{"id":1301,"date":"2026-05-28T21:21:40","date_gmt":"2026-05-29T00:21:40","guid":{"rendered":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=1301"},"modified":"2026-05-28T21:21:42","modified_gmt":"2026-05-29T00:21:42","slug":"vegetalismo-em-virginius-como-cenografia-de-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2026\/05\/28\/vegetalismo-em-virginius-como-cenografia-de-cinema\/","title":{"rendered":"\u201cVegetalismo\u201d em Virg\u00ednius como cenografia de cinema"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"698\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Virginius-da-Gama-e-Melo-e-o-vegetalismo-no-ciema-698x1024.jpg\" alt=\"Virginius da Gama e Melo e o vegetalismo no ciema.\" class=\"wp-image-1302\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Virginius-da-Gama-e-Melo-e-o-vegetalismo-no-ciema-698x1024.jpg 698w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Virginius-da-Gama-e-Melo-e-o-vegetalismo-no-ciema-205x300.jpg 205w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Virginius-da-Gama-e-Melo-e-o-vegetalismo-no-ciema.jpg 712w\" sizes=\"auto, (max-width: 698px) 100vw, 698px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Virginius da Gama e Melo e o vegetalismo no cinema.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A Natureza, com todos os seus elementos \u201cc\u00eanicos\u201d, sempre me foi muito simp\u00e1tica a um \u201colhar\u201d cinematogr\u00e1fico. Talvez, por isso, tenha tido inclina\u00e7\u00e3o por preferir filmar (ou gravar) no campo. Trata-se de um impulso muito natural, se reexaminado todo o meu trabalho, desde \u201c<em>Os Pescadores do Sanhau\u00e1<\/em>\u201d, \u201c<em>O Ciclo da Mandioca<\/em>\u201d, sobretudo \u201c<em>Arriba\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, todos do final dos anos sessenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja-se, ent\u00e3o, essa minha prefer\u00eancia pelos primeiros encantamentos que tive ainda quando crian\u00e7a, que dava prefer\u00eancia aos filmes de \u201ccowboys\u201d exibidos nos cinemas do meu pai (\u201cSeu\u201d Severino Alexandre do cinema). Mas ainda, das observa\u00e7\u00f5es preferenciais advindas tamb\u00e9m de leituras regionais t\u00edpicas, que me fizeram a cabe\u00e7a logo cedo. A exemplo de Graciliano Ramos, Guimar\u00e3es Rosa, C\u00e2mara Cascudo, os nossos Z\u00e9s Lins e Z\u00e9 Am\u00e9rico, tamb\u00e9m o poeta Am\u00e9rico Augusto de Sousa Falc\u00e3o, da nossa t\u00e3o praieira Lucena. Sobre ela e seu poeta que me motivou a realizar \u201c<em>Am\u00e9rico \u2013 Falc\u00e3o Peregrino<\/em>\u201d, embora j\u00e1 com um toque citadino, uma produ\u00e7\u00e3o de 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a raz\u00e3o que me fez fugir um pouco dos temas urbanos, deitando um \u201colhar cinematogr\u00e1fico\u201d (at\u00e9 rom\u00e2ntico, confesso) sobre o vegetalismo e seu telurismo, cujo visual nos remete mais \u00e0 Natureza; temas de ra\u00edzes campesinas, como o Canga\u00e7o, por exemplo. E sempre defendi que o nosso cinema se identifica mais com esse tem\u00e1rio. Reflex\u00e3o aqui ent\u00e3o colocada refor\u00e7a-se com uma viagem que fizemos certa vez ao interior da Para\u00edba, para as primeiras loca\u00e7\u00f5es do curta-metragem fic\u00e7\u00e3o que pretend\u00edamos rodar. Um dia todo em plena caatinga brava, sob vegeta\u00e7\u00e3o ressequida pelo sol, fazendo prospec\u00e7\u00f5es ambientais e cenogr\u00e1ficas, uma verdadeira situa\u00e7\u00e3o que me remeteu aos \u00e1ureos tempos dos anos sessenta. E lembro aqui desse per\u00edodo glamoroso do nosso cinema, tamb\u00e9m do escritor Virg\u00ednius da Gama e Melo ao defender a express\u00e3o \u201cvegetalismo\u201d como sustenta\u00e7\u00e3o para um cinema rural. \u00c9poca em que teve boa influ\u00eancia intelectual, segundo sabemos, no preparo dos filmes paraibanos importantes como \u201cAruanda\u201d de Linduarte Noronha, por exemplo. E, segundo Virg\u00ednius, em seus aportes liter\u00e1rios, vegetalismo representava \u201co apego profundo e a express\u00e3o da natureza exuberante, do telurismo e de uma paisagem verde, especialmente t\u00edpicos do nordeste brasileiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-3eda79f7eea75b1d9c9913bf08839cbc\">APC: Elei\u00e7\u00f5es e revista Cine-Nordeste<\/h3>\n\n\n\n<p>A Academia Paraibana de Cinema (APC) vai reunir sua diretoria para tratar sobre o lan\u00e7amento do edital das elei\u00e7\u00f5es dos novos membros da entidade. O edital deve ser publicado at\u00e9 o final deste semestre, com todos os indicativos de inscri\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios para os cargos de Diretoria e do Conselho Fiscal. As elei\u00e7\u00f5es acontecer\u00e3o no final deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na reuni\u00e3o v\u00e3o ser ainda tra\u00e7ados sobre os novos perfis da revista Cine-Nordeste, peri\u00f3dico mensal que vinha sendo publicado pela APC, mas que teve as edi\u00e7\u00f5es interrompidas h\u00e1 algum tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Natureza, com todos os seus elementos \u201cc\u00eanicos\u201d, sempre me foi muito simp\u00e1tica a um \u201colhar\u201d cinematogr\u00e1fico. 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