{"id":184,"date":"2020-12-19T12:00:00","date_gmt":"2020-12-19T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=184"},"modified":"2020-12-18T09:50:14","modified_gmt":"2020-12-18T12:50:14","slug":"poltrona-rasgada-no-olhar-de-um-abismado-musicista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2020\/12\/19\/poltrona-rasgada-no-olhar-de-um-abismado-musicista\/","title":{"rendered":"\u201cPoltrona Rasgada\u201d no olhar de um abismado musicista"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"301\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cinema-tradicao-e-seus-atores-formam-a-narrativa-de-POLTRONA-RASGADA.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-185\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cinema-tradicao-e-seus-atores-formam-a-narrativa-de-POLTRONA-RASGADA.jpg 1000w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cinema-tradicao-e-seus-atores-formam-a-narrativa-de-POLTRONA-RASGADA-300x90.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cinema-tradicao-e-seus-atores-formam-a-narrativa-de-POLTRONA-RASGADA-768x231.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption><em>Foto: &#8220;Cinema, tradi\u00e7\u00e3o e seus atores formam a narrativa de POLTRONA RASGADA&#8221;.<\/em> <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O que seriam das luzes e <em>\u00e9crans<\/em> do cinema, em todos os seus tons de cinza e de matizes, se n\u00e3o para reproduzirem as maravilhas dos ambientes e de seus atores, criando mais atmosfera e divers\u00e3o ao nosso habit\u00e1vel mundo de tantas diferen\u00e7as raciais e cren\u00e7as? Ser\u00e1 mesmo cogente existir um \u201ccinema autoral\u201d, aquele que reconstr\u00f3i, sob uma \u00f3tica diferenciada, at\u00e9 apaixonada, o pr\u00f3prio universo de costumes, cenografias e feitos em que est\u00e1 inserido? &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns como eu \u2013 e n\u00e3o s\u00e3o muitos \u2013 acreditam na probabilidade desse cinema. Um cinema aut\u00f4nomo, seja numa bitola cl\u00e1ssica (pel\u00edcula) ou moderno recurso digital, mas que deite um olhar respons\u00e1vel sobre aquilo que nos \u00e9 mais caro e significante: a urbe em que vivemos, mesmo com suas contradi\u00e7\u00f5es. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por que algu\u00e9m menos sens\u00edvel ao cotidiano da nossa urbanidade, das coisas simples, apenas enxergam o modernismo, a virtualidade di\u00e1fana do <em>cyber <\/em><em>pyrotechnics <\/em>e a \u201cespetacula\u00e7\u00e3o\u201d das coisas? Se n\u00e3o me engano, parece ser essa a tend\u00eancia do momento, inclusive na profiss\u00e3o dos que dizem fazer cinema.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, h\u00e1 quem aposte no resgate das tradi\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m como forma musical, mas que termina por se envolver \u2013 e muito bem \u2013 com o audiovisual. Como representa\u00e7\u00e3o de uma realidade (fic\u00e7\u00e3o), ou mesmo atrav\u00e9s do segmento documental. Em ambos os casos, presando pela verossimilhan\u00e7a das coisas, fatos e pessoas, valorizando sempre aquilo que ter\u00e1 sido e continua existindo historicamente importante. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Esse indiv\u00edduo existe, sim! Eu o conheci nos corredores da Universidade Federal da Para\u00edba. Ele, fiel \u00e0 sua m\u00fasica de qualidade; eu, apenas ao cinema. Da\u00ed, surgiu uma parceria que s\u00f3 nos deu prazer, na realiza\u00e7\u00e3o de \u201cAm\u00e9rico \u2013 Falc\u00e3o Peregrino\u201d. Sua trilha sonora harm\u00f4nica, revive alguns versos do poeta de Lucena, sublimando ainda mais a nossa narrativa audiovisual.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu nome, Adeildo Vieira, por algum tempo, igualmente colunista deste jornal. Um artista cuja obra singular, presa sobretudo aquilo que diz respeito \u00e0 cidade em que vive. E \u00e9 dele o que passo a transcrever a seguir: &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssisti &#8220;Poltrona Rasgada&#8221; (exibido durante o FestAruanda) e constatei que a minha maior empatia com esses seus filmes, Alex, \u00e9 o debru\u00e7amento sobre a cidade de Jo\u00e3o Pessoa. Um olhar hist\u00f3rico apaixonado, o que, com certeza, encontra em Manoel Jaime uma verdadeira conflu\u00eancia de ideias no que tange a esse olhar t\u00e3o especial \u00e0 capital paraibana. Jo\u00e3o Pessoa precisa dessa percep\u00e7\u00e3o exaltada em obras art\u00edsticas, levando ao mundo, pelo vi\u00e9s criativo de seus artistas, o universo cultural que habita dentro de n\u00f3s sem que muitos sequer o percebam. Que fa\u00e7amos o que, h\u00e1 muito, fazem os artistas baianos, que se orgulham de sua &#8220;baianidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o melhor de tudo isso \u00e9 que nesses filmes desvelam-se fatos hist\u00f3ricos que ficaram turvos na mem\u00f3ria devido \u00e0 poeira do tempo. Tamb\u00e9m vale ressaltar o legado po\u00e9tico de muitos que fizeram (e ainda fazem, aqui ou alhures) o imagin\u00e1rio coletivo de todos n\u00f3s. Ao exaltar os tra\u00e7os do passado, estamos mesmo \u00e9 filmando o futuro, numa pel\u00edcula simb\u00f3lica e afirmativa que encher\u00e1 as salas escuras de nossos cora\u00e7\u00f5es parahybanos de esperan\u00e7a. Abra\u00e7\u00e3o, meu amigo!\u201d <em>Ipsis verbis<\/em>, parceiro Adeildo. Compartilho e agrade\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">FestAruanda debate \u201cPoltrona Rasgada\u201d<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Ocupante da Cadeira 5 da Academia Paraibana de Cinema (cujo Patrono \u00e9 seu pai, o pioneiro exibidor Severino Alexandre Santos), o cineasta Alex Santos foi convidado e participou esta semana da Sala de Debates do 15<sup>0<\/sup> FestAruanda, quando discorreu sobre a proposta de sua obra, realizada com a participa\u00e7\u00e3o do escritor Manoel Jaime Xavier, parceiro da Academia de Cinema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPoltrona Rasgada\u201d, fic\u00e7\u00e3o em m\u00e9dia-metragem, 40 minutos de dura\u00e7\u00e3o, inscrito <em>hors-concours<\/em>, foi um dos trabalhos debatidos e que teve a media\u00e7\u00e3o do curador e diretor art\u00edstico do FestAruanda, Amilton Pinheiro. O convite foi formulado pelo coordenador geral do festival, tamb\u00e9m acad\u00eamico L\u00facio Vilar. O link para assistir ao debate \u00e9 o seguinte: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hWjsF04VDao&amp;ab_channel=FestivalAruanda<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que seriam das luzes e \u00e9crans do cinema, em todos os seus tons de cinza e de matizes, se n\u00e3o para reproduzirem as maravilhas&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":187,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"\u201cPoltrona Rasgada\u201d no olhar de um abismado musicista - Coisas de Cinema","description":"O que seriam das luzes e \u00e9crans do cinema, em todos os seus tons de cinza e de matizes, se n\u00e3o para reproduzirem as maravilhas dos ambientes e de seus atores, c"},"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[65,67],"class_list":["post-184","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-festaruanda","tag-poltrona-rasgada","yosemite-has-thumbnail"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Arthur-Luna-em-POLTRONA-RASGADA.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=184"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":186,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184\/revisions\/186"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}