{"id":209,"date":"2021-01-23T12:00:00","date_gmt":"2021-01-23T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=209"},"modified":"2021-01-22T14:15:36","modified_gmt":"2021-01-22T17:15:36","slug":"tapuio-o-salterio-que-nos-remete-ao-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2021\/01\/23\/tapuio-o-salterio-que-nos-remete-ao-cinema\/","title":{"rendered":"Tapuio, o salt\u00e9rio que nos remete ao cinema"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Tapuio-obra-do-jornalista-Jose-Nunes-694x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-210\" width=\"203\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Tapuio-obra-do-jornalista-Jose-Nunes-694x1024.jpg 694w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Tapuio-obra-do-jornalista-Jose-Nunes-203x300.jpg 203w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Tapuio-obra-do-jornalista-Jose-Nunes-768x1133.jpg 768w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Tapuio-obra-do-jornalista-Jose-Nunes.jpg 1000w\" sizes=\"auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px\" \/><figcaption><em>Foto: &#8220;Tapuio obra do jornalista Jos\u00e9 Nunes&#8221;. <\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Existem leituras que nos causam emo\u00e7\u00f5es diferenciadas e d\u00e3o prazeres indescrit\u00edveis. Por mais simples que seja o texto, a narrativa. Mas, h\u00e1 algumas que superam a tudo isso, principalmente quando a cotejamos com coisas que vivenciamos e que j\u00e1 fazem parte do nosso <em>m\u00e9tier <\/em>de of\u00edcio. No caso, o cinema.<\/p>\n\n\n\n<p>Refiro-me ao novo salt\u00e9rio do parceiro de A Uni\u00e3o, jornalista e escritor Jos\u00e9 Nunes. Seu \u201cTapuio \u2013 do nascer ao entardecer\u201d, se bem avalio, trouxe-me duas vis\u00f5es n\u00e3o meramente rom\u00e2nticas, mas de biografias cogentes. Uma que ainda trago a partir de mem\u00f3rias pr\u00f3prias de inf\u00e2ncia, oriundas de minha ancestralidade paterna nos contrafortes da Borborema, que se estenderam \u00e0 adolesc\u00eancia na cidade de Santa Rita; a outra, que tenho como acess\u00f3rios profissionais \u2013 o cinema e o jornalismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Algu\u00e9m que conhe\u00e7o escreveu: \u201cOs livros s\u00e3o meus ro\u00e7ados\u201d. Ao que, de pronto, afirmo: no cinema, o meu universo de luz, sombras e encantamento; no jornalismo, o anteparo de minhas aspira\u00e7\u00f5es comunicantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Particularmente no caso do cinema, vejo na narrativa de Nunes aquela rela\u00e7\u00e3o poucas vezes encontrada em outros textos autobiogr\u00e1ficos, que me foram apresentados e tenho lido. Quando ele dispensa eloqu\u00eancias, exageros na constru\u00e7\u00e3o das palavras, albergando sentimentos que nos parecem puros e verdadeiramente reais \u00e0s mem\u00f3rias de sua inf\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro v\u00edeis que me remete \u201cTapuio\u201d ao cinema \u00e9 quando assimilo na sua forma ficcional \u2013 quero dizer, vendo em seu texto, como tal, uma refer\u00eancia clara e objetiva, mesmo que involuntariamente \u2013 uma similaridade com a constru\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica\/videogr\u00e1fica, como se o texto buscasse o ritmo de espa\u00e7o-tempo muito semelhante \u00e0 montagem em cinema. Neste sentido, a colagem de fotogramas que d\u00e1 mobilidade \u00e0 imagem cinematogr\u00e1fica (no caso da videografia, edi\u00e7\u00e3o de frames). Na narrativa de \u201cTapuio\u201d, a jun\u00e7\u00e3o de frases e de par\u00e1grafos curtos do texto nos d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de uma imagem em movimento, t\u00edpica do cinema.<\/p>\n\n\n\n<p>As imagens simbolicamente descritas no in\u00edcio do livro pelo autor, que adv\u00e9m de suas mem\u00f3rias infantis e do s\u00edtio de seu habitat, \u00e9 como se tivessem nos preparando a um press\u00e1gio nada l\u00fadico. E isso vamos encontrar numas das fases do livro \u2013 \u201cQuando as ra\u00edzes murcham\u201d. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, al\u00e9m de uma vis\u00e3o cinematogr\u00e1fica que enxergo em \u201cTapuio\u201d, h\u00e1 outra cogni\u00e7\u00e3o (qui\u00e7\u00e1 n\u00e3o lembrada pelo autor) entre mim e o pr\u00f3prio Nunes: a nossa participa\u00e7\u00e3o redacional no jornal O Norte, na d\u00e9cada de 70. Nessa \u00e9poca, de 1973 a 1981 fiz parte da reda\u00e7\u00e3o do jornal, como <em>copydesk<\/em>, ainda na fase do teletipo, depois passando a coeditor do Segundo Caderno, tamb\u00e9m com a coluna di\u00e1ria Tela &amp; Palco, sob a editoria de Evandro N\u00f3brega, tendo na administra\u00e7\u00e3o do jornal Te\u00f3crito Leal, nos tempos de Marconi G\u00f3es. Por tudo isso, amigo Nunes, \u00e9 bom t\u00ea-lo como parceiro de \u201cbatente\u201d em A Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">APC: Zezita no Para\u00edba em Revista<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>A presidente da Academia Paraibana de Cinema, atriz Zezita Matos, foi entrevistada recentemente em um programa da R\u00e1dio Tabajara, pelos apresentadores Adeildo Vieira e Cintia Per\u00f4nio. Zezita tra\u00e7ou seu perfil de carreira como atriz de sucesso no teatro, cinema e televis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa \u00e9 Para\u00edba em Revista, apresentado de segunda \u00e0 sexta-feira, sempre \u00e0s 14 horas, valorizando sobretudo os artistas da m\u00fasica paraibana. Mas agora abriu uma janela para o cinema \u2013 De olho na Tela. Novos integrantes da APC dever\u00e3o participar tamb\u00e9m do programa, segundo informou o m\u00fasico Adeildo Vieira, que t\u00e3o bem comp\u00f4s as trilhas sonoras do audiovisual \u201cAm\u00e9rico \u2013 Falc\u00e3o Peregrino\u201d, de Alex Santos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem leituras que nos causam emo\u00e7\u00f5es diferenciadas e d\u00e3o prazeres indescrit\u00edveis. Por mais simples que seja o texto, a narrativa. 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