{"id":1051,"date":"2025-02-22T12:00:00","date_gmt":"2025-02-22T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=1051"},"modified":"2025-02-21T15:51:29","modified_gmt":"2025-02-21T18:51:29","slug":"por-um-cinema-em-sua-originalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2025\/02\/22\/por-um-cinema-em-sua-originalidade\/","title":{"rendered":"Por um cinema em sua originalidade"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"484\" src=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Cine-Teatro-Excelsior-de-Bananeiras.jpg\" alt=\"Cine Teatro Excelsior De Bananeiras\" class=\"wp-image-1052\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Cine-Teatro-Excelsior-de-Bananeiras.jpg 800w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Cine-Teatro-Excelsior-de-Bananeiras-300x182.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Cine-Teatro-Excelsior-de-Bananeiras-768x465.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Cine Teatro Excelsior, de Bananeiras.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria tem mostrado que as novas tecnologias vieram para facilitar a vida das pessoas. Dando-lhes mais conforto na busca de prazeres, como no caso do cinema, dentre as demais formas de divers\u00e3o. Esse \u00e9 um fato ineg\u00e1vel. Contudo, a mesma tecnologia tem servido, de certa forma, para embargar a originalidade das nossas tradi\u00e7\u00f5es culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Referindo-me especialmente ao \u201ccinema de rua\u201d, hoje n\u00e3o mais em uso \u2013 um dos bons legados para mim deixado pelo meu pai, exibidor pioneiro do cinema paraibano \u2013, vejo que a tradi\u00e7\u00e3o da <em>move-art<\/em> foi lesada em seus reais princ\u00edpios. Raros s\u00e3o os casos em que possamos encontrar, ainda instaladas e funcionando, as tradicionais salas de proje\u00e7\u00e3o f\u00edlmica de bairros. Fato esse evidenciado pela anunciada moderniza\u00e7\u00e3o do cinema em salas de shoppings.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa quest\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o versus modernidade, me lembra a declara\u00e7\u00e3o de um insigne fil\u00f3sofo franc\u00eas, desprovida de \u201crever\u00eancia hist\u00f3rica\u201d, e que fiz quest\u00e3o de analisar em \u201cA Para\u00edba e o Cinema\u201d (Parte VIII), cap\u00edtulo do livro \u201cA Revolu\u00e7\u00e3o de 30 nos munic\u00edpios da Para\u00edba\u201d, lan\u00e7ado recentemente pela dupla de historiadores Jos\u00e9 Oct\u00e1vio de Arruda Mello e Francelino Soares.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma intrigante, o fil\u00f3sofo franc\u00eas Lucien Febvre afirma: \u201cSe queres fazer hist\u00f3ria, vire resolutamente as costas ao passado e viva a vida. Viva-a plenamente\u201d. Indagaria, ent\u00e3o, ao s\u00e1bio fil\u00f3sofo: Como fazer hist\u00f3ria negando o passado? Seria mesmo poss\u00edvel mensurar o presente sem um referencial comparativo a esse mesmo presente? De que forma indicar a esse presente um grau de import\u00e2ncia no contexto hist\u00f3rico? Porquanto se entender o fato acontecido, unicamente, como \u201calgo do passado\u201d, mas e valor hist\u00f3rico?<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed o nosso interesse em analisar e discutir algumas quest\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o necessariamente historiogr\u00e1ficas, mas do cinema e seu pr\u00f3prio cotidiano, que implicariam tamb\u00e9m numa passagem pelos meandros\/fatos\/conquistas, que tem marcado a nossa hist\u00f3ria. Tendo no homem e no artista, no cinema e na televis\u00e3o \u2013 e nos demais segmentos culturais correlatos \u2013 aquela base de sustenta\u00e7\u00e3o reflexiva e de argumenta\u00e7\u00e3o. Fato semelhante de valoriza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica vem acontecendo em raz\u00e3o do manifesto junto \u00e0 sociedade para que o Cine Teatro Excelsior seja restaurado e reaberto na cidade de Bananeiras. Inaugurado em 1949, fechou suas portas em 1986. Per\u00edodo em que assisti de perto o fechamento de duas salas de cinema de meu pai, \u201cSeu\u201d Alexandre, na cidade de Santa Rita. Que esse manifesto de Bananeiras tenha sucesso, para que o \u201ccinema de rua\u201d possa resistir em raz\u00e3o do seu passado.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-d68123327c94f91e456f277c0266d9a6\"><strong>APC: Prazo de inscri\u00e7\u00e3o termina final do m\u00eas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A Academia Paraibana de Cinema (APC) continua recebendo inscri\u00e7\u00f5es para preenchimento das cadeiras vagas deixadas pelos cineastas paraibanos Vladimir Carvalho e Carlos Aranha. As inscri\u00e7\u00f5es devem ser feitas (somente) no seguinte endere\u00e7o: Academia Paraibana de Cinema, Avenida N. Senhora dos Navegantes, em Tamba\u00fa, pr\u00f3ximo \u00e0 Esquina 200.<\/p>\n\n\n\n<p>Documenta\u00e7\u00e3o a ser apresentada no ato da inscri\u00e7\u00e3o: Comprovante de que \u00e9 paraibano nato, ou que mora na Para\u00edba h\u00e1 mais de cinco anos. Tamb\u00e9m, curr\u00edculo apresentando participa\u00e7\u00e3o em atividades audiovisuais e no cinema, tudo em envelope lacrado. As inscri\u00e7\u00f5es n\u00e3o ser\u00e3o prorrogadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A hist\u00f3ria tem mostrado que as novas tecnologias vieram para facilitar a vida das pessoas. Dando-lhes mais conforto na busca de prazeres, como no caso&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1052,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"slim_seo":{"title":"Por um cinema em sua originalidade - Coisas de Cinema","description":"A hist\u00f3ria tem mostrado que as novas tecnologias vieram para facilitar a vida das pessoas. 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