{"id":177,"date":"2020-12-05T12:00:00","date_gmt":"2020-12-05T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=177"},"modified":"2020-12-04T14:00:17","modified_gmt":"2020-12-04T17:00:17","slug":"vai-se-o-homem-fica-para-sempre-a-alma-do-artista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2020\/12\/05\/vai-se-o-homem-fica-para-sempre-a-alma-do-artista\/","title":{"rendered":"Vai-se o homem; fica para sempre, a alma do artista!"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cineasta-Linduarte-Noronha-e-cenas-de-sua-obra-maior-Aruanda..jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-178\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cineasta-Linduarte-Noronha-e-cenas-de-sua-obra-maior-Aruanda..jpeg 720w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Cineasta-Linduarte-Noronha-e-cenas-de-sua-obra-maior-Aruanda.-300x169.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><figcaption><em>Foto: &#8220;Cineasta Linduarte Noronha e cenas de sua obra maior, Aruanda.<\/em>&#8221; <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Costumo afirmar, em conversas com alguns parceiros de batente, que as \u201ccoisas de cinema\u201d s\u00e3o eternas. Da\u00ed, o chamamento ao meu blog, que sempre vai no final de cada coluna que escrevo em A Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Justos h\u00e1 dez anos atr\u00e1s, homenageava atrav\u00e9s desta mesma coluna \u2013 enquanto admirador e parceiro de universidade, de nossas conversas sobre aulas e alunos, embaixo das \u00e1rvores do Decom \u2013 o professor Linduarte Noronha, pelo cinquenten\u00e1rio de sua obra maior para o cinema. E conclu\u00eda meu artigo dizendo: Parab\u00e9ns, amigo Linduarte! Pelo feito marcante de \u201cAruanda\u201d e por existires.<\/p>\n\n\n\n<p>A rigor, aquele \u201c&#8230; <em>e por existires<\/em>\u201d, \u00e0 \u00e9poca, tinha o significado de sua exist\u00eancia f\u00edsica, de sua coloquial conviv\u00eancia conosco e nossos papos sobre cinema, mas tamb\u00e9m de Academia, que passou a lhe honrar como Patrono da Cadeira 01. Agora, reavaliando a mesma express\u00e3o (&#8230; <em>e por existires<\/em>), vejo que o seu sentido n\u00e3o muda muito. Ela \u00e9, hoje, t\u00e3o pr\u00f3pria e sintom\u00e1tica como a de antes. Pelo simples fato de que, o bom Artista se eterniza. Ele sempre existir\u00e1 em nossas mem\u00f3rias&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Em sendo assim, por analogia, lembro que ele j\u00e1 come\u00e7ou a existir com nome de artista. N\u00e3o s\u00f3 porque tenha realizado um dos document\u00e1rios mais singulares e revolucion\u00e1rios da hist\u00f3ria dos cinemas paraibano e brasileiro, h\u00e1 justos 60 anos, mas por marcar o pr\u00f3pria Cinema Novo com \u201cAruanda\u201d. Document\u00e1rio esse que fizemos quest\u00e3o de homenagear em nosso m\u00e9dia-fic\u00e7\u00e3o \u201cAntomarchi\u201d (2010), resgatando e expondo cenas do seu filme numa das esquinas do Cine Rex dos anos 60, cinquenta anos depois. Lembremos, ainda, mais uma obra sua e inesquec\u00edvel para o nosso cinema: \u201cO Sal\u00e1rio da Morte\u201d, considerado o primeiro longa-metragem genuinamente paraibano.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, independentemente do feito por ele realizado, detenho-me ao seu pr\u00f3prio nome de batismo: LINDUARTE. Afora o sentido estimativo que o voc\u00e1bulo possa imprimir, uma adequa\u00e7\u00e3o de seu nome \u00e9 deveras significante, igualmente no plano das artes. Sen\u00e3o vejamos essa intrigante \u201cequa\u00e7\u00e3o\u201d: Trocando-se a base\/raiz da estrutura da palavra Lindu (por belo-a) + arte = Bela Arte. Desculpem o trocadilho, mas n\u00e3o seria coincid\u00eancia demais?&#8230; Agora, novas homenagens a Linduarte Noronha ser\u00e3o prestadas, atrav\u00e9s do FestAruanda. E tamb\u00e9m o meu tributo ao nosso \u201cprior\u201d, n\u00e3o apenas pelo seu feito com \u201cAruanda\u201d \u2013 cinquenta anos de escola de cinema documental no Nordeste brasileiro, sobretudo \u2013, mas, certamente, pelas bases t\u00e9cnica e reflexiva por ele utilizadas, em raz\u00e3o dos valores locais, aos quais ainda hoje recorremos, em termos de Cinema Paraibano. Mais ainda, em raz\u00e3o de sua destacada mem\u00f3ria representativa\/respeitosa, que, acredito, jamais ser\u00e1 olvidada. Vai-se o homem; fica para sempre, a alma do Artista!<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Audiovisual paraibano estreia no YouTube<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Com abertura de mais um festival de cinema em nosso Estado, na pr\u00f3xima quinta-feira (10), um novo audiovisual paraibano, em m\u00e9dia-metragem, ser\u00e1 assistido pelo YouTube. Trata-se de \u201cPoltrona Rasgada\u201d, uma realiza\u00e7\u00e3o dos integrantes da Academia Paraibana de Cinema, Alex Santos e Manoel Jaime Xavier.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dia-metragem, que j\u00e1 pode ser assistido a partir de agora pelo <em>streaming, <\/em>completa uma trilogia sobre a cidade de Jo\u00e3o Pessoa e alguns fatos ocorridos h\u00e1 dezenas de anos atr\u00e1s, iniciada havia dez anos, com \u201cAntomarchi\u201d e \u201cAm\u00e9rico \u00b4Falc\u00e3o Peregrino\u201d, ambos tamb\u00e9m m\u00e9dias e premiados pela APC. Todas elas trazem a marca da empresa paraibana produ\u00e7\u00f5es de Cinema e V\u00eddeo &#8211; ASProd.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Costumo afirmar, em conversas com alguns parceiros de batente, que as \u201ccoisas de cinema\u201d s\u00e3o eternas. 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