Fundação Casa José Américo traz de volta o seu cineclube

Foto: “Reunião do Conselho do Cineclube da FCJA, sob a presidência do prof. Damião Ramos Cavalcanti.”

Houve de ser, desde o começo, uma aliança perfeita. Uma entidade então reconhecida por seu status social, cultural e patrimonial, abrigando uma outra sob o mesmo teto e dando-lhe os espaços desejados ao seu exercício cultural e societário. Entidade essa advinda dos anseios e experiências de um grupo militante de numa arte-de-luz-e-sombras, que ainda encanta o mundo todo. Grupo que passou a retribuir o respeitoso gesto de amparo com algum norte e apoios formais às suas ações com o audiovisual e o cineclubismo.

Esse feito aconteceu havia mais de dez anos, quando fora criada a nossa Academia Paraibana de Cinema. Advinda do esforço de alguns sonhadores, aos quais me incluo. De início a APC apenas existia em nossas mentes e na formalização cartorial de seus estatutos. Mas lhe faltava um teto. Coisa que, à época, buscávamos desesperadamente.

Uma luz nos daria rumo certo, como se fora um brilhante farol, lá para os lados marinhos do Cabo Branco. O convite de um dos nossos de academia e então presidente da Fundação Casa de José Américo, o professor Damião Ramos Cavalcanti, com anuência do Governo do Estado, acolheria os nossos anseios e ações. Quando, então, passaríamos a representar, de fato, o cenário cultural cinematográfico paraibano.

Sob o comando do jornalista Willis Leal, estando eu na vice-presidência, a APC desenvolveu uma série de atividades, inclusive publicações periódicas mensais, como a Revista da Academia, além de reuniões semanais na “Sala Barreto Neto”, esta, criada na gestão do professor Moacir Barbosa de Sousa.

Contudo, uma das participações especiais da Academia Paraibana de Cinema, junto à Fundação Casa de Zé Américo, foi na criação de seu Conselho de Cinema, à indicação dos doze melhores filmes a serem exibidos durante o ano. Membros da APC ocupavam mais de cinquenta por cento do colegiado do Cineclube da FCJA, dando-lhe uma maior credibilidade na indicação das obras em exibição.

Foram tempos iniciais efervescidos os do cineclube, o que me lembraria de uma época igualmente memorável, de amplos questionamentos culturais cinematográficos, quando fizemos parte da ACCP – Associação dos Críticos Cinematográficos da Paraíba, lá pelos idos dos anos 1960. Hoje, sob o comando da nossa presidente Zezita Matos, esperamos que a APC continue a prestigiar essa nova fase do Cineclube da FCJA (coordenado naquela época pela amiga Rejane), a exemplo do que fizemos no passado. E no atual estado de coisas, em que se vive pandemias de toda ordem, que mais parece não terem fim, vejo auspicioso o retorno do cineclube da Fundação Casa de Zé Américo.


APC apoia exibições em Jacumã-Conde

A Academia Paraibana de Cinema, representada pelo prof. João de Lima, e Núcleo de Documentação Cinematográfica (Nudoc) da UFPB, promoveram na semana passada a estreia do documentário “A Praça de Joás”, com roteiro e direção de Gutemberg Pequeno. A exibição do curta se deu na Associação dos Pescadores de Jacumã, na Cidade de Conde, litoral paraibano. O audiovisual aborda as ações do técnico Joás Antônio Ribeiro, que era superoitista, extensionista do Nudoc, e militância em trabalho comunitário no bairro Castelo Branco. O vídeo tem imagens de filmes Super 8 da época, inclusive realizadas pelo próprio Joás Ribeiro, do início de 1982.

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