{"id":154,"date":"2020-10-24T12:00:00","date_gmt":"2020-10-24T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=154"},"modified":"2020-10-22T16:32:53","modified_gmt":"2020-10-22T19:32:53","slug":"o-coqueiro-nos-40-anos-de-seu-premio-na-sudene","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2020\/10\/24\/o-coqueiro-nos-40-anos-de-seu-premio-na-sudene\/","title":{"rendered":"\u201cO Coqueiro\u201d nos 40 anos de seu pr\u00eamio na Sudene"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"516\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Igreja-da-Guia-um-dos-marcos-de-Lucena-em-O-Coqueiro..jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-155\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Igreja-da-Guia-um-dos-marcos-de-Lucena-em-O-Coqueiro..jpg 1000w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Igreja-da-Guia-um-dos-marcos-de-Lucena-em-O-Coqueiro.-300x155.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Igreja-da-Guia-um-dos-marcos-de-Lucena-em-O-Coqueiro.-768x396.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption><em>Foto: Igreja da Guia, um dos marcos de Lucena, em O Coqueiro.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Precipitadamente, h\u00e1 quem afirme n\u00e3o viver de mem\u00f3rias. E que seria um perder de tempo ou o mesmo que regredir na vida. N\u00e3o vejo dessa forma uma experi\u00eancia que considero memor\u00e1vel, sobretudo nas artes, seja ela em que segmento for; ao contr\u00e1rio, entendo-a verdadeiramente importante, se examinada sob a \u00f3tica do consuetudin\u00e1rio, como forma de um reaprender a um novo conhecimento, para melhor afirma\u00e7\u00e3o do nosso modo de ser.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mensurar ent\u00e3o a import\u00e2ncia de um fato, de uma gest\u00e3o atual, sem um referencial do passado? A pr\u00f3pria Ci\u00eancia reflete a import\u00e2ncia de suas experi\u00eancias com base em feitos anteriores. Isso n\u00e3o \u00e9 fic\u00e7\u00e3o, n\u00e3o; \u00e9 pura realidade. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, celebram-se os tempos fechadinhos de alguns fatos; uns grandes, como o dos 70 anos na Televis\u00e3o no Brasil, outros menores. Insiro-me nestes, em raz\u00e3o dos 40 anos do meu primeiro pr\u00eamio em Cinema. Produto de uma aventura de \u00e9poca, em duas faces: uma emocional e meramente familiar, a outra que me diz respeito \u00e0s experi\u00eancias de um novo cinema, ent\u00e3o bitolado em Super-8; saga advinda de um universo tel\u00farico e \u201cvegetalista\u201d \u2013 express\u00e3o essa cunhada pelo cr\u00edtico Virg\u00ednio da Gama e Melo, nos velhos tempos de sua publica\u00e7\u00e3o \u201cVerbo e Imagem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem. Foi com base nessa vis\u00e3o tel\u00farico-vegetalista que, naquele outubro de 1980, mergulhei nas formas e naturezas da Praia de Lucena, na Para\u00edba, a partir de seu mirante simb\u00f3lico (a Igreja da Guia), na realiza\u00e7\u00e3o do meu primeiro document\u00e1rio de curta-metragem premiado: \u201cO Coqueiro\u201d. E que cairia realmente nas gra\u00e7as da Superintend\u00eancia do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), concedendo-me uma honraria de \u201cMelhor Filme sobre a Tem\u00e1tica Nordestina\u201d, no Festival Brasileiro de Cinema de Pernambuco. Justo, vinte anos ap\u00f3s Celso Furtado ter fundado a institui\u00e7\u00e3o em Recife.<\/p>\n\n\n\n<p>E aqui, rendo minha homenagem a um parceiro singular, incentivador e meu orientador de \u00e9poca, o querido amigo e professor Jos\u00e9 Corn\u00e9lio da Silva (de saudosa mem\u00f3ria), mestre em Geografia e guia dos meus primeiros anos de estudo no Grupo Escolar Jo\u00e3o \u00darsulo, na cidade de Santa Rita.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, durante muito tempo pensamos e trabalhamos juntos naquela praia paradis\u00edaca. Tanto que, nos anos oitenta, em mais um document\u00e1rio, dessa feita em tecnologia de grava\u00e7\u00e3o Anal\u00f3gica, inovadora para a \u00e9poca, imprimimos uma \u201cLucena Paradis\u00edaca\u201d, onde o pr\u00f3prio professor Corn\u00e9lio se mostra lendo uma revista em pregui\u00e7osa cadeira de balan\u00e7o, no alpendre de sua casa \u00e0 beira-mar. Honraria que lhe presto, ainda, ap\u00f3s o seu falecimento, gravando as cenas iniciais do \u201cAm\u00e9rico \u2013 Falc\u00e3o Peregrino\u201d na sua pr\u00f3pria biblioteca, em Lucena, com o meu tamb\u00e9m parceiro Manoel Jaime Xavier, de tantos projetos juntos, (\u201cprotagonizando\u201d o amigo Corn\u00e9lio), redigindo texto no computador sobre o poeta Am\u00e9rico Falc\u00e3o, numa matinada de 2012. Esses, s\u00e3o epis\u00f3dios e viv\u00eancias pessoais que jamais se apagam. Se n\u00e3o, busquem repensar os seus&#8230;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">APC em novo lan\u00e7amento<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Academia Paraibana de Cinema, atrav\u00e9s de sua presid\u00eancia e diretorias, deve promover uma apresenta\u00e7\u00e3o, ainda este ano, do novo audiovisual em m\u00e9dia-metragem, sobre o epis\u00f3dio acontecido em um dos cinemas de Jo\u00e3o Pessoa, na d\u00e9cada de 50. Trata-se de realiza\u00e7\u00e3o da ASProd Cinema e V\u00eddeo, ainda em fase finaliza\u00e7\u00e3o, sem t\u00edtulo definido e com participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios membros da APC. A sess\u00e3o deve acontecer em sala especial de proje\u00e7\u00e3o, no bairro do Bessa, at\u00e9 o final de novembro, com possibilidades de lan\u00e7amento aberto ao grande p\u00fablico durante a programa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo FestAruanda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Precipitadamente, h\u00e1 quem afirme n\u00e3o viver de mem\u00f3rias. E que seria um perder de tempo ou o mesmo que regredir na vida. N\u00e3o vejo dessa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":155,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"\u201cO Coqueiro\u201d nos 40 anos de seu pr\u00eamio na Sudene - Coisas de Cinema","description":"Precipitadamente, h\u00e1 quem afirme n\u00e3o viver de mem\u00f3rias. E que seria um perder de tempo ou o mesmo que regredir na vida. 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