agentes culturais do poder p\u00fablico e a classe art\u00edstica \u2013 considerada, realmente, a construtora de artes; n\u00e3o s\u00f3 da Para\u00edba. S\u00e3o ululantes alocu\u00e7\u00f5es e promessas, todas carregadas de benesses ao fazer de uma cultura sempre pedinte, ajuda essa que nem sempre acontece. A n\u00e3o ser para \u201cos mesmos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Cotejando bem, tais \u201cpl\u00e1citos\u201d s\u00e3o como se fossem supostos e prof\u00edcuos canais irrigantes a desaguarem em agras baixas lavouras, viabilizando-as prosperidades. E que seria um real benef\u00edcio cultural \u00e0 classe trabalhadora, atrav\u00e9s dos faustosos editais de fomento cultural, que nem sempre chegam para todos, em raz\u00e3o das sabidas exce\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo que tenho visto ao longo dos tempos, nem sempre um bom projeto cai nas gra\u00e7as \u2013 o que chamaria de \u201csortil\u00e9gio beneficente\u201d \u2013 de um provedor de recursos desses editais de apoio financeiro \u00e0 arte. E isso ficou comprovado h\u00e1 quinze anos atr\u00e1s, quando submeti uma proposta de filme documental direcionada \u00e0s escolas de Ensino P\u00fablico do Estado, a um ent\u00e3o gabinete de cultura, que naquela \u00e9poca vivia \u00e0s turras com o ent\u00e3o prefeito da cidade de Santa Rita. Proposta que fora chancelada pelo IPHAN (Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional), quando sua sede funcionava ainda na Pra\u00e7a Rio Branco, \u00e9poca da superintendente Eliane de Castro Machado, de saudosa mem\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, inscrito em tempo h\u00e1bil, mesmo aprovado em duas comiss\u00f5es da pr\u00f3pria Secretaria de Cultura do Estado \u2013 jur\u00eddica e financeiramente \u2013 foi rejeitado pelo gabinete de fomento, simplesmente porque lhe faltou o \u201cjeitinho simp\u00e1tico\u201d, pr\u00f3prio\/habitual, da ampla maioria dos demandantes. Desde ent\u00e3o, tenho produzido nossos audiovisuais com recursos pr\u00f3prios e de parceiros que comungam do mesmo pensamento que eu. Poupando-me, assim, de alguns protocolares constrangimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCapelas do Tibiry\u201d, proposta que submeti para cinema documental, originalmente em bitola f\u00edlmica de 16mm, elaborada sobre as igrejinhas barrocas, tinha como foco a Coloniza\u00e7\u00e3o da Para\u00edba \u2013 Hist\u00f3ria pura! Pesquisas sobretudo em Hor\u00e1cio de Almeida, al\u00e9m de assessorias abalizadas junto aos historiadores locais, como Jos\u00e9 Oct\u00e1vio de Arruda Mello e a santarritense Martha Falc\u00e3o de Carvalho, ambos do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Paraibano (IHGP). Nosso projeto f\u00edlmico real\u00e7ava as bases das primeiras edifica\u00e7\u00f5es religiosas do s\u00e9culo XVI, revendo as capelinhas de Tibiry, nos canaviais de Santa Rita, inclusive a de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Patroc\u00ednio (<strong><em>foto<\/em><\/strong>), tombada pelo IPHAN. Hoje, vejo com certa apreens\u00e3o essa hist\u00f3ria do fomento institucional \u00e0 Cultura. At\u00e9 pelos atuais crivos federais \u00e0 liberdade de express\u00e3o de artistas e imprensa, em todo o pa\u00eds. No entanto, admito: h\u00e1 de se insistir sempre, se for um projeto culturalmente educativo e v\u00e1lido, como foi o nosso \u00e0quela \u00e9poca. Triste epis\u00f3dio a me desencantar sobre os editais p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">APC e a Gera\u00e7\u00e3o 59<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Patrono da Cadeira 15 da Academia Paraibana de Cinema (ocupada hoje pelo ator Fernando Teixeira), o poeta e cineasta Jurandy Moura foi o autor do document\u00e1rio em preto&amp;branco \u201cPadre Z\u00e9 Estende a M\u00e3o\u201d. Ele tamb\u00e9m foi integrante de raro grupo de poesias denominado Gera\u00e7\u00e3o 59, juntamente com uma dezena de parceiros paraibanos.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de Jurandy na poesia consta das p\u00e1ginas de um livro, que tem por t\u00edtulo \u201cGera\u00e7\u00e3o 59\u201d, editado pela Linha D\u2019\u00e1gua, e reeditado em 2009, que esta semana foi entregue pelo historiador Jos\u00e9 Oct\u00e1vio de Arruda Mello \u00e0 Academia Paraibana de Cinema, para fazer parte do seu acervo. A diretoria da APC agradece ao insigne historiador.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalista e cr\u00edtico de cinema paraibano Antonio Barreto Neto (dileto amigo de saudosa mem\u00f3ria), na apresenta\u00e7\u00e3o do meu primeiro livro \u201cCinema &amp; Revisionismo\u201d (1982), afirma&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":239,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"\u201cCapelinhas do Tibiry\u201d foi um projeto a se perder no tempo - Coisas de Cinema","description":"Jornalista e cr\u00edtico de cinema paraibano Antonio Barreto Neto (dileto amigo de saudosa mem\u00f3ria), na apresenta\u00e7\u00e3o do meu primeiro livro \u201cCinema &amp; Revisionism"},"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[102,101,100],"class_list":["post-238","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-iphan","tag-santa-rita","tag-tibiry","yosemite-has-thumbnail"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Capela-de-Sao-Goncalo-do-Patrocinio-Santa-Rita-PB-tombada-pelo-IPHAN.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=238"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":240,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/238\/revisions\/240"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/239"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}