{"id":158,"date":"2020-10-31T12:00:00","date_gmt":"2020-10-31T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=158"},"modified":"2020-10-29T16:01:07","modified_gmt":"2020-10-29T19:01:07","slug":"se-ha-refri-e-cisticerco-o-cinema-pouco-importa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2020\/10\/31\/se-ha-refri-e-cisticerco-o-cinema-pouco-importa\/","title":{"rendered":"Se h\u00e1 \u201crefri\u201d e cisticerco, o cinema pouco importa"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"500\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-cinema-tem-suas-especificidades-nao-e-ainda-uma-mera-baiuca..jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-159\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-cinema-tem-suas-especificidades-nao-e-ainda-uma-mera-baiuca..jpg 750w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-cinema-tem-suas-especificidades-nao-e-ainda-uma-mera-baiuca.-300x200.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-cinema-tem-suas-especificidades-nao-e-ainda-uma-mera-baiuca.-370x247.jpg 370w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>&#8220;<em>Legenda: O cinema tem suas especificidades, n\u00e3o \u00e9 ainda uma mera baiuca.<\/em>&#8220;<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O cinema dos dias hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a arte-mito que sempre foi. E jamais poderia ser; os tempos s\u00e3o outros&#8230; O cinema atual perdeu seu real glamour, seus habituais encantamentos e sortil\u00e9gios. E apesar de estar sendo apoiado pelo di\u00e1fano da grande m\u00eddia, jamais se diga que o glamour hollywoodiano representa verdadeiramente a magia do cinema. Seria, ent\u00e3o, menosprezar a verdadeira face de uma Arte que, durante d\u00e9cadas, sempre foi o fetiche de multid\u00f5es no mundo todo. Esse mesmo cinema que se perdeu no tempo, ao migrar das comunidades e dos bairros, travestindo-se de p\u00e9rfido multiplex. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dias atr\u00e1s, recebi a solicita\u00e7\u00e3o de um parceiro da Academia de Cinema que me pedia para participar de <em>live<\/em>, onde se discutiria sobre a possiblidade de abertura ou n\u00e3o das salas de cinema em Jo\u00e3o Pessoa. Fiquei em d\u00favida, se participaria ou n\u00e3o da t\u00e3o oportuna quest\u00e3o. Refleti bem e usei de uma velha m\u00e1xima latina: \u201cIn dubio pro reo\u201d. Ent\u00e3o, optei em n\u00e3o participar, tamb\u00e9m por outros compromissos agendados. Decidi, ent\u00e3o, em favor do pr\u00f3prio r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>Se \u00e9 verdade que o cinema vive hoje impetrado por uma causa que n\u00e3o protagonizou, mas que teve seus direitos e liberdades individuais, sociais e empresariais (temporariamente, espero) cassados, em raz\u00e3o da pandemia que ainda se mostra em expans\u00e3o, \u00f3bvio, que os danos at\u00e9 ent\u00e3o manifestos n\u00e3o atingem apenas no financeiro dessas empresas, mas seus espectadores. E por mais reservas e protocolos que existam, conforme tem se apregoado, o risco ainda \u00e9 grande, a partir dos aglomerados que t\u00eam sido inevit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, com desd\u00e9m, assisti a uma entrevista onde se afirmava que, \u201cS\u00f3 a venda de ingressos com o com\u00e9rcio da bomboniere e publicidade, corresponde ao total de 30 milh\u00f5es de preju\u00edzo. E que por ser a Para\u00edba uma regi\u00e3o rica culturalmente (a n\u00e3o inclus\u00e3o de salas), est\u00e1 causando a extin\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito coletivo de cultura\u201d (Sic).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o vejo dessa forma, o que se afirma de \u201cextin\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito de cultura\u201d. H\u00e1 muito tempo que o verdadeiro h\u00e1bito de se ir ao cinema foi solapado. Hoje se vai ao shopping; n\u00e3o ao cinema. Infelizmente, falta-nos uma coisa que o cinema exigia: o ritual. Sim, o verdadeiro e l\u00fadico ritual de se ir a uma sala de proje\u00e7\u00e3o para se assistir a uma pel\u00edcula. Uma prepara\u00e7\u00e3o sensorial ao cinema j\u00e1 iniciada mesmo antes de adentrarmos ao mundo m\u00e1gico de luz e sombras.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 pandemia, se existe ou n\u00e3o o cumprimento de protocolos de sa\u00fade pelas empresas exibidoras, esse \u00e9 um assunto que n\u00e3o nos diz respeito diretamente. E, quanto a afirma\u00e7\u00e3o do entrevistado de que, \u201cna Europa n\u00e3o houve registro de doen\u00e7a no p\u00fablico das salas de cinema\u201d, bom \u00e9 se rever o momento atual, l\u00e1 mesmo em pa\u00edses europeus. Acreditou-se j\u00e1 estarem fora da pandemia, mas tiveram de rever tudo que \u00e9 protocolo; porque tudo voltou. Verdade seja de que, se \u00e9 grave a quest\u00e3o empresarial e financeira, ent\u00e3o que se abram as salas e deixe o seu \u201cgado\u201d adentrar. O que vale nos dias atuais \u00e9 a pec\u00fania mesmo&#8230; Contudo, vai aqui uma sugest\u00e3o ao empresariado das salas de shoppings: Por que n\u00e3o sanar seus problemas de finan\u00e7as vendendo s\u00f3 cisticercos (pipocas) e \u201crefri\u201d (refrigerantes), j\u00e1 que s\u00e3o, como dizem, produtos tamb\u00e9m da atual cultura cinematogr\u00e1fica?(Sic)<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Linduarte Noronha no r\u00e1dio e cinema<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>O cineasta <strong>Linduarte Noronha<\/strong> \u2013 primeiro ocupante da Cadeira 01 da Academia Paraibana de Cinema (Patrono: Nicola Maria Parente) \u2013 teve sua origem no r\u00e1dio paraibano. Esta afirma\u00e7\u00e3o est\u00e1 no novo livro do historiador Jos\u00e9 Oct\u00e1vio de Arruda Mello, cujo t\u00edtulo \u00e9 \u201cA Arapuan e o R\u00e1dio Paraibano \u2013 Uma biografia Dual\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Focado, principalmente, na trajet\u00f3ria do radialista Otinaldo Louren\u00e7o, o livro registra participa\u00e7\u00e3o de Otinaldo no programa \u201cSala de Espet\u00e1culos\u201d, di\u00e1rio da R\u00e1dio Arapuan \u201ce Linduarte Noronha que, desde 1944, militava na radiofonia paraibana.\u201d \u201cA Arapuan e o R\u00e1dio Paraibano\u201d ser\u00e1 lan\u00e7ado no pr\u00f3ximo s\u00e1bado, \u00e0s 9:00hs da manh\u00e3, na API. O autor registrou um convite extensivo aos membros da Academia de Cinema, que vai aqui registrado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cinema dos dias hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a arte-mito que sempre foi. E jamais poderia ser; os tempos s\u00e3o outros&#8230; O cinema atual&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":159,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"Se h\u00e1 \u201crefri\u201d e cisticerco, o cinema pouco importa - Coisas de Cinema","description":"O cinema dos dias hoje j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a arte-mito que sempre foi. E jamais poderia ser; os tempos s\u00e3o outros... O cinema atual perdeu seu real glamour, seus habi"},"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[5,60],"class_list":["post-158","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-cinema","tag-pandemia","yosemite-has-thumbnail"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-cinema-tem-suas-especificidades-nao-e-ainda-uma-mera-baiuca..jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=158"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":160,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/158\/revisions\/160"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/159"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}