“Experimentalismo” na produção audiovisual da PB

Foto: As janelas das divas de um Experimentalismo visual, de Daniel Rosas.

Motivado pela divulgação de alguns eventos sobre cinema, dentro e fora de João Pessoa, busco retomar o tema da acuidade que tem sido a existência dos muitos cursos e palestras sobre a história da sétima arte e do audiovisual na Paraíba. E reavivo, ainda, o fato da então oportuna existência da Academia Paraibana de Cinema (APC), como zelosa guardiã dos valorosos nomes e seus relativos feitos, em nosso Estado.

Não bastasse o real sentido dos eventos e criações das instituições sobre a movieart, um dado importante não deve ser jamais esquecido: o interesse da juventude sobre cinema e suas práticas audiovisuais. Realidade essa que tanto assistimos nos dias de hoje.

As academias de ensino superior de Comunicação Social têm sido, de certa maneira, responsáveis pelo fenômeno desse interesse dos jovens pelas “coisas de cinema”. E tenho constatado isso, inclusive, em alguns de meus ex-alunos concluintes do Curso de Mídias Digitais, da Universidade Federal da Paraíba, também dos cursos de Fotografia que ministrei no IESP e Asper/SP, aqui em João Pessoa, e também na Faculdade Dulcina de Moraes, em Brasília.

Um caso específico que poderia citar é do ex-aluno Daniel Rosas, dentre vários outros jovens paraibanos, que por mim passaram em salas de aulas. Hoje, encontram-se à frente de seus projetos pessoais, assinando-os com a firmeza de verdadeiros profissionais, sobretudo em Audiovisual.

Individualmente, o jovem Daniel Rosas já consegue alçar voos no campo da animação, dos experimentos e do curta-metragem, como é o caso do seu tão aguardado Baby Killer. Cuja temática indicaria ser de um thriller erótico-criminal, com suas gravações já em finalização, devendo ser concluído nesses dias. Além de outros projetos interessantes em que Daniel consegue misturar personagens (atores) com figuras do mundo virtual, até dos quadrinhos. Uma saga curiosa, que merece ser aguardada com interesse…

Recentemente, ele concluiu Experimentalismo, documentário de curta-metragem. Interessante trabalho, que é uma “ode visual” ao Cinema de todas épocas. Sob narração (em off) do próprio realizador, o audiovisual é uma mistura de experimentos cibernéticos de imagens com declarações de alguns realizadores, cineastas, atores, professores e jornalistas paraibanos. Conforme Daniel, é possível que Experimentalismo, curta de apenas 10 minutos, que foi concluído durante a pandeia, deva ser levado ao público proximamente. O audiovisual traz no final a seguinte afirmação assinada pelo crítico de cinema Jean-Claude Bernardet: “Um filme só se completa quando passa a ter vida dentro do público a que se destina”.


APC participa e discute sobre Polo de Audiovisual

Os dirigentes da Academia Paraibana de Cinema, sua presidente Zezita Matos e o vice-presidente da entidade João de Lima, participaram de recente e importante encontro na Sala do Cine Aruanda, no CCSA de UFPB. Presentes   estiveram Steven Alan Solot, gerente de programas de treinamento de força de trabalho em toda a América Latina, e o Secretário de Ciência e Tecnologia Guido Lemos, quando discutiram sobre a criação de um Polo de Audiovisual em João Pessoa.

A presidente da APC Zezita Matos, teve ainda como parte de sua agenda esta semana, o lançamento do Festcine-JP, que deve acontecer em meados de agosto próximo.

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