{"id":166,"date":"2020-11-15T07:20:09","date_gmt":"2020-11-15T10:20:09","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=166"},"modified":"2020-11-15T07:20:10","modified_gmt":"2020-11-15T10:20:10","slug":"cinema-e-memorias-sao-valores-representativos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2020\/11\/15\/cinema-e-memorias-sao-valores-representativos\/","title":{"rendered":"Cinema e mem\u00f3rias s\u00e3o valores representativos"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Em-Poltrona-Rasgada-os-atores-Ricardo-Moreira-e-Arthur-Luna-no-remake-de-um-classico-do-cinema.-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-167\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Em-Poltrona-Rasgada-os-atores-Ricardo-Moreira-e-Arthur-Luna-no-remake-de-um-classico-do-cinema.-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Em-Poltrona-Rasgada-os-atores-Ricardo-Moreira-e-Arthur-Luna-no-remake-de-um-classico-do-cinema.-300x169.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Em-Poltrona-Rasgada-os-atores-Ricardo-Moreira-e-Arthur-Luna-no-remake-de-um-classico-do-cinema.-768x432.jpg 768w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/Em-Poltrona-Rasgada-os-atores-Ricardo-Moreira-e-Arthur-Luna-no-remake-de-um-classico-do-cinema..jpg 1500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption><em>Foto: &#8220;Em Poltrona Rasgada, os atores Ricardo Moreira e Arthur Luna, no remake de um cl\u00e1ssico do cinema.&#8221;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O cinema paraibano sempre se pautou nos feitos de seus pioneiros. Isso, desde os tempos de Walfredo Rodriguez no plano do document\u00e1rio, ou muito antes, com Nicola Maria Parente em sua performance de \u201calma de artista e vision\u00e1rio\u201d, trazendo para a Parahyba, ainda nos fins do s\u00e9culo dezenove, o revolucion\u00e1rio <em>cinemat\u00f3grafo<\/em>, como umas das atra\u00e7\u00f5es da Festa das Neves.<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente, jamais seria justo ver esse cinema de tantas e importantes mem\u00f3rias s\u00f3 com base nos feitos atuais, ou apenas s\u00f3 a partir de \u201cAruanda\u201d, olvidando os reais esfor\u00e7os daqueles que abriram veredas para os nossos caminhos, literalmente \u201cmanivelando\u201d uma fantasia de luzes e sombras.<\/p>\n\n\n\n<p>Afirmo isso, em raz\u00e3o das decep\u00e7\u00f5es que tive com a maioria dos meus alunos, quando indagados sobre o pioneirismo do nosso cinema, sobre o qual nada ou quase nada conheciam a respeito. O que \u00e9 deveras grave para uma juventude hoje militante no campo do audiovisual (e at\u00e9 em cinema), sem conhecer-lhe as verdadeiras origens.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre tenho afirmado que, se considerarmos as coisas pelo curso das mem\u00f3rias, \u00e9 muito mais f\u00e1cil se aquilatar os feitos do presente. A hist\u00f3ria do cinema paraibano \u00e9 tudo, como refer\u00eancia \u00e0s pr\u00e1ticas atuais. E n\u00e3o sem raz\u00e3o, tenho parceiros que comungam dessa compreens\u00e3o, igualmente atinados a se preocuparem com a nossa Mem\u00f3ria Cultural. Amigos tais, com quem tenho mantido di\u00e1logos atilados na constru\u00e7\u00e3o de alguns trabalhos, sobretudo em raz\u00e3o da nossa Capital, sua est\u00e9tica urbana e figuras humanas singulares.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando da realiza\u00e7\u00e3o de \u201cAntomarchi\u201d, em 2010 \u2013 em que dividi anseios de valoriza\u00e7\u00e3o sobre a nossa urbe, seus enredos e cenografias, com o parceiro Mirabeau Dias \u2013, tra\u00e7amos o relato intrigante de um personagem revivendo um passado cheio de nuan\u00e7as existenciais. Iniciava-se ali, a rigor, uma trilogia que passaria por \u201cAm\u00e9rico \u2013 Falc\u00e3o Peregrino\u201d, alguns anos depois, conclu\u00edda agora com o \u201cPoltrona Rasgada\u201d (lan\u00e7amento previsto para ainda este ano). Esses dois \u00faltimos trabalhos com o aporte de conhecimentos de dois nobres parceiros, tamb\u00e9m zelosos das coisas do cinema e da cidade em que vivemos.<\/p>\n\n\n\n<p>Igualmente escritores, n\u00e3o menos \u201ccinemistas\u201d como eu, Manoel Jaime Xavier e Moacir Barbosa de Sousa abra\u00e7aram o projeto da \u201cPoltrona&#8230;\u201d. N\u00e3o apenas pelo registro de um evento at\u00e9 hoje aceito como ver\u00eddico, ocorrido em uma importante sala de proje\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Pessoa, havia mais de sessenta anos, mas pela repercuss\u00e3o que teve socialmente na \u00e9poca, quando a <em>movie-art<\/em> era considerada o <em>grand d\u00e9but <\/em>cultural da \u00e9poca. Pois bem, todo esse relato \u00e9 para lembrar que, quer se queira ou n\u00e3o, nossas ra\u00edzes s\u00e3o representativas para o que hoje constru\u00edmos. Se assim n\u00e3o fora, que import\u00e2ncia teria a Hist\u00f3ria dos povos?<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">FestAruanda a todo vapor&#8230;<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Academia Paraibana de Cinema (APC), parceira que \u00e9 do Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, apoiou e registra importante <em>live<\/em> coordenada pelo professor L\u00facio Vilar, acad\u00eamico da APC (cadeira 24), debate em que teve a participa\u00e7\u00e3o do escritor mineiro Fernando Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>O encontro serviu para se discutir sobre \u201cLiteratura que virou Cinema\u201d e o sentido das adapta\u00e7\u00f5es de obras do escritor, entre elas, \u201cCora\u00e7\u00f5es Sujos\u201d, \u201cOlga\u201d, \u201cOs \u00daltimos Soldados da Guerra Fria\u201d e \u201cChat\u00f4, o Rei do Brasil\u201d, filme esse focado nas realiza\u00e7\u00f5es do paraibano Chateaubriand Bandeira de Mello, precursor da televis\u00e3o no Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cinema paraibano sempre se pautou nos feitos de seus pioneiros. 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