{"id":144,"date":"2020-10-10T12:00:00","date_gmt":"2020-10-10T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=144"},"modified":"2020-10-08T14:11:47","modified_gmt":"2020-10-08T17:11:47","slug":"passeio-virtual-por-paris-de-luzes-e-encantamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2020\/10\/10\/passeio-virtual-por-paris-de-luzes-e-encantamento\/","title":{"rendered":"Passeio virtual por Paris de luzes e encantamento"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"789\" src=\"http:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-produtor-Alexandre-Menezes-em-uma-das-locacoes-de-A-Suspeicao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-145\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-produtor-Alexandre-Menezes-em-uma-das-locacoes-de-A-Suspeicao.jpg 1000w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-produtor-Alexandre-Menezes-em-uma-das-locacoes-de-A-Suspeicao-300x237.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/O-produtor-Alexandre-Menezes-em-uma-das-locacoes-de-A-Suspeicao-768x606.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption><strong><em>Produtor Alexandre Menezes em uma das loca\u00e7\u00f5es de &#8220;A Suspei\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/em><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Paris sempre me foi o mais leg\u00edtimo dos cinemas. Vivendo com meu pai dessa arte havia anos, ainda jovem busquei empoderamento cinematogr\u00e1fico no <em>Cahiers du Cin\u00e9ma<\/em>, revista editada na&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Fran%C3%A7a\">Fran\u00e7a<\/a>&nbsp;a partir dos anos 50, tendo como um dos idealizadores o cr\u00edtico Andr\u00e9 Bazin. Justamente, quando eu j\u00e1 cursava a Alian\u00e7a Francesa, nos tempos de Jacques Ramondot na presid\u00eancia, l\u00e1 no Parque da Lagoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Este pr\u00f3logo \u00e9 simplesmente para justificar o meu apre\u00e7o pelo que o cinema tem de mais belo, que s\u00e3o as imagens; a sua cenografia. E Paris nos contempla com uma gama encantadora delas, mesmo nos tempos de hoje. N\u00e3o importando muito em que trama a obra cinematogr\u00e1fica possa se apoiar; o cen\u00e1rio ser\u00e1 sempre o da \u201cCidade-Luz!\u201d \u2013 encantador e cheio de hist\u00f3rias&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ada no in\u00edcio deste m\u00eas pela Netflix, a miniss\u00e9rie americana em dez cap\u00edtulos <em>Emily em Paris<\/em> \u00e9 um col\u00edrio aos olhos de apaixonados pela cidade, como sempre fui. E pendengas \u00e0 parte, se \u00e9 uma com\u00e9dia rom\u00e2ntica, se trata de tema a\u00e7ucarado ou n\u00e3o, se cheia de clich\u00eas, trejeitos franceses pirra\u00e7ados muitas vezes sob preconceito, inclusive pelos deslumbrados do Tio Sam, o fato \u00e9 que <em>Emily<\/em> nos encanta. Justo hoje, quando continuamos exaustos de tanta pirotecnia grotesca, de previs\u00f5es sociais e virtualmente \u201cfutur\u00edsticas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Emily em Paris<\/em> me lembra um outro exemplar que assisti h\u00e1 algum tempo, de mesmo naipe, <em>French Toast,<\/em> lan\u00e7ado em 2015, sobre uma jovem que vive com o pai nos vinhedos pr\u00f3ximos \u00e0 Cidade do Cabo, na \u00c1frica do Sul, e que viaja \u00e0 Paris na busca do familiar que se perdeu no tempo. O filme tamb\u00e9m rev\u00ea a cenografia parisiense, impondo uma certa magia visual do pr\u00f3prio cinema.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa narrativa de uma visita \u00e0 Paris, recordo de algo que j\u00e1 iniciei h\u00e1 alguns anos atr\u00e1s (mas, continua inconcluso), o audiovisual \u201cA Suspei\u00e7\u00e3o\u201d (<em>Le Soup\u00e7on<\/em>). \u00c9 a hist\u00f3ria de uma jovem escritora e fot\u00f3grafa paraibana, que vai pela primeira vez \u00e0 Paris para concluir um estudo sobre a cidade de seus encantos, para o livro que est\u00e1 escrevendo. Durante sua perman\u00eancia na cidade, depara-se com algumas situa\u00e7\u00f5es inusitadas, sobretudo em Montmartre, na Bas\u00edlica de Sacr\u00e9 Coeur. Mas \u00e9 mesmo na Livraria Shakespeare, \u00e0s margens do Sena, que se confirma sua real \u201cdesconfian\u00e7a\u201d, sobre algu\u00e9m que lhe segue os passos, e s\u00f3 vindo a saber o porqu\u00ea no final da sua viagem. Independente do clich\u00ea tem\u00e1tico, o que importa mesmo \u00e9 a exuberante cenografia de Paris. E nosso alvitre se concentra nisso, a partir do encantamento visual da protagonista sobre a cidade do seu maior encanto.<\/p>\n\n\n\n<p>Vendo agora <em>Emily em Paris<\/em>, as avenidas, ruas e vielas, ainda seus marcos t\u00e3o simb\u00f3licos, como a Ponte Alexandre III, o largo do Trocadero, Notre Dame, Torre Eiffel, tamb\u00e9m Versailles, revejo lugares que serviram de loca\u00e7\u00f5es em algumas grava\u00e7\u00f5es que realizamos. Lembro, ainda, da estreita <em>Rue Saint Didier<\/em> e seu hotel onde ficamos hospedados com toda a equipe. Mas, a\u00ed \u00e9 uma outra hist\u00f3ria&#8230; Em tempos de clausura for\u00e7ada (leia-se: Covide-19), o melhor mesmo \u00e9 arejar a mente com meros <em>streamings<\/em>, sem maiores preocupa\u00e7\u00f5es de s\u00edntese reflexiva, se o que assistimos \u00e9 ou n\u00e3o uma obra de arte. \u201cO cinema ainda \u00e9 a maior divers\u00e3o\u201d, express\u00e3o que se notabilizou em tempos n\u00e3o muito idos. Vejam <em>Emily<\/em> e se apaixonem! Tamb\u00e9m, por uma Paris de muitos e cobi\u00e7ados sonhos; mesmo que de longe e com o uso de m\u00e1scara&#8230;<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">APC: Vida e obra de seu Patrono<\/span><\/h4>\n\n\n\n<p>Academia Paraibana de Cinema \u2013 Cadeira 34, Patrono: <strong>Cilaio Ribeiro <\/strong>(Ocupante Luiz Carlos Vasconcelos). Principal atividade art\u00edstica de Cilaio foi a de\u00a0ventr\u00edloquo. Durante mais de meio s\u00e9culo, uma das atra\u00e7\u00f5es principais da Festa das Neves. Eram as apresenta\u00e7\u00f5es de Cilaio Ribeiro e seus bonecos. O mais conhecido era o boneco Benedito que arrancava gargalhadas das crian\u00e7as e tamb\u00e9m dos adultos.\u00a0Manteve por muitos anos o programa \u201cVov\u00f4, conte uma hist\u00f3ria\u201d, na R\u00e1dio Tabajara. Atuou em v\u00e1rias pe\u00e7as de teatro. No cinema participou de dois filmes de longa-metragem: \u201cMenino de Engenho\u201d em\u00a01965\u00a0e \u201cO Sal\u00e1rio da Morte\u201d, em 1970. Paraibano de\u00a0Jo\u00e3o Pessoa-PB, nasceu em 04\/12\/1902 e faleceu nesta mesma cidade na segunda metade do s\u00e9culo 20.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paris sempre me foi o mais leg\u00edtimo dos cinemas. 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