O renascer cinematográfico de um poeta paraibano

Foto: Encontro da comissão de criação do memorial Américo Falcão e o cineasta Alex Santos.

Recentemente, fui solicitado a fazer aditamento ao meu texto publicado em Paraíba na Literatura III, sobre Américo – Falcão Peregrino, focando no seu projeto temático e de realização, visando atualizá-lo sobre uma possível repercussão à trajetória de vida do poeta de Lucena. Isso, a partir da exibição e premiação do audiovisual em 2015. De pronto, busquei contactar alguns dos nossos historiadores.

Consultando-os, sobre um possível alcance cultural positivo das nossas pesquisas e, consequentemente, da realização de Américo – Falcão Peregrino, eles foram unânimes em afirmar que, “O filme vem tendo forte influência a um novo renascer do vate praieiro de Lucena. Sobretudo, às novas gerações, inclusive universitárias”. Conclusão essa que, deveras, nos gratificou muito, sobretudo, pelo enorme trabalho que nossa produção teve na restauração da cenografia da cidade, revivendo uma época entre 1928/1933, período de uma Parahyba do Norte em que se dá a morte do presidente João Pessoa.

Nomes reconhecidamente dignos, que fazem a História da Paraíba, como o do amigo e prof. José Octávio de Arruda Mello, da historiadora Marta Falcão, parceira dos tempos ginasianos, em Santa Rita – terra do poeta de Lucena –, também, do ainda atuante parceiro forense Jorge de Luna Freire, filho de João Lelis de Luna Freire, ocupante da cadeira 21 do IHGP, dentre outros que fiz questão de manter contato, são unânimes em afirmar da seriedade também do vate de Lucena para a cultura poética da Paraíba.

Há algum tempo, com a exibição pública de Américo – Falcão Peregrino na cidade que o viu nascer, por solicitação de uma instituição que leva seu nome, despertou em algumas das pessoas ligadas ao ensino e à vida cultural de Lucena, o interesse pela criação de um Memorial para o poeta Américo Falcão. Então, recentemente fui procurado pelo amigo casal Paulo Ró e Maria Ernestina Cornélio, filha do professor José Cornélio da Silva (de saudosa memória), parceiro meu de alguns trabalhos em cinema e audiovisual, para que me integrasse ao projeto do novo centro cultural daquela cidade praieira.  

Após alguns entendimentos com a família de Américo Falcão, já no mês de abril último, visando uma acolhida ao projeto, a professora Ernestina fez novamente contato comigo, para dizer que, atualmente, estão em busca de um imóvel na cidade de Lucena, que sirva para a instalação do Memorial, e que a minha ajuda será muito bem-vinda, ao que agradeci. Fiquei muito feliz com a notícia, porquanto tratar-se de uma inciativa de importância e significado para o lugar, e que as instituições municipais e a cultura de Lucena devem ver e apoiar. E esperamos que o início de tudo seja, apenas, uma questão de tempo, e que o nome de Américo Augusto de Sousa Falcão, influenciado também pelo nosso audiovisual, seja cada vez mais bem lembrado e reverenciado, como realmente merece.


APC: Acadêmico sugere ações objetivas

O acadêmico Manoel Jaime Xavier, em recente encontro com parceiros da Academia Paraibana de Cinema, sugeriu ações objetivas à instituição. Uma delas seria promover, ainda este ano, maior aproximação com os alunos do Curso de Cinema da UFPB. Para isso, criando um programa de exibições periódicas, com filmes que trouxessem um pouco do nosso “tão esquecido pioneirismo cinematográfico”. Sugeriu que, na futura Fábrica do Audiovisual Paraibano, a ser construída no Varadouro, em prédios da antiga Matarazzo, fosse criado o Memorial do Cinema Paraibano, como também a Cinemateca Paraibana, de conformação com o Nudoc da UFPB.

Manoel Jaime Xavier ocupa a Cadeira 16 da APC, cujo patrono é exibidor Pedro Honorato, do antigo Cine São Pedro, na Rua São Miguel, próximo à Praça da Pedra, em João Pessoa.   

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