Um poeta “não esquecido”, em Paraíba na Literatura III

Foto: Capítulo do livro resgata trajetória do poeta de Lucena, na Paraíba.

Restaurar a dignidade profissional de um artista e a sua importância em algum período da nossa história, quer seja ele de quaisquer segmentos das artes, quiçá, tenha sido o nosso propósito quando realizei Américo – Falcão Peregrino. Um audiovisual que só nos trouxe prazer, a partir dos projetos iniciais (pesquisa, argumento e roteiro), suas gravações, lançamento e justa premiação. Feito esse, que vem de ser agora coroado, também, em bem posta publicação, “Paraíba na Literatura III”, sob o valoroso selo da Editora A União.

Em razão de honrosa oportunidade que nos foi oferecida, à página 32 do importante saltério, rememoramos alguns fatos sobre o poeta para aqueles patrícios que ainda não o conheciam. “O Poeta Esquecido” é um texto que reacende os caminhos, a acuidade e verve do vate Américo, como narrador daquilo que sempre conviveu e amou: sua vila de Lucena, na Parahyba, sua infância e juventude, os coqueirais, os praieiros e suas aventuras no mar.

Não tem sido de hoje, pelo que tenho notado da nossa intelectualidade, um certo desdém à figura do poeta de Lucena. Mesmo tendo sido ele parceiro de alguns conhecidos nomes da política, da poesia e do cinema de seu tempo. Razão pela qual (sem nenhum auxílio financeiro público ou privado) fizemos “rebobinar” a trajetória de vida e a arte de Américo Augusto de Souza Falcão, em obra, inclusive, premiada pela Academia Paraibana de Cinema.

Partícipe da cultura parahybana de então, colaborou com alguns jornais, e no começo dos anos 20 passou a escrever sobre assuntos locais, inclusive para a revista Era Nova, de grand débit naquela época. Conforme depoimento de sua filha Marlinda Falcão ((1917/2012),) e dados biográficos do poeta, três nomes de destaque fizeram parte das amizades próximas de Américo Falcão: o poeta Augusto dos Anjos, o artista plástico Tomás Santa Rosa, além do fotógrafo e cineasta Walfredo Rodriguez. Sendo, também, uma figura muito próxima do então presidente João Pessoa, com que conviveu bastante.

O universo público parahybano de época e seus vultos culturais foram convenções de nossa valorosa equipe, quando realizamos Américo – Falcão Peregrino, após mais de cento e trinta anos. Buscamos traduzir toda a magia telúrica que representava para o vate a terra em que nasceu. Para isso, três nomes foram fundamentais na ajuda desse abissal desafio: o historiador José Octávio de Arruda Mello, da Academia Paraibana de Letras, logo, confrade do próprio Américo Falcão (Cadeira 38), a historiadora e minha conterrânea de Santa Rita, a professora Martha Falcão, cadeira 20 do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, também o médico, escritor e “cinemista” Manoel Jaime Xavier Filho, amigo e parceiro meu de tantas aventuras citadinas.  Pois bem, Américo Falcão e sua saga poética foi marcante na História da Paraíba, embora um poeta quase sempre esquecido. Agora, uma homenagem justa e merecida, em duas obras que ficam nos anais da nossa história: o livro “Paraíba na Literatura III”, da Editora A União (2021), e o nosso audiovisual Américo – Falcão Peregrino ( https://youtu.be/JhrC-5yQx3M ), prêmio da APC em 2015.


APC parabeniza um de seus integrantes

Integrante da Academia Paraibana de Cinema, o ator de teatro, cinema e televisão Luiz Carlos Vasconcelos acaba de ter seu audiovisual premiado na décima quinta edição do Festival Curta-Taquary, de Taquaritinga do Norte, em Pernambuco, com o curta-metragem Aluísio, o silêncio e o mar. O curta foi premiado nas categorias de direção, ator, figurino e fotografia.

Luiz Carlos Vasconcelos é ocupante da Cadeira 34 da APC, cujo patrono é a também figura de destaque do teatro e cinema paraibanos Cilaio Ribeiro. A academia de Cinema e seus pares se congratulam com o seu confrade.

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