Xadrezista no cinema e na vida de talentosa criança

Foto: Xadrezistas no cinema e na vida real de um garoto.

Dentre muitas que se conhece, temos como certeza a percepção de que, “A arte imita a vida; a vida imita a arte”. Isso, levando-se em conta a existência humana na sua mais simples ou complexa realidade.  

Esse é um aforismo que nos traz algumas reflexões sobre uma factual e notória dualidade: Vida e Arte. O que nos faz acreditar numa verdade deveras irrefutável sobre o tal essencial fenômeno.

Assistindo mais uma vez a O Gambito da Rainha (The Queen’s Gambit), seriado em sete capítulos veiculado pelo streaming, inclusive premiado na categoria de Melhor Atriz, para Anya Taylor-Joy, notei na história do filme algumas boas coincidências pessoais, que me são realmente bem familiares e prazerosas. Resolvi então registrar uma delas, no meu dia-a-dia de escriba e jornalista colaborador de A União.

Dirigido pelo norte-americano Scott Frank, O Gambito da Rainha é uma produção multipremiada, sendo baseada no romance The Queen’s Gambit, de Walter Tevis. A série estreou no Brasil em outubro de 2020, pela Netflix, quando a assisti, oportunamente. Ela narra a história de uma criança de nove anos de idade, que é orientada pelo seu avô a jogar xadrez, visando melhor desenvolver a mente da pequena Beth. Quando mocinha, ela vai se destacar como uma enxadrista campeã. É um drama simples, de uma narrativa trivial, contudo, uma obra bastante premiada e também elogiada pela crítica, não só nos EUA. Foi ganhadora do Prêmio Emmy de 2021.

Pois bem, esta semana algo me fez rever O Gambito da Rainha, agora com um motivo a mais de curiosidade sobre a criança. A verdade é que, como se já não bastassem as informações sobre as boas notas que consegue na escola em que estuda, o netinho Arthur veio com mais essa: “Vô, tenho uma surpresa pra você”. Disse isso de forma bem enfática, acrescentando: “Agora estou aprendendo xadrez na escolinha. Tenho ganho muitas partidas, jogando com meus coleguinhas. Não é Legal!?”. E concluiu: “Xadrez é muito divertido…”

Diante da complexidade que bem representa o jogo de xadrez, não soube o real sentido do “muito divertido” para o meu neto. Contudo, diria que mais esta notícia sobre o seu novo fascínio, agora xadrezista, só me trouxe muita alegria. Aliás, essa dentre outras razões de suas recentes curiosidades. Além das animações e joguinhos que costuma curtir na televisão, são seus ensaios na orquestrinha da escola e aulas de piano, que também vem desenvolvendo até mesmo em casa. Arthur é, realmente, uma criança bastante ativa para os seus pouco mais de nove anos de idade. Tem iniciativas, sempre, naquilo que gosta de fazer e quer aprender, deixando surpresos até seus próprios professores. E mesmo que ainda não entenda completamente a narrativa de O Gambito da Rainha, tendo-o assistido, é possível que, no futuro, possa gozar dos louros de um enxadrista de sucesso. Queira o nosso Pai!


APC se congratula com o FestCine Taperoá

O acadêmico Balduíno Lélis, que ocupava a Cadeira 3 da Academia Paraibana de Cinema, recentemente falecido, recebeu homenagem em sua cidade, esta semana, na região do Cariri paraibano, com a primeira edição do FestCine Taperoá, que terminou nesse sábado. Durante o evento, que é coordenado por sua filha, a videomaker Bebel Lélis, foram indicados alguns feitos do homenageado, sendo exibidos também filmes em que Balduíno trabalhou como ator, entre eles, Menino de Engenho e O Salário da Morte.

A Academia Paraibana de Cinema se congratula com os realizadores do importante evento, desejando que o FestCine Taperoá seja mais um dos acontecimentos promocionais do cinema e do audiovisual paraibanos.

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