{"id":1014,"date":"2024-12-21T12:00:00","date_gmt":"2024-12-21T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/?p=1014"},"modified":"2024-12-19T17:08:04","modified_gmt":"2024-12-19T20:08:04","slug":"um-cinema-entre-a-filiacao-e-o-ativismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/2024\/12\/21\/um-cinema-entre-a-filiacao-e-o-ativismo\/","title":{"rendered":"Um cinema entre a filia\u00e7\u00e3o e o ativismo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"634\" src=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Alex-Santos-lancando-Menino-de-Cinema-1024x634.jpg\" alt=\"Alex Santos Lancando Menino De Cinema\" class=\"wp-image-1015\" srcset=\"https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Alex-Santos-lancando-Menino-de-Cinema-1024x634.jpg 1024w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Alex-Santos-lancando-Menino-de-Cinema-300x186.jpg 300w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Alex-Santos-lancando-Menino-de-Cinema-768x475.jpg 768w, https:\/\/alexsantos.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Alex-Santos-lancando-Menino-de-Cinema.jpg 1167w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Alex Santos lan\u00e7ando Menino de Cinema.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ao longo de todos esses anos de conviv\u00eancia, n\u00e3o foram poucas as vezes que trocamos \u201cfigurinhas\u201d sobre a Cultura da Para\u00edba. E n\u00e3o seria agora que o amigo Z\u00e9 Oct\u00e1vio de Arruda Mello ia me faltar, justamente na publica\u00e7\u00e3o do meu mais recente livro, <em>Menino de Cinema<\/em>, lan\u00e7ado na sexta-feira passada na Livraria do Luiz\/Bessa. Mais ainda, quando publica artigo \u201cmemor\u00e1vel\u201d, bem ao seu estilo, exaltando minha trajet\u00f3ria cultural a partir de minhas origens.<\/p>\n\n\n\n<p>Usando de observa\u00e7\u00f5es pessoais sobre a hist\u00f3ria do cinema paraibano \u2013 tema central do pr\u00f3prio livro, mesmo sendo uma autobiografia \u2013, Z\u00e9 Oct\u00e1vio afirma: \u201c<em>Menino de Cinema<\/em>, editado pela Ideia de Magno Nicolau, se converte na terceira vertente de nossa cultura cinematogr\u00e1fica. A primeira \u00e9 a dos criadores, liderados por Linduarte Noronha, com <em>Aruanda<\/em> (1959). A segunda, dos int\u00e9rpretes, onde pontifica Wills Leal com \u201cCinema na Para\u00edba \u2013 Cinema da Para\u00edba\u201d (2004). A terceira compreende os ativistas \u00e0 Alex Santos\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu altercado, como que tentando cobrir integralmente o conte\u00fado da obra, na qual tamb\u00e9m estaria inserido reiterando um de seus \u201cmitos\u201d (Jos\u00e9 Hon\u00f3rio Rodrigues), o amigo Z\u00e9 Oct\u00e1vio tenta abalizar a verdadeira saga que foram meus primeiros anos ao lado de meu pai, Severino Alexandre Santos, \u00e0 frente dos nossos cinemas. Afirma ele: \u201cTransitando pelos cinemas S\u00e3o Braz, Santa Cruz e S\u00e3o Jo\u00e3o (acrescentaria o Cinerama, no distrito de V\u00e1rzea Nova), a dupla Seu Severino\/Alex Santos, compassando <em>Menino de Cinema<\/em>, roteiriza o cotidiano da cidade dos canaviais. Nesta, desde a Segunda Guerra Mundial, de 1940 a 45, temos a urbaniza\u00e7\u00e3o santarritense, e suic\u00eddio de Get\u00falio Vargas, a vendagem dos gibis e revistas na porta dos cinemas, os repetidos filmes da Semana Santa, as festas de S\u00e3o Jo\u00e3o e Natal, as Copas do Mundo de 1958 e 62 e o Golpe Militar de 1964\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se nota, o poder de s\u00edntese de Z\u00e9 Oct\u00e1vio \u00e9 surpreendente, curioso, at\u00e9 quando avalia o cap\u00edtulo que trata da opress\u00e3o que sofremos (eu e meu pai) durante a ditadura militar de 64: \u201cEncontrando Seu Alexandre, no Recife, \u00e0 procura de filme para seus cinemas, transfere o livro de Alex (<em>Menino de Cinema<\/em>) do l\u00fadico para o ideol\u00f3gico, ou seja, do individual para o social\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa an\u00e1lise do amigo historiador paraibano \u00e9 pertinente, desde que, ao vivermos das \u201ccoisas de cinema\u201d, na \u00e9poca, milit\u00e1vamos pelo cineclubismo local e exib\u00edramos filmes como os de Glauber Rocha (\u201cDeus e o diabo na terra do sol\u201d). Fatos que nos levaram, sob amea\u00e7a, \u00e0 Pol\u00edcia Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; <em>Parem a sess\u00e3o! O filme est\u00e1 confiscado<\/em>! Agradecido, parceiro Z\u00e9 Oct\u00e1vio, por mais esta saga em raz\u00e3o do nosso venerado \u201cgrupo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-d6f69da37a4b5801012cca2b6d1d66b8\">APC nos 20 anos do projeto DocTV<\/h3>\n\n\n\n<p>Organizada pelos professores Jo\u00e3o de Lima Gomes, Sheila Accioly e Ruy Rocha, com apoio do Decom\/UFRN, do Nudoc\/UFPB e do projeto Tela Livre, foram celebrados, na quarta-feira passada, os 20 anos do projeto DocTV. O evento teve o apoio da Academia Paraibana de Cinema, na pessoa de seu presidente, o prof. Jo\u00e3o de Lima Gomes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o foi discutida a relev\u00e2ncia do projeto, que abriu caminhos para a produ\u00e7\u00e3o de filmes independentes e seus espa\u00e7os na TV P\u00fablica. Tamb\u00e9m, incentivando os novos realizadores, fortalecendo a forma\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o, contribuindo, ent\u00e3o, para o desenvolvimento do audiovisual e a formula\u00e7\u00e3o de outras pol\u00edticas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo de todos esses anos de conviv\u00eancia, n\u00e3o foram poucas as vezes que trocamos \u201cfigurinhas\u201d sobre a Cultura da Para\u00edba. 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